Na sequência do meu post do dia 24 sobre Carvalhais, informei disso a responsável pelo Museu e ela enviou-me este texto com informação mais detalhada
O Museu Rural de Carvalhais reabriu as portas ao público no dia 2 de Maio de 2009, após algum tempo encerrado devido a trabalhos de reorganização Museológica e Museográfica.
Neste espaço de tempo foram particularmente tidos em conta aspectos ligados ao design expositivo e a ligação ao público, criando-se visitas mais direccionadas ao visitante.
O Museu está ainda em fase de reestruturação e pretende criar mais actividades direccionadas aos públicos jovens, e desenvolver ainda suportes vários de divulgação que esperamos ter disponíveis dentro em breve.
Temos patente no nosso Museu uma exposição permanente de arte sacra, e outra de etnologia local, e começamos a receber algumas exposições temporárias, contando ainda vir a receber igualmente no nosso espaço museológico exposições itinerantes. Aqui pretende-se aprender com o nosso passado, constituindo desta forma um elemento essencial para o conhecimento e reafirmação da nossa identidade. Para além disso temos como objectivo captar o interesse do público por colecções de extrema representatividade no âmbito da etnografia local, dando a conhecer a nossa terra através das suas actividades diárias e através das suas gentes.
O nosso espólio é o próprio reflexo da ligação do Museu à terra e às suas gentes, sendo a sua maioria fruto de empréstimos de populares que pretende assim ajudar a transmitir os usos e saberes locais.
O Museu Rural de Carvalhais tem vindo a desenvolver projectos museológicos orientados para a defesa do Património Cultural e a sua consequente valorização, sendo que uma das preocupações e papel do museu é a integração no desenvolvimento local, algo que constitui hoje uma preocupação corrente das instituições museológicas. A melhoria das condições de vida e a modernização dos meios rurais não significam que se esqueça os valores da identidade cultural local, mas antes pelo contrário, é com base nestes que se deve promover essa melhoria nas condições de vida. É também neste quadro que o Museu Rural de Carvalhais tem desenvolvido estudos Sociomuseológicos com o objectivo de aprofundar questões sobre políticas e práticas culturais, procurando assim contribuir para uma melhor avaliação do papel e das potencialidades da museologia, quando postas ao serviço do desenvolvimento local da comunidade que lhe dá vida.
De momento o Museu Rural de Carvalhais recebe uma exposição de pintura abstracta denominada “Sentimentos”.*1
O Museu funciona de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00; visitas aos fins-de-semana e feriados sujeitas a marcações que poderão efectuar-se através do número 232 700 040, através do sítio web do Bioparque (bioparque@gmail.com), ou através do e-mail museu.rural.carvalhais@gmail.com, para qualquer esclarecimento contactar a responsável Joana Matos através dos contactos apresentado.
Aguardamos a sua visita.
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Exposição “Sentimentos”
A exposição “Sentimentos” patente no Museu Rural de Carvalhais abriu ao público no dia 23 de Setembro e estará exposta até ao dia 23 de Outubro de 2009.
A mostra é composta por 13 telas ligadas ao movimento abstracto, e cada uma delas retracta um sentimento.
A artista residente em Vila Nova de Paiva conta já com diversos prémios e participações em exposições e concursos de pintura.
Não assume preferência na técnica, utilizando o acrílico, o óleo, aguarela, carvão, tinta-da-china, e texturas diversas. No entanto é no abstracto que a artista se revê, através da sua cor e pelo seu traço, sendo essa a sua linha, refugia-se no abstracto pois assume ser o abrigo da sua alma e o espelho do seu mundo interior “como o mundo que me rodeia e do qual me inclui como pessoa na sociedade em que vivo”.
Raramente pinta o real, pinta como significado, com a alma, pinta o que é.
Enquanto pintora descreve-se da seguinte forma:
“Ser-se artista é mais do que ser-se artista, nasce-se artista, cresce-se artista, a arte está nas veias é o meu ar, sou muito exigente comigo mesma, muito perfeccionista, crio o meu próprio percurso o meu próprio estilo, não sigo nenhuma corrente especial, não copio nenhum pintor seja de que época for, sou contra isso, cada artista deve criar o seu próprio caminho não se limitando a percorrer caminho já percorridos, reconheço em mim a arte como um dom cedido pelo qual me expresso com o mundo.”
Os sonhos são a sua fonte de criatividade, revelando sentir que “existe em nós uma missão, algo forte que não nos deixa parar e que grita em voz muda para lutar pelos nossos sonhos, porque são eles que comandam a vida e marcam a diferença em cada um de nós”.
A mostra encontra-se misturada com as colecções permanentes do museu, onde os sentimentos se misturam e complementam cada peça, trazendo ou enfatizando a significância de cada uma delas, e confundindo-se a história com as emoções, onde a arte interage com a etnologia local e a pinta em cores de sentimentos e emoções.»
Joana Matos































