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domingo, julho 21, 2013

5. Licínia

Que dizer do amor e das suas liturgias sempre reinventadas, como esta do cadeado amarrado, exposto, fechado? A chave é deitada fora, se possível às profundezas do rio, e PARA SEMPRE são as palavras dos amantes no instante congelado, como se a eternidade assim o recebesse. O cadeado há-de enferrujar, o amor durará o tempo dum suspiro ou duma vida. Talvez, quem sabe, o segredo esteja no fundo do rio, preso ao corpo de uma chave.

Licínia

2 Comments:

Blogger bettips said...

Também lembraste bem: o amor tanto é uma chave como uma fechadura!

(desculpa o prosaico dizer a tão melodioso sentir; apeteceu-me!)

21/7/13  
Blogger Justine said...

Texto belíssimo, Licínia!E o amor, com ou sem cadeado, é para sempre "enquanto dura"....

23/7/13  

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