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quinta-feira, outubro 13, 2016

9. M.



Estranha planta esta que debrua veredas solitárias seduzindo caminhantes atraídos pela graciosidade dos seus pequenos frutos e ao mesmo tempo os agride com espinhos escondidos no emaranhado de ramos e folhas que lhes rasgam a pele dos braços e mãos. No entanto, o cesto encheu-se porque o sabor agridoce da compota de amora acabada de fazer permanece guardado na memória de verões antigos. 
M

4 Comments:

Blogger bettips said...

Linda a lembrança e a fotografia!
Adorava colhê-las pelas veredas e ficar com os lábios pretos.
E dizia-se "Gostas de amoras? vou dizer ao teu pai que já namoras!"

15/10/16  
Blogger Licínia Quitério said...

Tão ligada à infância a colheita de amoras pelos silvados. Lindo cesto.

16/10/16  
Blogger Luisa said...

Uma delícia este cesto. Como já disseram atrás, que saudades dos caminhos que percorríamos só para as apanhar.

16/10/16  
Blogger Isabel said...

Que linda foto!
Também me traz a nostalgia pelo tempo em que ia às amoras, nas férias de Verão, na aldeia da minha mãe.

Hoje em dia, parece que se vêem tão pouco.

16/10/16  

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