quinta-feira, dezembro 28, 2017
Que ao longo dos seus 12 meses possamos pousar nele os nossos sorrisos, pelo menos parecidos com o da Gioconda, tão rico de significados.
Nota: ao longo de 2018, encontrarão aqui a folha/marca de livro de cada mês do calendário que uma amiga me ofereceu carinhosamente.
M
AGENDA PARA JANEIRO DE 2018
Proposta
de Luisa
Dia
4 - Ao
jeito de cartilha: Proponho-vos
que usemos a sílaba “
Mu” para
formar as nossas palavras.
A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e
exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre
ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a
mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a
sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas
facultativo e um complemento.
Dia
11 - Reticências
com
a frase “Vamos
à procura”
a
iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia
18
- Com
as palavras dentro do olhar sobre
fotografia de Luisa.
Dia
25
– Fotografando
as palavras de outros sobre
o seguinte poema
Uma
após uma as ondas apressadas
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva spuma
No moreno das praias.
Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o spaço
Do ar entre as nuvens scassas.
Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.
Só uma vaga pena inconsequente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva spuma
No moreno das praias.
Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o spaço
Do ar entre as nuvens scassas.
Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.
Só uma vaga pena inconsequente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.
Obras
Completas de Fernando Pessoa, IV Odes de Ricardo Reis
Edições Ática – Lisboa, Outubro 1983
Edições Ática – Lisboa, Outubro 1983
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Licínia
DA
SIMPLICIDADE
Escondo-me
atrás de coisas simples,
para
que me encontres.
Se
não me encontrares, encontrarás as coisas,
tocarás
o que minha mão já tocou,
os
traços juntar-se-ão de nossas mãos,
uma
na outra.
A
lua de agosto brilha na cozinha
como
pote estanhado (pela razão já dita),
ilumina
a casa vazia e o silêncio ajoelhado,
este
silêncio sempre ajoelhado.
Cada
palavra é a partida
para
um encontro - muita vez anulado –
e
só é verdadeira quando, para esse encontro,
ela
insiste, a palavra.
Yannis
Ritsos, tradução de Eugénio de Andrade
quinta-feira, dezembro 21, 2017
AGENDA PARA DEZEMBRO DE 2017
Proposta
de Licínia
Dia
28
– Fotografando
as palavras de outros sobre o poema
DA
SIMPLICIDADE
Escondo-me
atrás de coisas simples,
para
que me encontres.
Se
não me encontrares, encontrarás as coisas,
tocarás
o que minha mão já tocou,
os
traços juntar-se-ão de nossas mãos,
uma
na outra.
A
lua de agosto brilha na cozinha
como
pote estanhado (pela razão já dita),
ilumina
a casa vazia e o silêncio ajoelhado,
este
silêncio sempre ajoelhado.
Cada
palavra é a partida
para
um encontro - muita vez anulado –
e
só é verdadeira quando, para esse encontro,
ela
insiste, a palavra.
Yannis
Ritsos, tradução de Eugénio de Andrade
9. Teresa Silva
Engraçada esta trupe. Vão representar ou fazem parte de uma manifestação?
Teresa Silva
8. Mena M.
Mas que salgalhada de ideias me trouxe esta foto da Licínia: um senhor lá atrás que me fez pensar no Sheriff de Nottingham do Robin Hood, um outro que toca um instrumento musical que parece um barco, o terceiro de microfone na mão, como se estivesse a apresentar "Os Ídolos"! Do canhão irá sair uma chuva de papelinhos dourados?
Mena
7. M.
Mal
olhei para esta fotografia, lembrei-me de Dom Quixote e Sancho Pança
do livro de Cervantes. Provavelmente, ao associar estes homens aos
outros dois, fujo bastante à descrição que o escritor faz dos seus
heróis mas assim os fantasiei, talvez porque, quando leio um livro,
construo a minha imagem dos ambientes e personagens, por muito
pormenorizada que seja a descrição. Penso ser essa a razão de,
salvo raríssimas excepções,
evitar ver filmes baseados em livros de que gostei muito. É como se
me roubassem o pensamento e a vida que intimamente partilhei com as
personagens que conheci num determinado contexto e que se tornaram
reais para mim. Bem sei que no caso dos realizadores é também a sua
interpretação que nos é oferecida, e que costumo apreciar, mas há
momentos em que não desejo conhecê-la, talvez porque interfere com
o que vivi num ambiente que me pertenceu, e a que pertenci.
M
5. Licínia
Esta foto é da representação teatral de um episódio histórico da chamada “Fiesta del Desarme”, que se celebra todos os anos em Oviedo (Espanha). Porque se trata de história e tradição com algum interesse, proponho que consultem a net onde há muito material sobre isto, nomeadamente, como introdução, https://es.wikipedia.org/wiki/El_desarme. Está em castelhano, não encontrei em português, mas o essencial creio que será entendível.
4. Justine
Ao primeiro olhar distraído pareceu-me um bando de malfeitores com um canhão, estandarte bélico e um deles abraçado a uma arma estranha! Ao segundo olhar, mais atento e sorrindo, reconheci três músicos bonacheirões, tendo em punho dois objectos próprios para produzir aquela outra arma de incomparável força: a canção!
Justine
2. Bettips
Cada terra com seu uso / Cada roca com seu fuso.
E não está má, a ideia dos confrades espanhóis: canções contra canhões!
Bettips
E não está má, a ideia dos confrades espanhóis: canções contra canhões!
Bettips
quinta-feira, dezembro 14, 2017
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Licínia
Dia
14 - Reticências
com
a frase “Então
vamos lá”
a
iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
10. Zambujal
…
Então vamos lá
a iniciar o texto:
era
uma vez uma escola, e com ela vieram lombas e sinais para moderar o
trânsito e avisar que por ali havia crianças a correrem de mãos
dadas. Estão lá as lombas e o sinal que proibe velocidades a mais
de 30; o das crianças a correrem de mãos dadas foi-se embora, foi
com as crianças, isto é, com a vida e o futuro da aldeia. Mas –
atenção – a história não fica por aqui… pelas reticências
finais deste texto.
Ah!,
e não esqueci a fotografia:

Zambujal
7. M.

Então vamos lá dar umas pinceladas nesta parede e transformá-la numa paisagem dentro da paisagem. Primeiro o sol, bem amarelo, espalhando alegria luminosa à sua volta, para podermos brincar até que o dia recolha o cansaço e o céu da noite apareça polvilhado de estrelas brilhantes a desafiar-nos o olhar.
Não que os meninos se tenham manifestado com estas palavras, fui eu que as imaginei como pensamentos seus quando alguém da família lhes pôs à mão latas com restos de tinta, pincéis e rolos há anos adormecidos na velha arrecadação.
M
4. Justine

Então vamos lá de novo a Serralves! Rever a Casa, nem que seja apenas por fora; respirar o ar limpo do jardim, num passeio ao acaso; descobrir aquela janela que deixa entrar uma luz diferente, a luz diferente do arquitecto inovador. Só isso seria suficiente – é sempre suficiente. Mas desta vez há ainda algo mais: visitar a excelente exposição com novos trabalhos de escultura de Jorge Pinheiro, sempre a reinventar-se. Então vamos lá!
Justine
2. Bettips
Então vamos lá descobrir que história de pasmar tem esta capelinha no meio da vidraria e vidralhada que lhe serve de fundo!
Quando a zona da Boavista era considerada como um arrabalde da cidade do Porto, onde os burgueses e mercadores ricos tinham as suas casas de veraneio, um comerciante, António de Almeida Saraiva, mandou construir nesses terrenos uma casa agrícola, de linhas simples, com uma capela de estilo barroco num dos lados. Falamos do séc. XVIII, mais precisamente do ano de 1748. Chamou à quinta “Quinta do Bom Sucesso” e a capela tem o nome de Senhora do Bom Sucesso. A casa da quinta é hoje um restaurante-bar, mantendo-se a capela com abertura em alguns dias de culto.
Considerada como património arquitectónico classificado, ficou integrada no arranha-céus de vidro do Shopping Cidade do Porto. Muita controvérsia houve sobre a autorização desta construção do centro comercial... mas ela lá está, de pedra e cal, ou melhor “vidro”.
Por acaso, nunca a encontrei aberta, à capela. Mas trabalhava ali tão perto que me lembro dos terrenos agrícolas onde, volta e meia, pastavam vacas.
Bettips
quinta-feira, dezembro 07, 2017
AGENDA PARA DEZEMBRO DE 2017
Proposta
de Licínia
Dia
14 - Reticências
com
a frase “Então
vamos lá”
a
iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Licínia
Dia
7 - Ao
jeito de cartilha: Proponho-vos
que usemos a sílaba “
la ”para
formar as nossas palavras.
A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e
exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre
ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a
mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a
sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas
facultativo e um complemento.
7. M.

Sala de visitas
Museu Etnográfico González Santana em Olivença. Um museu muito interessante e completíssimo onde encontrei imensos objectos que me eram familiares. Alguns fizeram parte da minha vida, como, por exemplo, a mala que está em cima da cadeira. Não faço ideia a qual das pessoas da família tinha pertencido ou o que punham dentro dela, no meu tempo já estava um pouco estragada.
M
2. Bettips

Lagareta
Desde o tempo
pré-romano e depois disso, se cultivavam e pisavam as uvas para
fazer vinho. Muitas vezes em pedras côncavas e com utensílios
artesanais. Esta é especial porque "não é de museu", ou
seja, pertence e está num campo-vinha de um tio duma amiga, lá para
os confins dos montes entre o Douro-Tua. Foi curioso, uma manhã em
que fomos com ela, pelos laranjais e socalcos, numa camioneta de
transporte, de caixa aberta, e ela nos mostrou aquela preciosidade.
Tenho encontrado, em exposição, outras lagaretas mas esta é tão
rústica que não resisti a mostrá-la.
Bettips















