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quinta-feira, abril 09, 2015

9. Rocha/Desenhamento



Imagina que atravessei a ilha toda, passando a Lagoa, sofrendo as intempéries da época, a beleza delas, o sonho de serem assim, sempre a pensar em ti, no que resta de nós aqui, na outra ponta deste resto de terra, e logo que cheguei à base deste monte, tudo estava assim, negado, em ruínas, sem nada a que eu possa agarrar-me, ultrapassando as horas mortas e chegando a ti depois das tábuas velhas da nossa pobre defesa dos bichos e da fome. Impermanente, permaneço. 
Rocha de Sousa | com base na curta metragem (Im)permanência, "uma abordagem à inevitabilidade do inconstante: nas peles das paredes das casas vividas, habitadas ou abandonadas, nas peles de um corpo amado,vivido ou esquecido, no tempo, nas relações, nas estações.

6 Comments:

Blogger Luisa said...

Nem posso imaginar esse sofrimento todo.

9/4/15  
Blogger agrades said...

Imagens dolorosas.

9/4/15  
Blogger Licínia Quitério said...

Travessia do tempo, dos lugares, da vida na sua inevitável inconstância.

10/4/15  
Blogger M. said...

Um texto dolorido cheio de ideias muito interessantes e belas a acompanhar uma fotografia também ela expressiva.

10/4/15  
Blogger Justine said...

A beleza e a dor da precariedade, da usura do tempo, da perda...

11/4/15  
Blogger bettips said...

Algo trágico -
mas belo, o mesmo ciúme do tempo que passa sobre os amados e nos deixa rasto.

11/4/15  

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