quarta-feira, novembro 27, 2019
Como
bem estarão lembrados, em Setembro tivemos aqui um desafio diferente
dos habituais: O
Nosso Querido Mês de Agosto
ocupou-nos as quatro quintas-feiras desse mês e a todos agradou.
No
final, a Justine, satisfeita com o resultado, disse-me que poderia
ser interessante fazermos algo parecido com a anterior experiência
“desalinhada” das nossas rotinas semanais. Talvez o Natal fosse
uma boa ocasião a considerar... Então eu, aproveitando a deixa,
sugeri-lhe que fosse ela a preparar a proposta. Aqui fica. (Eu apenas escolhi o título)
M
NATAL,
um lugar nas nossas vidas
5
de Dezembro – As luzes e as sombras do Natal
(texto apenas / ou texto e foto)
12
de Dezembro – A história de Natal que eu contaria (texto
e foto)
19
de Dezembro – A literatura e o Natal
(só texto/só foto ou ambos - opcional)
26
de Dezembro – E para o ano... há mais Natal? (texto,
ou foto, ou ambos - opcional )
As
fotografias tanto podem ser antigas como actuais.
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Teresa Silva
Dia
28 -
Fotografando
as palavras de outros sobre
"Os
descendentes de D. Afonso, primeiro Duque de Bragança e filho
natural legitimado de D. João I, usaram por apelido a designação
daquele ducado e, por armas, as seguintes: de prata, uma aspa de
vermelho, carregada de cinco escudetas de Portugal, com um filete
negro posto em barra. Timbre, um pescoço e a cabeça de cavalo de
vermelho, bridado de ouro".
In:
Dicionário
das Famílias Portuguesas de D. Luiz de Lencastre e Távora,
Quetzal Editores, Lisboa 1989.
9. Mónica

Por esta porta entra a família do último descendente do filho feito legítimo. Parece-me irónico, e até caricato, como de um filho “feito” legítimo se formou uma casa real. E podia ser o princípio de muita conversa sobre formação de casas reais e legitimação de filhos. Havia tanto para discutir. Mas não vos vou levar por aí adentro. Convido-vos a ficar por aqui, a apreciar esta bela porta cinza, singela, sem anúncios, nem informações sobre quem aqui vive, a respeitar a privacidade de quem prefere que passemos à sua porta e o deixemos ficar incógnito na sua casa real.
Mónica
quinta-feira, novembro 21, 2019
AGENDA PARA NOVEMBRO DE 2019
Proposta
de Teresa Silva
Dia
28 -
Fotografando
as palavras de outros sobre
"Os
descendentes de D. Afonso, primeiro Duque de Bragança e filho
natural legitimado de D. João I, usaram por apelido a designação
daquele ducado e, por armas, as seguintes: de prata, uma aspa de
vermelho, carregada de cinco escudetas de Portugal, com um filete
negro posto em barra. Timbre, um pescoço e a cabeça de cavalo de
vermelho, bridado de ouro".
In:
Dicionário
das Famílias Portuguesas de D. Luiz de Lencastre e Távora,
Quetzal Editores, Lisboa 1989.
11. Zambujal
Os
discos da grafonola eram grandes. De massa, de goma-laca (qual
vinil?!... só lá para os recentes passados anos 50!). Eram
compactos sem serem CDs. Pesados e negros. De 78 rotações. E
partiam-se.
As agulhas que os faziam cantar e contar eram de curta duração. Tinham de ser substituídas em períodos curtos. Havia caixas apropriadas.
Tanto dançámos ao som que da campânula jorrava. Roufenho, por vezes engasgado. Mas nós sabíamos a música de cor… só era precisa uma ajudinha. Embora fossemos, a correr, dar à manivela em socorro do aparelho, hoje belo como objecto de decoração.
E ouvíamos que “a escola era risonha e franca”, o João Villaret e outros ainda não Mários Viegas!...
Quantas palavras de saudade me trouxe o olhar.
As agulhas que os faziam cantar e contar eram de curta duração. Tinham de ser substituídas em períodos curtos. Havia caixas apropriadas.
Tanto dançámos ao som que da campânula jorrava. Roufenho, por vezes engasgado. Mas nós sabíamos a música de cor… só era precisa uma ajudinha. Embora fossemos, a correr, dar à manivela em socorro do aparelho, hoje belo como objecto de decoração.
E ouvíamos que “a escola era risonha e franca”, o João Villaret e outros ainda não Mários Viegas!...
Quantas palavras de saudade me trouxe o olhar.
Zambujal
10. Teresa Silva
Foto
tirada no Museu da Música Mecânica. Quem não conhece, não deixe
de ver na net e ir em dia de visita guiada para ver e ouvir vários
objectos.
Teresa
Silva
9. Mónica
Finalmente
posso comentar esta bela fotografia, que tentação, sempre que aqui
vinha lá estava a fotografia a apelar por mim, estava ansiosa por
dizer: que bela fotografia, que bonita cor e que intrigante, a cor
será original ou transformaram o gramofone em peça decorativa, será
verde a condizer com as cortinas ou o sofá ou será apenas verde de
esperança que algum dia volte a tocar?
Mónica
8. Mena M.
Um
gira-discos do tempo dos meus bisavós, e já com um DJ, para dar à
manivela!
Uma
peça de museu!
É
teu, Teresa??
Mena
6. M.
Uma
flor luminosa, fresca, que ainda por cima canta a alma humana na sua
diversidade e encanta quem a vê é peça original para ter em casa
ou digna de museu. Aprecio estes aparelhos pela sua beleza mas,
confesso, prefiro os sons claros e puros dos equipamentos de
qualidade dos nossos dias e rejeito alguns que por aí se vendem e me
provocam o desconforto dos sons roufenhos ou estridentes das
gravações antigas.
Quem
inventou os gramofones teve muito mérito, foi uma prenda oferecida
aos seus contemporâneos, e aos vindouros, porque o futuro é
imaginado e preparado num passado que foi presente para quem nele
viveu. Cada época tem a sua existência própria, é relativa na
dimensão da História, uma passagem para a continuidade, ou para a
divergência, para a reflexão, para o aperfeiçoamento que se
deseja.
M
4. Licínia
Eram os gramofones, os maravilhosos aparelhos que, abertos em flor, davam música e cantigas que vinham de longe e chegavam, por milagre da técnica, aos salões, sociais ou particulares, e faziam sonhar, e faziam dançar. Isto é o que eu digo, que não sou desse tempo, mas de que minha mãe me falava, com enlevo, com saudade dos seus tempos de menina. O tal gramofone, com sua campânula de pétalas, perdeu-se da família na voragem dos tempos que levam sonhos e cabedais. No entanto, chegou até mim uma minúscula caixinha vermelha com agulhas, as tais que riscavam os discos para que deles saísse a música dos loucos anos vinte. Foi do que me lembrei ao ver a linda fotografia da Teresa.
Licínia
3. Justine
O
som roufenho de um tango ou de uma ária de ópera; os loucos anos
’30; O
Grande Gatsby,
o cinema e a literatura; o privilégio que significava possuir um
destes objectos nesses tempos antigos. Tudo isso e tantas outras
coisas me vêm à memória ao olhar para um gramofone, hoje objecto
de antiquário e de culto. Este, muito particularmente, por ser
verde!
Justine
2. Bettips
Imediatamente me veio à ideia “uma alface, uma planta”, pela cor e pelo movimento, como que brotando da terra. A segunda visão tem algo a ver com o deslumbramento da música, de como o engenho dos homens amplificou o som dos discos antigos em cerâmica de 78 rotações, dos bailes de vestidos compridos, das debutantes em rodopios e valsas. Vi este altifalante em muitos filmes datados, alguns em museus, com formas de folhas, de pétalas trabalhadas, tão bonitos. Anda agora a nova moda do Vinyl, diz-se que o som é mais natural que em Cd ou Dvd. Eu sempre apreciei o ritual de fazer coisas, os gestos manuais e ordenados, que nos levam os dedos em pequenos toques: escolher a pensar, limpar a faixa, colocar a agulha com cuidado, até à audição da música. Tenho uma pequena fortuna em discos... e dá-me gozo, depois do aparecimento de tantos apetrechos sem fios e teclas de carregar, voltar ao gira-discos primitivo e ouvir: um breve intervalo, o arranhar da agulha em introdução muda e os sons antigos da minha vida toda.
Marie Laforêt morreu há dias, com 80 anos, uma mulher lindíssima, uma voz pura; está no núcleo dos meus primeiros discos, com “La Tendresse”, um sentimento que muito aprecio existir entre as pessoas.
Bettips
1. Agrades
A bela e colorida campânula lembra-me velhos tempos, em longínquos verões em que o Sr Lopes Graça punha discos a tocar, ao ar livre, num aparelhómetro primo desta.
Agrades
quinta-feira, novembro 14, 2019
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Teresa Silva
Dia
14 - Reticências
com
a frase “
Andei por aqui ”
a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
9. Mónica

Andei por aqui há cerca de cinco anos, duas a três vezes por semana percorria esta estrada, cerca de 125 quilómetros ida e outros tantos na volta, sempre o mesmo trajeto, sem alternativas, parte em cidade, parte em estrada, parte em gravilha, parte em terra batida, até ao destino e depois na volta os mesmos percursos e cuidados na condução do todo-terreno conforme o piso, às vezes precisava de coragem para iniciar a viagem, outras vezes deliciava-me a ouvir música os mesmos cd’s que aprendi a gostar, cantava sozinha altos berros “cry me a river”. Aprendi a apreciar a paisagem ao mesmo tempo que lamentava o estado desértico que se tornou, pela força da pobreza. Andei por ali, sorte a minha.
Mónica
(O lugar que se vê ao fundo chama-se Equimina, perto de Benguela.)
7. Margarida
Andei
por aqui num tempo felino.
Éramos
três, as amigas.
Surgimos
do nada. Surgimos da neblina, da mornaça de que foi feito Vitorino
Nemésio.
Escorregámos
no limo da calçada, deslizámos no riso dos momentos, chorámos a
cumplicidade silenciosa e bailámos de roda. Desfilámos nos corsos.
Trabalhámos
o suficiente, rimos o insuficiente, viajámos o impossível.
Ainda
somos três, as amigas.
E se
um dia me perder, procurem-me numa fajã.
Em
jeito de gato.
Margarida
6. M.

Andei por aqui em Outubro de 2016, nesta rua de uma aldeia do Parque Natural Montesinho, e achei graça à expressão de gente na casa da direita, com o ar bisbilhoteiro de quem espreita as rotinas da vizinhança pelo rabo do olho. À parte a fantasia que me passou pela cabeça, apreciei a desproporção da porta verde junto ao chão, a leveza da varanda de madeira e o pormenor do saco de plástico pendurado na corda como sinal de vida em rua deserta.
M
3. Justine

Andei por aqui, encantada com esta cidade medieval, calcorreando vielas silenciosas, perdendo-me nos mercados de rua coloridos de legumes e frutas da Toscânia, admirando edifícios orgulhosos dos seus muitos séculos. Cidade que ignora os turistas que a procuram e os empurra para uma única praça, deixando-se livre para os seus habitantes, muitos estudantes e muitos trabalhadores que ao fim da tarde se sentam nas esplanadas a saborear uma cerveja. Com eles me misturei, ignorando a tal praça turística e pensando com tristeza no que está a acontecer nas cidades portuguesas…
Justine
(Pisa)
2. Bettips
Andei por aqui com uma “Travessia” da ponte de Calatrava, em Bilbau: 28 de Setembro 2006... parece-me ontem e foi há que anos! Nessa altura, tínhamos 20 e tal “utentes” no PPP, chegámos a ser 40, penso. Um trabalho, longo, paciente (e com gosto) da nossa hospedeira através de centenas de semanas. Por me lembrar disso, torno a editar uma fotografia mais recente da mesma ponte, desta vez ao escurecer. Atravessamos, e atravesso-me, no tempo de lembranças deste convívio.
Bettips
quinta-feira, novembro 07, 2019
AGENDA PARA NOVEMBRO DE 2019
Proposta
de Teresa Silva
Dia
14 - Reticências
com
a frase “
Andei por aqui ”
a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Teresa Silva
Dia
7 - Ao
jeito de cartilha: Proponho-vos
que usemos a sílaba “ba” para
formar as nossas palavras.
O
foco tem de estar todo, e apenas, na ligação entre a palavra que
escolhermos para a sílaba proposta e a fotografia que a expressará,
quer se trate de um objecto ou de um conceito.
















