As ruas têm parecenças com as pessoas, penso: o que se vê e o que se ignora ou esconde. E as janelas são os olhos das casas nas ruas de cada um, de abertura ou escuridão. Pensei isto enquanto me lembrava da primeira vez que fui a Lisboa, data relacionada com um período de vida: Outubro de 1968.
Esta é (era?) uma viela típica da cidade. Fica atrás da outra rua fotografada a seguir, no Campo das Cebolas, antigo Mercado da Ribeira Velha, perto do Tejo.
Bettips
7 comentários:
A fachada atrás das grades está gira.
Estou 100% de acordo com o que dizes sobre achares parecenças entre as ruas e as pessoas. Gosto da ideia da "humanização" de casas, objectos, tudo o que possa ser
humanizado.
Esta ideia que me surgiu ao ver as duas fotos, sobre pessoas e as suas vielas ou largos, foi precisamente o que me levou a escolhê-las: contraste.
Não faço esse vossa comparação entre pessoas e casas e vielas. Às vezes há surpresas entre o estilo de vida dos moradores e o envolvimento urbanístico. Nunca tinha pensado bem no assunto.
Acho que as casa vão tomando as nossas caras. Sou parecida com na que vivo há 60 anos
As casa vão tomando as nossas feições. Sou parecida com na que vivo há 60 anos
Luisa
Apenas para dizer que NÃO QUERIA DIZER NADA DISSO... nem quem vivia nas casas etc. Apenas generalizei com o que penso: não são as casas nem as pessoas. É uma alegoria das janelas, dos sótãos, das portas, das caves, do escuro e claro, que muitas vezes as pessoas são, nas suas diferenças
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