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quinta-feira, novembro 21, 2013

6. Licínia

É sempre assim, neste tempo do calendário, neste lado do mundo. Um arrepio nas vestes, uma pequena sombra no olhar, um pequeno ruído na folhagem. Diz-se Outono, com as suas sílabas fechadas, e abre-se uma arca de memórias de outros Outonos, de outros tapetes de verde e cobre, noutros jardins onde passeou alguém como nós, dentro de nós, riscando o saibro do chão com a ponta do sapato, a traçar a fronteira do Verão que se ausentou, mas voltará.
Licínia

4 Comments:

Blogger Benó said...

O outono visto por ti é o adeus ao verão com as suas cores de fogo e calor. Gosto deste interpretação.

22/11/13  
Blogger bettips said...

Lembraste-me uma menina, de escola em Outubro, "riscando o saibro" do recreio... e sem fronteiras no pensar.
Lindo!

22/11/13  
Blogger Rocha de Sousa said...


Boa ideia de reescrever a foto-
grafia, reescrevendo sugestões
vindas da imagem fotográfica

24/11/13  
Blogger Justine said...

E o ciclo repetir-se-á, com as mesmas e outras memórias...

26/11/13  

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