quarta-feira, fevereiro 18, 2026

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Justine

O Ser Humano e a Natureza

Há muito que gosto de fazer uma aproximação entre o ser humano e as estações do ano. Uma criança tem a frescura da primavera, assim como o ancião está dentro do inverno frio e triste. Pensando nas idades intermédias, os adolescentes fazem-me sentir no verão quente, e a idade da maturidade desenha-me o outono cansado.

Este meu hábito pode ser apenas um jogo, mas creio que me ajuda a compreender mais nitidamente o ser humano, ligando-o às estações do ano. Espero a vossa opinião, acompanhando o texto com uma fotografia .

Dia   5 – Infância / Primavera

Dia 12 – Adolescência / Verão

Dia 19 – Maturidade / Outono

Dia 26 – Velhice / Inverno

9. Teresa Silva


O outono em alvalade.

Teresa Silva 

8. Mónica

  

 

Para a maturidade escolho o Inverno, o frio, o nevoeiro persistente, a resistência física e psíquica para viver todas as decisões que tomei, com algumas abertas aqui e ali, umas mais longas e outras mais curtas, mas em geral frio, gelo, nenhuma neve para animar, rija e com energia para aquecer fazendo mil e uma coisas. Talvez por causa das alterações climáticas que nos ameaçam espero conseguir enganar a ordem das estações e que a seguir à maturidade venha o Outono com dias quentes e soalheiros.

Mónica

7. Mena M


 

Nasci no começo do Outono, precisamente no primeiro dia da sua segunda semana. Às vezes pergunto-me se já nasci madura, pois saltei literalmente de pés para a terra, não me apeteceu dar a cambalhota. Mas quando leio ou oiço nas notícias "idosa de 73 anos" surge-me no pensamento o filme ”Benjamim Button", porque me é por instantes difícil de acreditar que poderiam estar a falar de mim. Brincadeira à parte, das coisas mais positivas nesta fase da vida, são para mim o ter aprendido o que é realmente importante e ter ganho a enorme confiança que me permite "estar-me nas tintas" para o que a maioria das pessoas possa pensar de mim. O único aspecto que "doeu" neste processo foi ter tido a noção da quantidade de tempo perdido a preocupar-me com o julgamento dos outros.

Mena 

6. Margarida

 

Flores maduras 

Estas flores campestres começam a aparecer por aqui em Dezembro e desaparecem em Março. Nunca sei o nome delas mas que compõem lindas jarras, compõem. E, portanto, estamos em Fevereiro ou seja, dentro de 1 mês morreram. Estão maduras, portanto…

Margarida

5. M


 

Chega a maturidade no tempo próprio, a isso a levaram a infância e a adolescência, nenhuma delas ficou parada a ver-se crescer nas marcas feitas com lápis na parede junto da ombreira da porta do quarto. É uma maturidade a longo prazo, em permanente construção, abrindo janelas, fechando outras, capaz de enfrentar desafios e escolhas a nível familiar e profissional, a cada pessoa o seu modo de os desejar e conseguir. Mais firme e responsável é o caminho: pensado, partilhado num novo núcleo familiar a acrescentar ao de origem ou ao mundo em redor. Uma maturidade sem limites, vivida no presente e oferecida ao futuro com nome de outono. Há tempo, o outono não tem urgência, costuma dar sinais de si pouco a pouco na folha amarela a soltar-se do ramo, a esvoaçar até ao chão, periclitantes aquelas outras empurradas pelo vento. Tão bonitos são os tons do desapego a formar tapetes sobre os quais assentamos os pés, embora um pouco mais lento o passo.

M