quinta-feira, junho 18, 2020
Proposta
de Licínia
“Uma
imagem vale mais que mil palavras.”, conceito atribuído a
Confúcio, faz parte do saber popular e continua a ser abundantemente
citado. Neste tempo de vedetização da imagem, lembrei-me de o
trazer para aqui, a dar o mote para o calendário do mês de Junho.
Assim, passo aos tópicos de cada semana, que farão o favor de
desenvolver e ilustrar com fotografia.
Dia
25 - O
real-virtual.
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Licínia
“Uma
imagem vale mais que mil palavras.”, conceito atribuído a
Confúcio, faz parte do saber popular e continua a ser abundantemente
citado. Neste tempo de vedetização da imagem, lembrei-me de o
trazer para aqui, a dar o mote para o calendário do mês de Junho.
Assim, passo aos tópicos de cada semana, que farão o favor de
desenvolver e ilustrar com fotografia.
Dia
18 – Imagens em movimento.
9. Mena M.

Estava um dia do Criador e para festejar a minha chegada a Lisboa ,a minha irmã desafiou-me para um passeio à beira-rio. Foi muito agradável e ao fim de duas horas, fomo-nos sentar numa esplanada a beber um refresco. O grande número de pessoas, que continuamente desfilavam naquela "passerelle", fez-me lembrar formigas em movimento, que não pude deixar de captar nesta imagem.
Mena
Mena
5. Licínia

Quando, em finais do século dezanove, os irmãos Lumière criaram a animação de fotografias, dando-lhes a ilusão de movimento, não poderiam decerto prever que o seu animatógrafo viria a ser o percursor da grande indústria do século XX que se chamou CINEMA. De “L’arroseur arrosé” até “2001-Odisseia no Espaço” decorre mais de um século de fantasia e divertimento, confundindo-se a história do Cinema com a própria história da humanidade. Viva o Cinema!
Licínia
Foto da montra da Cinemateca Portuguesa
3. Jawaa
Aqui falta-me a verve para acrescentar algum comentário a este apontamento de há poucos dias, quando pude aceder, pela primeira vez depois do estado de emergência, às areias da praia da Foz do Arelho.
Realmente a imagem vale por mil palavras.
Jawaa
Nota:
Aqui aconteceu o mesmo que lá em cima no caso da Luisa. Segue por email, como o recebi, para ser visto de acordo com a intenção da Jawaa. Peço desculpa pela minha incapacidade mas espero aprender e no futuro a coisa resultar.
M
Nota:
Aqui aconteceu o mesmo que lá em cima no caso da Luisa. Segue por email, como o recebi, para ser visto de acordo com a intenção da Jawaa. Peço desculpa pela minha incapacidade mas espero aprender e no futuro a coisa resultar.
M
2. Bettips
Trata-se de uma daquelas instalações que ia andando à volta, na entrada de um museu: chamava-se “A Matança dos Inocentes”, sem cor, apenas figuras, e o efeito era perfeitamente assombroso e assustador. Como a passagem num filme em que as acções se desenrolam em movimento perante os nossos olhos.
Bettips
quinta-feira, junho 11, 2020
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Licínia
“Uma
imagem vale mais que mil palavras.”, conceito atribuído a
Confúcio, faz parte do saber popular e continua a ser abundantemente
citado. Neste tempo de vedetização da imagem, lembrei-me de o
trazer para aqui, a dar o mote para o calendário do mês de Junho.
Assim, passo aos tópicos de cada semana, que farão o favor de
desenvolver e ilustrar com fotografia.
Dia
11 – Retrato de família.
11. Rocha/Desenhamento
Fotografia de família, sim, certamente, e sobretudo neste caso com cerca de setenta anos, pai, mãe, dois irmãos, o meu irmão e eu mesmo, sete décadas passadas, João Manuel Rocha de Sousa, puxando a palavra da palavra editada sobre eventuais famílias. Escrevi um livro sobre esta gente e circundantes: " Talvez imagens e gente de um Inquieto Acontecer" Então percorri um longo sonho, a magia dos primos e primas, as crises sociais, e sempre ali, no escritório a prova daquela minha gente.
Rocha de Sousa
9. Mena M.

A 25 de Dezembro do ano da graça de 1955, o meu avô António, aviador de profissão e fotógrafo amador, "arrumou-nos" ao pé do muro que separava o quintal, do campo de ténis da sua casa, para fazer o habitual retrato de família desta época festiva. Talvez lhe servisse também para aprender de cor os netos, que nos tempos mais produtivos dos seus filhos lhe chegavam aos quarto/ano, sendo o resultado final 38.
Escolhi este retrato entre muitos outros, porque a minha irmã Antónia, a nr. 11, faria hoje, dia de Camões, 65 anos. Está ao colo da nr. 3, a Maria João, a mais velha das meninas, e foi juntas que partiram também, em Setembro de 1972. Nos anos seguintes juntaram-se ao rancho 2 rapazes e a menina, que em 1960 fechou a "fábrica" com chave de ouro!
Escolhi este retrato entre muitos outros, porque a minha irmã Antónia, a nr. 11, faria hoje, dia de Camões, 65 anos. Está ao colo da nr. 3, a Maria João, a mais velha das meninas, e foi juntas que partiram também, em Setembro de 1972. Nos anos seguintes juntaram-se ao rancho 2 rapazes e a menina, que em 1960 fechou a "fábrica" com chave de ouro!
Mena
7. M.

Várias interpretações de "Retrato de Família" incluídas nesta fotografia.
Ao
pensar num retrato de família encontrei nesta fotografia alguma
semelhança com os retratos de família com gente dentro, o que me
levou às reflexões abaixo.
A
música é uma arte dentro da Arte no seu todo, constituída por uma
família específica: músicos e melómanos.
Entre
os músicos existem diferentes estilos, compositores, escolas, instrumentistas,
instrumentos, cantores, orquestras, maestros. Cada um
com as suas especificidades e influências mútuas na criatividade e
interpretação das obras. Ou seja, diferentes famílias.
Entre
os melómanos, as preferências por uma ou outra música,
interpretação, gravação, etc. levam-nos a escolher, ouvir ou
comprar os discos que mais lhes interessam. Ou seja, diferentes
famílias de gostos.
Ao
olhar para os títulos das capas destes CDs imagino as famílias que
cada um dos seus intervenientes tem (ou tinha) e as ligações entre elas. Famílias de sangue e famílias de outra ordem, como ideias, posturas éticas, escolhas políticas, por exemplo. Recordo alguns compositores sobejamente conhecidos.
Os
objectos que temos nas nossas casas constituem partes do nosso
retrato de família e reflectem-no. E digo partes porque uma família
é formada por diversos membros de origens, formações, gostos e interesses
diversos.
Conclusão:
um retrato de família não é completo porque, ao condensar uma
imagem, esquece inevitavelmente outros detalhes. É apenas um olhar,
um vislumbre do todo, uma percepção.
M
4. Justine

Uma família feliz: os pais felizes pelas duas filhas estarem casadas, “arrumadas” se dizia na altura; as filhas felizes porque os respectivos casamentos estavam a correr bem, a mais velha das irmãs já com um filho, saudável e alegre; todos felizes por estarem juntos em casa dos pais, num fim de semana fora da cidade, em convivência tranquila onde se mataram saudades uns dos outros, inclusive dos cães.
Com o tempo tudo se desmoronou: os pais morreram cedo, os casamentos desfizeram-se, os filhos foram à sua vida, os cães desapareceram antes de tudo o resto.
Ficou o retrato de família, congelando um tempo desaparecido.
Com o tempo tudo se desmoronou: os pais morreram cedo, os casamentos desfizeram-se, os filhos foram à sua vida, os cães desapareceram antes de tudo o resto.
Ficou o retrato de família, congelando um tempo desaparecido.
Justine
quarta-feira, junho 10, 2020
3. Jawaa
Há precisamente um século, meu Pai chegava a terras africanas, a um lugar mágico que o cativou para sempre, longe dos desmandos da Primeira República, da Pneumónica que vitimou famílias inteiras.
Eis o registo de um piquenique em terras do Huambo, pouco depois de chegado aos braços de seus irmãos mais velhos, escapados à Primeira Grande Guerra. Meu pai é o jovem sentado à direita com um prato diante de si, com ar de menino assustado.
Jawaa
quinta-feira, junho 04, 2020
AGENDA PARA JUNHO DE 2020
Proposta
de Licínia
“Uma
imagem vale mais que mil palavras.”, conceito atribuído a
Confúcio, faz parte do saber popular e continua a ser abundantemente
citado. Neste tempo de vedetização da imagem, lembrei-me de o
trazer para aqui, a dar o mote para o calendário do mês de Junho.
Assim, passo aos tópicos de cada semana, que farão o favor de
desenvolver e ilustrar com fotografia.
Dia
11 – Retrato de família.
O DESAFIO DE HOJE
Proposta
de Licínia
“Uma
imagem vale mais que mil palavras.”, conceito atribuído a
Confúcio, faz parte do saber popular e continua a ser abundantemente
citado. Neste tempo de vedetização da imagem, lembrei-me de o
trazer para aqui, a dar o mote para o calendário do mês de Junho.
Assim, passo aos tópicos de cada semana, que farão o favor de
desenvolver e ilustrar com fotografia.
Dia
4 -
Quando
a paisagem entra na foto.
7. M.
Gosto de livros
deitados sobre mesas. À beira de sofás e cadeiras na sala de estar,
revelam intimidade, atraem olhares curiosos, proporcionam conversas
agradáveis. E eles ali, os livros, a participarem também nos
convívios, calados ou não, depende da oportunidade, da página que
se abriu ao gesto. Gosto de os olhar demoradamente, procurar o que
têm para me oferecer, descobri-los, entrar dentro da sua paisagem
interior, aconchegá-la junto da minha com perspectivas e cores
diferentes em encontros de tempos que me marcam enquanto passam.
No caso deste livro, lembro-me bem do dia em que o comprei e fotografei mal cheguei a casa. Pousei-o na mesa, sentei-me no chão perto dele com a máquina fotográfica nas mãos, desejava-o em lugar especial, ao nível dos meus olhos, ao alcance dos meus dedos a deslizarem sobre árvores solitárias no calor dos amarelos. Queria passear nas aldeias resguardadas entre verdes, naquela outra página assistir à luz a despontar no horizonte, esperar na praia pelo regresso do barco de pesca... Tantos são os temas que Silva Porto pintou a seu modo. Fechado ou aberto, queria este livro presente na minha vida desde o dia em que visitei a Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves e me apaixonei pela colecção de pintura e objectos de arte deste médico oftalmologista sensível à beleza do mundo.
No caso deste livro, lembro-me bem do dia em que o comprei e fotografei mal cheguei a casa. Pousei-o na mesa, sentei-me no chão perto dele com a máquina fotográfica nas mãos, desejava-o em lugar especial, ao nível dos meus olhos, ao alcance dos meus dedos a deslizarem sobre árvores solitárias no calor dos amarelos. Queria passear nas aldeias resguardadas entre verdes, naquela outra página assistir à luz a despontar no horizonte, esperar na praia pelo regresso do barco de pesca... Tantos são os temas que Silva Porto pintou a seu modo. Fechado ou aberto, queria este livro presente na minha vida desde o dia em que visitei a Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves e me apaixonei pela colecção de pintura e objectos de arte deste médico oftalmologista sensível à beleza do mundo.
M
(Silva Porto 1850-1893, Exposição comemorativa do centenário da sua morte, Museu Nacional de Soares dos Reis, 1993, Instituto Português de Museus)
(Silva Porto 1850-1893, Exposição comemorativa do centenário da sua morte, Museu Nacional de Soares dos Reis, 1993, Instituto Português de Museus)
5. Licínia
Quando a paisagem entra na foto e dela se apodera, nada mais ali tem cabimento. Toda a cor, toda a luz, toda a forma se concertam e já não é o que vimos, mas muito mais. A pequena flor, a ruga no rochedo, a nuvem fantasiosa, vêm aumentar a nossa compreensão do momento. É o milagre da imagem que a câmara acolheu e nos devolveu a paisagem já outra, sendo igual.
Licínia
(Esta foto foi tirada na praia de São Julião (Ericeira), num dia fortíssimo de sol e vento.)
(Esta foto foi tirada na praia de São Julião (Ericeira), num dia fortíssimo de sol e vento.)
2. Bettips
Num
lugar de enorme beleza, os socalcos do Douro, tirava eu algumas
fotografias disto e daquilo, ao rio, aos montes, às pedras, às
árvores, às ervas. Quando as organizava em casa, reparei que estas
flores tão simples entraram, de repente em primeiro plano, numa das
fotografias. Sem que eu as chamasse, apenas afirmando um aceno de
efemeridade, eram elas mesmas a paisagem.
Bettips























