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quinta-feira, março 21, 2013

9. ~pi

Corriam rios de cor como respirações frutadas e em todos navegava o ansiado cântico do delta. 
Como fontes distintas de distintas pedras se lavavam as cores, que por água corrente se trocavam, fluindo num rigor calado. 
Por vezes se sabia um ferro atravessando a calidez da água; e que nem sempre era uma ponte, esse ferro. 

~pi

7 Comments:

Blogger Rocha de Sousa said...

Bela forma de contornar a leitura
explicativa, mostrando a pintura
das palavras, imagens de se entre-
laçam numa sonoridade poética e
plástica

22/3/13  
Blogger Licínia Quitério said...

Ah Poetisa que não te escapa uma oportunidade de lavares as cores, de dizeres do ferro.

22/3/13  
Blogger Justine said...

Um belíssimo texto poético, oferecendo um caminho alternativo, tão válido como todos os outros...

22/3/13  
Blogger M. said...

Belas as tuas palavras, pi.

24/3/13  
Anonymous Anónimo said...

Mas o ferro pode sempre transformar-se em ponte, basta o engenho para o conseguir.

Teresa Silva

24/3/13  
Blogger bettips said...

Assim, fazendo a ponte entre cor e palavras coloridas ... existimos aqui. Poético (de) pensar, ~pi, que sobretudo atravessar nos falta. Tantos, os rios.

25/3/13  
Blogger Benó said...

Uma pintura também é poesia.

26/3/13  

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