quarta-feira, setembro 02, 2026

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de M

À descoberta de Lisboa

Proponho respostas às propostas para cada semana, utilizando fotografias ou palavras ou ambas.

Dia   3 – Uma rua                                   

Dia 10 – Arquitectura

Dia 17 – Um jardim

Dia 24 – Uma personalidade de relevo


8. Teresa Silva


 Teresa Silva

7. Mónica

Há uma rua em Lisboa que detesto lá passar, a Rua Possidónio da Silva. Serve de caminho de carro do meu trabalho para a saída mais próxima de Lisboa. A rua é uma espécie de segunda vida: não existe lei, está à vista, oficinas que usam o passeio como local de trabalho, estacionamentos proibidos, em segunda fila, paragem de autocarro desrespeitada, pessoas a atravessarem a rua fora das passadeiras e nas calmas, as pessoas parecem escolhidas, intimidatórias e prontas para reagir a qualquer atenção às suas ilegalidades. Passo por lá de carro e já tive que lá ir duas vezes a pé em trabalho. A porta de um prédio dá para uma “ilha” - um pátio com mini casinhas em banda, roupa estendida e cheia de gente lá dentro. Uma das vezes fui até ao café fazer tempo e assisti à fauna humana deplorável, o deboche completo à lei e às regras sociais. Perguntei a um EMEL porque é que não íam até lá caçar multas ao que me responderam que têm medo, eles e a policia, só vão aos pares e de mota, nunca a pé. Já escrevi à câmara. Não me responderam. Esta rua é uma vergonha. Mas é Lisboa. Possidónia. De Possidónio?

Mónica

6. Mena M


 

A Rua da Bica do Sapato é uma artéria histórica de Lisboa localizada na freguesia de São Vicente, na zona de Santa Apolónia. O seu nome está intimamente ligado à memória da cidade, à evolução urbana da zona ribeirinha.A rua começa na Calçada de Santa Apolónia e termina na Rua dos Caminhos de Ferro. O nome deriva de uma antiga bica ligada à história do abastecimento de água aos lisboetas datada de 1674. 

No final do século XVIII, a rua tornou-se um importante polo manufatureiro com a fundação da Real Fábrica da Bica do Sapato em 1796 por Luís Soares Henriques. Foi uma das oficinas cerâmicas mais importantes de Lisboa na transição do século XVIII para o século XIX.

O cruzamento desta rua com a Calçada de Santa Apolónia foi outrora um local de execução de penas de morte. Em 2018, o local recebeu um mural de arte urbana do artista Mário Belém para celebrar os 150 anos da abolição da pena de morte em Portugal.

O renomeado escultor Machado de Castro (autor da estátua equestre de D. José I na Praça do Comércio) viveu nesta rua.

Nos tempos modernos, a zona ribeirinha adjacente à rua tornou-se sinónimo de vanguarda gastronómica devido ao Restaurante Bica do Sapato.

Mena

Nota: Informações tiradas da net

5. Margarida

 

Cirandando por Sta. Maria Maior com os colegas do curso de Escrita Criativa de Viagens e o monitor Filipe Morato Gomes (Nomad Viagens), dono do blog Alma de Viajante. Tripeiro de gema, vai longínquo o ano de 2018. Um curso inusitado e no qual me inscrevi só porque sim. Foi muito interessante, rico de experiências, vivências, textos e partilhas. Entrámos estranhos, saímos amigos. Hoje ainda nos encontramos 2 vezes/ano, partilhando histórias de viagens e não só.

Margarida 

4. M

Neste último ano, passei várias vezes a pé na Rua de Dona Estefânia, no troço entre o Arco do Cego e o Largo de Dona Estefânia, uma rua de trânsito intenso. A arquitectura dos edifícios é uma miscelânea de estilos e épocas, as montras das lojas parecendo estagnadas na determinação dos donos de outros tempos. Nos passeios largos, copas frondosas de árvores enormes espreitam janelas. Mas a minha especial atenção recaiu sempre sobre uma casa de dois andares baixos, entalada entre dois prédios com vários pisos. Paredes em mau estado, janelas amordaçadas, cortinas rasgadas morrendo nos vidros, a porta, calada. Impressionava-me aquele abandono triste e perguntava-me quem ali teria vivido, desde quando. Em junho passado fiquei surpreendida: a casa tinha sido demolida, podendo-se avistar, para lá do gradeamento de protecção colocado no passeio, das máquinas e do entulho, algum arvoredo e uns telhados baixos, entre a rua de Dona Estefânia e os edifícios ao longe no plano mais acima. Teriam sido o último reduto de famílias resistentes a novos projectos urbanísticos no bairro? Não sei, apenas encontrei uma referência na Internet sobre ter sido apresentado, em abril de 1892, um requerimento à Câmara Municipal de Lisboa para o loteamento e abertura de ruas na antiga propriedade dos condes de Linhares. Pelos vistos, vão ser construídas novas vidas naquele espaço, porque as dos condes de Linhares e as da casa demolida já “foram à vida”.

M


 
M

3. Luisa


Uma rua em Alvalade.

Luisa

2. Bettips


 

As ruas têm parecenças com as pessoas, penso: o que se vê e o que se ignora ou esconde. E as janelas são os olhos das casas nas ruas de cada um, de abertura ou escuridão. Pensei isto enquanto me lembrava da primeira vez que fui a Lisboa, data relacionada com um período de vida: Outubro de 1968.

Esta é (era?) uma viela típica da cidade. Fica atrás da outra rua fotografada a seguir, no Campo das Cebolas, antigo Mercado da Ribeira Velha, perto do Tejo.

Bettips