quarta-feira, setembro 23, 2026

AGENDA PARA OUTUBRO DE 2026

Proposta de Isabel

A proposta para este mês é falarmos de livros. Proponho uma escolha de livros em que para cada semana a escolha possa vir acompanhada de uma foto/composição que inclua o livro escolhido, ou no caso de não se ter o livro, uma foto relacionada com o assunto. Cada foto pode ser acompanhada de algumas palavras com o porquê da escolha.

Dia   1 – Um livro da infância                

Dia   8 – Um livro da adolescência/juventude

Dia 15 – Um livro que recomendam, sempre, a toda a gente

Dia 22 – Um livro que querem ler, mas cuja leitura anda adiada há muito tempo

Dia 29 – O livro que estão a ler neste momento (como está a ser a leitura)

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de M

À descoberta de Lisboa

Proponho respostas às propostas para cada semana, utilizando fotografias ou palavras ou ambas.

Dia   3 – Uma rua                                   

Dia 10 – Arquitectura

Dia 17 – Um jardim

Dia 24 – Uma personalidade de relevo

8. Teresa Silva


 

Duarte Lobo foi um dos melhores músicos portugueses do século XVI/XVII.  Distinguiu-se na corte de D. João IV.

Teresa Silva

7. Mónica

Já tinha tido curiosidade de saber sobre o senhor Possidónio da Silva, o desgraçado que dá nome e tem busto na pior rua de Lisboa. Agora para o PPP fui pesquisar e de acordo com a wikipédia o senhor em bebé foi para o Brasil por causa das invasões francesas, o pai era mestre de obras do Rei e acompanhou-o, aos 18 anos foi para França estudar arquitetura, acabou o curso aos 22 anos, viajou a Roma e finalmente voltou para Lisboa, aos 27 anos era arquiteto da Casa Real, acabadinho de se formar e tão jovem o pai terá dado uma mãozinha digo eu. Além de arquiteto era também arqueólogo e fotógrafo, quando terá estudado arqueologia? ao mesmo tempo que era arquiteto da Casa Real? Um trabalhador-estudante. Foi ele que fundou a Ordem dos Arquitetos e a Associação de Arqueólogos. Trabalhou nos palácios da Pena, de São Bento, das Necessidades e no Palácio do Alfeite, fundou a Lar para os Trabalhadores do Comércio, intriga-me este facto, porquê o interesse em criar um Lar e porquê em especifico para os trabalhadores do comércio. Morreu com 90 anos quase a dobrar o século XX. Procurei sobre a descendência, teve dois filhos e uma neta, não consegui trazê-lo mais para o presente. Que diria ele, uma personalidade de relevo, da rua que o homenageia?

Mónica

6. Mena M


De quem é o olhar / Que espreita por meus olhos? / Quando penso que vejo, / Quem continua vendo / Enquanto estou pensando?

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Mena

5. Margarida

Jorge Palma

Homenagem - Ontem partiu um dos maiores letristas e compositores portugueses. Era e sou fã. A "Estrela do Mar" encanta-me. Tive o privilégio de privar c/ ele uma ou outra vez, quando convidado p/ actuar nas festas populares da Calheta. Uma dessas vezes, juntamente c/ o Paulo Gonzo, e em ambiente de esplanada açoriana regada a muitas cervejas de final de dia, desabafou já meio-bebido: "Tou farto de paparazis. Ñ sabem de nenhum lugar onde possa ir descansar o costado s/ q ninguém me reconheça ou persiga?" Eu vivia então numa fajã, isolada das gentes e acompanhada apenas pelo rasto dos golfinhos: de manhã p/ leste, ao final do dia p/ oeste. Afoita, espontânea e por vezes arriscada, disse de imediato: "Podem ficar em minha casa, tenho outros locais onde dormir". E assim foi, expliquei-lhes onde era - ali também ñ havia muito que enganar. "Ñ se assustem c/ o cão, ñ morde, só ladra, a cama está feita de lavado, deixem tudo arrumadinho e amanhã deixem as chaves debaixo da pedra da entrada". Imagino que tenham partilhado a cama, só tinha uma mas king-size. Ou 1 dormiu no chão. Talvez o próprio JP já que o Gonzo é bem maior. No idea. Ñ o vi mais, então, mas recebi uma carta escrita à mão, passadas umas semanas, muito bonita e agradecida. Assinada: Jorge Palma

Margarida

4. M

 

 

Aprecio medalhas em bronze. Entre elas, esta de Cesário Verde, comemorativa do centenário da sua morte, da autoria de Irene Vilar (1931-2008, pintora, escultora e medalhista). No anverso da medalha, um bonito retrato do poeta. No verso, a referência ao gosto pela temática cidade/campo representativa, penso eu, da sensibilidade e técnicas impressionistas usadas na sua escrita. A abraçar a paisagem, a transcrição Se eu não morresse, nunca! E eternamente /Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!  Pertence ao poema Horas Mortas que faz parte de O Sentimento dum Ocidental de O Livro de Cesário Verde, edição póstuma da colectânea dos poemas do poeta organizada pelo seu grande amigo Silva Pinto, em 1887. Uma edição de 200 exemplares que não foi posta à venda, apenas distribuída a parentes e amigos do poeta considerados merecedores da oferta.

Recomendo-vos que abram os links abaixo, oiçam os entendidos, comovam-se com a voz magnífica de Mário Viegas a dizer alguns poemas de Cesário Verde e espreitem a vida e obra de Irene Vilar.

M   

https://nossaradio.blogspot.com/2016/04/cesario-verde-por-mario-viegas.html

https://ensina.rtp.pt/artigo/o-livro-de-cesario-verde/

https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?

https://pt.wikipedia.org/wiki/Irene_Vilar