>

quinta-feira, outubro 18, 2012

11. ~pi



estava ali e era claro em Ávila. 
assim, perguntei bem alto à minha terra planáltica - 
( já que tudo ali me parecia uma conjugação de amar ) 
se na pele podia agora desenhar papoilas 
pela linha das costas acima ondulando ao vento 
como se fossem
barcos de branca vela e eu seu mar 

 ~pi

9 Comments:

Blogger M. said...

Bonita a ideia de desenhar papoilas na pele. Seríamos jardins ambulantes, o que, confesso, alegraria as nossas tristes existências urbanas. E, sendo a papoila uma flor tão delicada, talvez mantivéssemos sempre a delicadeza entranhada na pele. Como uma tatuagem que não desejamos perder.

18/10/12  
Blogger Licínia Quitério said...

E a terra planáltica o que é que respondeu?

18/10/12  
Anonymous Anónimo said...

Da plenitude falamos,
também a das papoilas mesmo efémeras. Atrás dos montes, nos planaltos, conjuga-se um enorme amor à terra
bettips

18/10/12  
Blogger Rocha de Sousa said...

Um texto muito apelativo que a percepção da fotografia não chega
a contemplar de todo

19/10/12  
Blogger Luisa said...

Espero que a planíce tenh dado o seu consentimento.

19/10/12  
Blogger Justine said...

Que bom seria poder ser mar...

19/10/12  
Anonymous Anónimo said...

Estou aqui, longe de Ávila e não percebo.
Agrades

20/10/12  
Blogger Benó said...

Bonito texto.

21/10/12  
Blogger jawaa said...



Claro que sim.
Todos temos o poder divino de desenhar-nos papoilas veleiros, sermos seara e mar.

21/10/12  

Enviar um comentário

<< Home