quinta-feira, junho 30, 2016
AGENDA PARA JULHO DE 2016
Proposta
de Luisa
Dia
7 - Ao
jeito de cartilha: Proponho-vos
que usemos a sílaba “Vou”
para formar as nossas palavras.
A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e
exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre
ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a
mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a
sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas
facultativo e um complemento.
Dia
14 - Reticências
com
a frase “ À
espera, talvez ”
a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia
21
- Com
as palavras dentro do olhar sobre
fotografia de Luisa.
Dia
28
– Fotografando
as palavras de outros sobre
CASA
A
antiga
casa que os ventos rodearam
Com
suas noites de espanto e de prodígio
Onde
os anjos vermelhos batalharam
A
antiga casa de inverno em cujos vidros
Os
ramos nus e negros se cruzaram
Sob
o íman dum céu lunar e frio
Permanece
presente como um reino
E
atravessa meus sonhos como um rio
Sophia
de Mello Breyner Andresen
OBRA
POÉTICA III (3ª edição)
Junho
de 1999
Editorial
Caminho
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Licínia
Dia
30 -
Fotografando
as palavras de outros sobre
«O
pior de tudo eram os outros velhos com quem partilhava o quarto,
havia sempre um que gemia, praguejava ou gritava, outro que queria
ouvir um relato de futebol na rádio. Sem falar das visitas, famílias
inteiras que vinham rapidamente inteirar-se dos acamados e partiam
logo a seguir, e eram substituídas por outras que se aglomeravam em
volta de outra cama e, tal como as primeiras, enchiam o quarto de
cestos com comida, sacos de laranjas e crianças que choravam. Não
era possível conversar, muito menos ouvir música.»
Teolinda
Gersão, em Os teclados, Sextante Editora, pág. 59
quinta-feira, junho 23, 2016
AGENDA PARA JUNHO DE 2016
Proposta
de Licínia
Dia
30 -
Fotografando
as palavras de outros sobre
«O
pior de tudo eram os outros velhos com quem partilhava o quarto,
havia sempre um que gemia, praguejava ou gritava, outro que queria
ouvir um relato de futebol na rádio. Sem falar das visitas, famílias
inteiras que vinham rapidamente inteirar-se dos acamados e partiam
logo a seguir, e eram substituídas por outras que se aglomeravam em
volta de outra cama e, tal como as primeiras, enchiam o quarto de
cestos com comida, sacos de laranjas e crianças que choravam. Não
era possível conversar, muito menos ouvir música.»
Teolinda
Gersão, em Os teclados, Sextante Editora, pág. 59
8. M.

Um
dos Cristos de José Rodrigues no Convento San Payo, Vila Nova de
Cerveira
«Toda
a pessoa que sofre, qualquer indivíduo que passa ali na esquina e
que é pobre, que passa sacrifícios, que tem fome, que é alvo de
injustiças é Cristo, e é nessa perspetiva que eu retrato o homem
chamado Cristo.»
José Rodrigues
4. Isabel (nova participante)
Saudando o Verão
É com muito gosto que recebemos a Isabel no nosso grupo. Também podemos encontrá-la aqui:
http://fotografiasdaquiedali.blogspot.pt/
M
2. Benó
Não sou adepta de vestir árvores, gradeamentos, postos de sinalização, com crochés sejam eles executados em simples buracos e cheios ou em trabalhos mais elaborados. No entanto, reconheço a habilidade de quem os executa e a paciência da aplicação, sabendo, contudo, que o sol lhes irá tirar a cor ou algumas mãos amigas do alheio os farão desaparecer de um dia para o outro.
Este arbusto encontra-se em Sagres, no jardim duma senhora bastante idosa que passa muito do seu tempo na confeção dos ditos crochés. Creio que esta é uma obra digna de figurar no nosso Jornal de Parede.
Este arbusto encontra-se em Sagres, no jardim duma senhora bastante idosa que passa muito do seu tempo na confeção dos ditos crochés. Creio que esta é uma obra digna de figurar no nosso Jornal de Parede.
Benó
quinta-feira, junho 16, 2016
10. Teresa Silva
Tenho
alguma dificuldade em falar desta fotografia. Vejo a figura do rapaz
reflectida na água e pergunto: - Será que vai mergulhar na piscina
ou no tanque? Mas se fosse tirava os óculos. Deve, portanto, estar a
fazer qualquer reparação num cano ou no repuxo. E veio de carro,
presumo.
Teresa
Silva
9. Rocha/Desenhamento
Eis
como o real, aparentemente arrumado, nos confunde quanto à exacta
postura dos planos. E os actos, as distâncias, as evidências.
Reconheço as coisas mas não sei exactamente onde estão e como. Há
uma balaustrada à frente, do outro lado, um homem ajeita não se
sabe o quê. Atrás dele talvez os meus olhos destilem dois degraus
de uma arquitectura do nosso tempo como é tudo neste imbróglio
acintoso de planos. Depois das escadas, vejo claramente um carro e
bem parece que está estacionado numa garagem de porta aberta diante
de nós. Mas a terra não tratada atrás do carro, à esquerda,
levanta novas dúvidas e só nos faltava que o carro fosse um placard
publicitário ou a coisa real entalada num espaço meio absurdo,
aberto para cá e para lá.
Como
se pode achar, sei tudo o que vejo mas não vejo a circunstância do
real. Parabéns, Licínia.
Rocha
de Sousa
8. Mena M.
À
primeira vista quis parecer-me que este senhor estava a tentar puxar
alguém, mas olhando melhor percebi que era o seu reflexo.
Por
vezes temos que dar a mão a nós próprios para sairmos dos buracos
onde nos metemos...
Mena
7. M.
Ui
o que havia de me acontecer! Deixar cair o meu telemóvel dentro de
água é trágico nos tempos de hoje. Como vou agora falar com os
meus amigos?
M
6. Luisa
O
rapaz perdeu qualquer coisa de muito valioso. Põe os óculos,
debruça-se sobre o pequeno lago e procura com toda a minúcia um
objecto. O que será? Talvez o brinco lhe tenha caído da orelha
quando travou bruscamente o potente carro ao ver a namorada que o
esperava para irem ver as noivas de Santo António.
Luisa
5. Licínia
Era
uma vez… um carro parado, um homem vergado, um lago quebrado. O
lago consertado, o homem cansado, o dia terminado, o carro, esse,
parado. Bendito e louvado o conto contado.
Licínia
4. Justine
Olhem
bem o que havia de me acontecer! Distraído a atender o telemóvel
deixo cair as chaves do carro e agora não as consigo encontrar! Não
estão dentro da água, não as vejo na berma… será que caíram
dentro da sarjeta? Mas que pouca sorte a minha! Logo hoje, que a
Ricardina decidiu finalmente aceitar o meu convite para jantar…
Justine
3. Bettips
Ao
olhar este homem a trabalhar curvado, os pensamentos entrecruzam-se
com as palavras e as promessas, ouvidas nos anos 60/inícios de 70.
Quando começava o progresso da automatização, a globalização e
outros "ãos" de pouco interesse agora, para a ideia que
quero desenvolver.
… que
as máquinas substituiriam muitos trabalhos braçais, que o tempo
sobraria para o ser humano ser mais livre e saborear a vida, a
família, a cultura, enfim, o lazer.
Sabendo
das dificuldades dos mais velhos e da roda de dentes perigosos em que
se transformou a vida de trabalho dos mais novos, sinto-me com ideias
amargas. Assim, ao olhar esta fotografia, lembrei o livro "Progresso
técnico, progresso moral", desse tempo antigo de sonhos. (1963,
publicações Europa-América, com textos de vários autores, das
conferências durante os "Encontros Internacionais de Genebra").
Bettips
2. Benó
O
homem é vaidoso, por natureza, mas naquele dia vestira uma nova
camisa. Achou-se o máximo e, tal Narciso enamorado de si próprio,
debruçou-se na água do pequeno lago e perguntou: Espelho meu quem é
mais bonito do que eu?
Benó
1. Agrades
Olho
a foto e
vejo
linhas: retas, cruzadas, quebradas, mistas;
Vejo
gente à procura, reflexo, investigação;
Vejo
viagem, partida ou chegada.
Agrades
quinta-feira, junho 09, 2016
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Licínia
Dia
9 - Reticências
com
a frase “Às
vezes ao acordar”
a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
4. Justine
Às vezes ao acordar, nas manhãs em que se ouve lá fora o vento e a chuva a discutirem com as árvores do jardim, a mulher recorda o tempo em que, menina em idade de ir à escola, acordava com a voz da mãe a dizer-lhe que já eram horas de se levantar. E ela, enrolada no calor das mantas, ia inventando mil desculpas para retardar a altura de deixar o conforto da cama, até ao derradeiro momento em que a mãe, já irritada, a puxava por um braço e a obrigava a começar o seu dia! Hoje, às vezes ao acordar, ainda lhe apetece fazer o mesmo…
Justine
2. Benó

Às vezes ao acordar, sinto uma preguiça enorme para me levantar. Estico uma perna, ponho um pé de fora, tateio a cama e sinto que ao meu lado ainda dorme quem comigo se deitou. Posso ficar mais um pouco, penso, mas o barulho das gaivotas no telhado é tanto que dum salto abro a janela e bato as palmas para se irem embora e nos deixarem descansar mais meia hora.
Benó
quinta-feira, junho 02, 2016
AGENDA PARA JUNHO DE 2016
Proposta
de Licínia
Dia
9 - Reticências
com
a frase “Às
vezes ao acordar”
a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Licínia
Dia
2 - Ao
jeito de cartilha: Proponho-vos
que usemos a sílaba “Ter”
para formar as nossas palavras.
A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e
exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre
ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a
mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a
sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas
facultativo e um complemento.
2. Benó
Termóstato
O que seria um frigorífico sem o seu termóstato?
Seria uma caixa fechada, bem vedada, sem ventilação e onde os alimentos que lá estivessem acabariam por entrar em modo de putrefacção.
Um electrodoméstico imprescindível nas nossas cozinhas dos dias de hoje mas também de utilização dispensável e até desconhecida de muito ser humano habitante neste universo de hábitos tão díspares.
Benó

















