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quinta-feira, maio 10, 2007

"Solidão" por Tinta Permanente

16 Comments:

Blogger Maria P. said...

Fantástica!
Parabéns.

10/5/07  
Blogger APC said...

Esta fotografia está desgraçadamente LINDAAA!!! :-)))

10/5/07  
Blogger bettips said...

A cor, o momento, está tudo perfeito. Fantástica!

11/5/07  
Blogger Maria said...

A côr está fantástica e a foto lindísima.

11/5/07  
Anonymous Anónimo said...

Palavras para quê? Já disseram tudo.

11/5/07  
Anonymous Anónimo said...

Uma solidão que se sente...
Linda!

11/5/07  
Blogger Maria Carvalhosa said...

A solidão da velhice. A contemplação da beleza como última panaceia para alguns dos males.

11/5/07  
Blogger Luisa said...

Ah! Estes momentos frente ao mar!

11/5/07  
Blogger None said...

uma das minhas preferidas.

11/5/07  
Blogger Isabel said...

Esta fotografia nem sei...

Tudo me encanta nela.

A cor
O brilho sobre a água
Aquelas escadas
O candeeiro
As gaivotas
A pedra do caminho
O velho

pensativo
envolto em recordações... talvez!
ou talvez tentando encontrar que fazer com o resto dos seus solitários dias...

Seja o que for a fotografia é um poema fotografado.

Um encanto...

Isabel

11/5/07  
Blogger APC said...

Feliz aquele que administra sabiamente
a tristeza e aprende a reparti-la pelos dias
Podem passar os meses e os anos nunca lhe faltará
Oh! Como é triste envelhecer à porta
entretecer nas mãos um coração tardio
Oh como é triste arriscar em humanos regressos
o equilíbrio azul das extremas manhãs de verão
ao longo do mar transbordante de nós
No demorado adeus da nossa condição
É triste no jardim a solidão do sol
vê-lo desde o rumor e as casas da cidade
até uma vaga promessa de rio
e a pequenina vida que se concede às unhas
Mais triste é termos de nascer e morrer
e haver árvores ao fim da rua

É triste ir na vida como quem
regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro
É triste no Outono concluir
que era o verão a única estação
Passou o solitário vento e não o conhecemos
e não soubemos ir até ao fundo da verdura
como rios que sabem onde encontrar o mar
e com que pontes com que ruas com que gentes com montes conviver
através de palavras de uma água para sempre dita
Mas o mais triste é recordar os gestos de amanhã

Triste é comprar castanhas depois da tourada
entre o fumo e o domingo na tarde de Novembro
e ter como futuro o asfalto e muita gente
e atrás a vida sem nenhuma infância
revendo tudo isto algum tempo depois
A tarde morre pelos dias fora
É muito triste andar por entre Deus ausente

Mas, ó poeta, administra a tristeza sabiamente.


...

(A Mão no Arado. Ruy Belo, in "Antologia da Poesia Portuguesa - 2º volume, Moraes ed.)

12/5/07  
Blogger bettips said...

Mas que lindeza de palavras com esta foto!!! Um prazer que o nosso amigo nos deu, com maestria, significada. Mas penso que ficará feliz também pelo que "por ele/por causa dele" pensamos. Parabéns

12/5/07  
Blogger jawaa said...

A imagem que mais me tocou, sem dúvida, em relação ao tema; além de que a fotografia em si é magnífica!

12/5/07  
Blogger Teresa David said...

Talvez a foto que melhor retrata o tema da solidão, e com uma beleza arrepiante.

12/5/07  
Anonymous Anónimo said...

Parabéns é sem duvida uma foto solitária

14/5/07  
Blogger jorge esteves said...

Agradeço todas as vossas amáveis palavras; os elogios são sempre perfumes à alma, mesmo que varridos pela consciência dos exageros!...
Obrigado a toda(o)s...

15/5/07  

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