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terça-feira, julho 31, 2007

«Pelo ano que é passado, de como será continuar a atar os feixes do PPP. Cores idênticas fugidas do teu quadro.», disse a Bettips


Foto de Bettips

segunda-feira, julho 30, 2007

«Com um beijo carinhoso de S. Miguel - Açores, a quase dramática beleza da Lagoa do Fogo. Porque me lembro de todos.», escreveu a Vida de Vidro

sexta-feira, julho 27, 2007

"Vertente" por T.

Pausa no Palavra Puxa Palavra

Vou fazer uma pausa durante uns dias.
Voltaremos a encontrar-nos por aqui em fins de Agosto.

M

Lista dos participantes desta semana no Fotodicionário

1. António Stein: www.allwaysandforever.blogspot.com

2. APC: http://www.camuflagens.blogspot.com

3. Bettips: www.bettips.blogspot.com

4. Carlos AGM: www.faztudo.blogspot.com

5. Carlos Sampaio: www.glosa-crua.blogspot.com

6. Despertando: http://despertando2.blogspot.com/

7. Ferrus: http://cantigasdeamigo2.blogs.sapo.pt/

8. Gustaaf V. B.: www.artspotter.blogspot.com

9. Jawaa: http://daquemdalemmar.blogspot.com/

10.L.: www.fazendocaminho.blogspot.com

11.Leonor Vieira: http://www.porummundomelhorkuantobaste.blogspot.com

12.Licínia: http://sitiopoema.blogspot.com

13.Luísa: http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt

14.M.: www.outrostemas.blogspot.com

15.Mac: www.tudo-no-nada.blogspot.com

16.Maria: wwwthornlessrose.blogspot.com

17.Maria P.: www.casademaio.blogspot.com

18.Minda: www.metoscano.blogspot.com

19.Miruii: http://metaphoricamente.blogspot.com

20.neva: http://gatamauka.blogspot.com

21.Nucha: http://char-las.blogspot.com

22.Rosalina: http://leilaodepensamentos.blogspot.com

23.rui pestana: http://pestanamadeira.blogspot.com

24.Saudade: http://penedodasaudade.blogspot.com

25.Silencebox: www.caixadesilencios.blogspot.com

26.Teresa David: www.teresadavid.blogspot.com

27.Teresa Silva

28.Zé-Viajante: http://transatlantico-viajante.blogspot.com

29. Dulce: www.paralemdemim.blogspot.com

30.T.: www.soprarpalavrasaovento.blogspot.com

"Vertente" por Dulce

quinta-feira, julho 26, 2007

"Vertente" por Zé - Viajante

"Vertente" por Teresa Silva

"Vertente" por Teresa David

"Vertente" por Silencebox

"Vertente" por Saudade

"Vertente" por rui pestana

"Vertente" por Rosalina

"Vertente" por Nucha

"Vertente" por neva

"Vertente" por Miruii

"Vertente" por Minda

"Vertente" por Maria P.

"Vertente" por Maria

"Vertente" por Mac

"Vertente" por M.

"Vertente" por Luisa

"Vertente" por Licínia

"Vertente" por Leonor Vieira

"Vertente" por L.

"Vertente" por Jawaa

"Vertente" por Gustaaf

"Vertente" por Ferrus

"Vertente" por Despertando

"Vertente" por Carlos Sampaio

"Vertente" por Carlos AGM

"Vertente" por Bettips

"Vertente" por APC

"Vertente" por António Stein

terça-feira, julho 24, 2007

E a Mena aqui tão perto...





Fotos de Mena M.

("4 gaivotas" e "Onda batida em castelo")

domingo, julho 22, 2007

Enfeites de Rua

Atordoado pela projecção ruidosa a que fora sujeito pela língua carnuda e roxa, após violento rodopio dentro daquela caverna lúgubre, estatelou-se o escarro desamparado no chão, junto dos mini dejectos ainda quentes do caniche seguro pela trela vermelha com dispositivo automático contra tentativas de fuga. A luz do sol avivou-lhe a cor esverdeada, sobressaindo brilhante nas pedras sujas do passeio entre sacos esventrados pelo apetite voraz de cães menos bafejados pela sorte. Mas depressa a sombra de uma bota pesada se tornou real, espalhando-lhe a asfixia pelas imediações e dando-lhe a oportunidade de conhecer de perto meia dúzia de cerejas descompostas pela interrupção involuntária de uma digestão que não se adivinhara poder vir a desviar-se do seu caminho habitual.
De qualquer modo, preferia a sua situação de desmembramento àquela outra que observou na pastilha elástica cor-de-rosa que, relutantemente arrancada do seu lugar de eleição na berma do passeio, se sentiu arrastada para lugares desconhecidos.
Imaginou-a percorrendo quilómetros, esmagada pelo passo distraído e cadenciado do dono do sapato, atirada para os sulcos labirínticos de uma sola de borracha “made in EU ”, até ao momento em que sofreria no corpo espalmado e exangue uma outra violência. Seria então atacada pela impetuosidade de um qualquer pau de gelado lambuzado e abandonado que se entregaria à tarefa sádica de a dilacerar, com o pretexto de a libertar de espaços estreitos. Desmantelada a sua peganhenta forma física, tornada mais débil depois da luta obstinada e inglória com o pedaço de madeira, por mor da sua integridade, adaptar-se-ia sem remédio à sua nova aparência.
Partiria então, retalhada até ao âmago, e correria o mundo das ruas da cidade, ora cravada nas solas de couro das Hispanitas galegas, ora tentando equilibrar-se nos finíssimos saltos altos acabados de chegar da Milano. Ou, ainda com um pouco mais de sorte, se acomodaria confortavelmente algum dos seus pedaços pegajosos mais afoitos entre as aplicações em metal dourado da última colecção de sapatos Christian Dior. Para já não pensar naquele outro de índole mais preguiçosa e comodista que, ajustando a seu favor um conhecido ditado popular (“Não faças hoje o que podes deixar para amanhã”), aguardaria o momento propício para se fixar entre a macieza de uma qualquer alcatifa, tomando o lugar como definitivo. Ou pelo menos temporariamente definitivo, que de experiência ouvida tinha conhecimento das frequentes dificuldades na remoção de pastilhas elásticas espalmadas.
Pois, isso era cem por cento verdade, essa história do não‑absoluto, ou do temporário. Que o gato que acabara de o pisar naquele instante, a ele, escarro já parcialmente desagregado, correra desenfreado atrás do “anda cá, bichaninho” da velha do saco com espinhas, e não chegara ao outro lado da rua. Atropelara-o a camioneta dos congelados espanhóis e ele rodopiara no ar, caindo do céu aos trambolhões e espalhando as tripas no meio das embalagens de papelão abandonadas junto do contentor ainda vazio. E a velha desarvorara sem destino, lamentando o seu animal de empréstimo nas horas forçadamente marcadas dos seus dias desprovidos de obrigações. Ficara o saco malcheiroso onde ela o pousara e sobre ele uma miríade de moscas na faina habitual de explorar territórios conhecidos e desconhecidos.
E como o dia é também transitório e troca constantemente de lugar com a noite e com os seus hábitos, veio a camioneta da recolha do lixo e engoliu-o todo. Enquanto a uma janela próxima assomou alguém com insónias atirando raivosamente pela borda fora mil bocadinhos de papel com frases ilegíveis que poisaram suavemente sobre o passeio.
M


Histórias ao Entardecer, Setembro de 2004

sábado, julho 21, 2007

Um livro que me encanta. Pela simplicidade da escrita e pela poesia que nele se sente.

«No porto de Agulhas tento comprar peixe aos pescadores que regressam da pesca. Não podem vender, têm um acordo de exclusividade com o dono da fábrica de congelação de peixe, que é também o dono das embarcações, e das redes, e da lota. Encostado ao portão da fábrica, o homem olha-me com suspeição. Os pescadores estão todos de galochas, fatos-macacos, camisolas de lã. Reparo na precariedade do bote que trazem a peso pela rampa acima, e pergunto se sabem nadar. Encolhem os ombros, não sabem.

(…)

Ao largo, vejo os botes dos pescadores, pontos pequeninos de preto contra o azul-cinzento deste fim de Atlântico e princípio de Índico. Ou o contrário. Onde começam os mares? O que sentem os pescadores lá fora − que transitam entre mares que acabam, ou entre mares que começam?
Penso na indiferença dos pescadores pela própria segurança. Não sabiam nadar, responderam. Como se explica o desleixo daqueles pescadores pela própria existência? Talvez uma falta crónica de alternativas profissionais, que os encerra na infalibilidade de viver, e um dia morrer, no mar. Ou talvez uma razão histórica, imposta pelo regime do apartheid, onde ao homem negro não foi permitido conhecer outros horizontes culturais.
Gostaria de tentar perceber a resposta desta pergunta. Ao fim da tarde, regresso ao porto de pesca. Os pescadores estão lá. Reconhecem-me e acenam. Aproximo-me. Estão podres de bêbados. Recordo então o dia de hoje: sexta-feira. Sorriem, apontam a garrafa. Explicam, a rir: “Bebemos hoje porque não sabemos se estaremos cá amanhã.” Como resposta, serve. Viro as costas aos dois mares, e aos que neles pescam. Viro as costas ao Sul, continuo a viagem.»


África Acima, Gonçalo Cadilhe, Oficina do Livro

quinta-feira, julho 19, 2007

Jogo Fotodicionário

A palavra escolhida pela Teresa David para a semana de 19 a 26 de Julho é "Vertente".

Deus desceu ao Palavra Puxa Palavra pelo pensamento e pelas fotografias destas 35 pessoas

1. António Stein: www.allwaysandforever.blogspot.com

2. Bettips: www.bettips.blogspot.com

3. Carlos AGM: www.faztudo.blogspot.com

4. Carlos Sampaio: www.glosa-crua.blogspot.com

5. Cerejinha: http://www.eucerejinha.blogspot.com

6. Despertando: http://despertando.blogs.sapo.pt

7. Dulce: www.paralemdemim.blogspot.com

8. Gustaaf V. B.: www.artspotter.blogspot.com

9. Jawaa: http://daquemdalemmar.blogspot.com/

10.L.: www.fazendocaminho.blogspot.com

11.Leonor Vieira: http://www.porummundomelhorkuantobaste.blogspot.com

12.Licínia: http://sitiopoema.blogspot.com

13.Lúcia: www.lucialima.blogspot.com

14.Luísa: http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt

15.M.: www.outrostemas.blogspot.com

16.Mac: www.tudo-no-nada.blogspot.com

17.MAGA: http://www.gtontices.blogspot.com

18.Maria: wwwthornlessrose.blogspot.com

19.Maria P.: www.casademaio.blogspot.com

20.Mena M.

21.Minda: www.metoscano.blogspot.com

22.Miruii: http://metaphoricamente.blogspot.com

23.neva: http://gatamauka.blogspot.com

24.Nucha: http://char-las.blogspot.com

25.RB: http://pretextos.blogs.sapo.pt/

26.Rosalina: http://leilaodepensamentos.blogspot.com

27.rui pestana: http://pestanamadeira.blogspot.com

28.Saudade: http://penedodasaudade.blogspot.com

29.T.: www.soprarpalavrasaovento.blogspot.com

30.Teresa David: www.teresadavid.blogspot.com

31.Teresa Maremar: http://www.nastintasparaasregras.blogspot.com

32.Teresa Silva

33.TMara: www.estranhosdias.blogspot.com

34.Vida de Vidro: www.vidadevidro.blogspot.com

35.Zé-Viajante: http://transatlantico-viajante.blogspot.com

"Deus" por T.

"Deus" por Zé - Viajante

"Deus" por Vida de Vidro

"Deus" por TMara

"Deus" por Teresa Silva

"Deus" por Teresa Maremar

"Deus" por Teresa David

"Deus" por Saudade

"Deus" por rui pestana

"Deus" por Rosalina

"Deus" por RB

"Deus" por Nucha

"Deus" por neva

"Deus" por Miruii

"Deus" por Minda

"Deus" por Mena M.