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quinta-feira, dezembro 19, 2013

5. Justine

A rendeira é minha conhecida de há tempos: gorda, escura, deselegante, antipática. Não gosto dela, mas começo a desconfiar que ela gosta de mim. Que outra razão poderia haver para que estas rendas – equilíbrios precários de luz e seda, exibição inverosímil de perícia e sabedoria – me sejam deixadas à porta todas as manhãs, senão a de serem um discreto pedido de amizade? Acho que vou deixar enre(n)dar-me! 
Justine