quinta-feira, novembro 12, 2015

7. Luisa



Aquela casa já foi símbolo de poder, riqueza e intriga. De felicidade pouco. 
Luisa

6. Licínia



Aquela casa persiste no seu destino de pedra, a suportar os anos e os desastres. Atenta sempre aos sinais dos desatinos dos homens que a construíram, que a habitaram e não desistem de lhe chamar sua. Um dia virá em que ela tombará e não ficará mais do que lembrança ante lembrança. Pedra sobre pedra será o seu futuro, a fazer-se outra casa. Virão outros homens, com outro corpo, esse que é a sua verdadeira casa, a única, passageira do princípio e do fim. 
Licínia

5. Justine



Aquela casa era o encanto da menina. E também a sua inquietação. Imaginava os longos corredores vazios, onde poderia andar de triciclo com a irmã, em corridas sem paragem. Imaginava os muitos quartos, onde, com os primos, jogaria às escondidas sem nunca ser encontrada. Mas havia também os sótãos, cheios de mistérios, de bichos e, quem sabe, também de alguns fantasmas. E pensar nisso fazia medo, até provocava pesadelos em algumas noites mais agitadas. 
Mais tarde, a jovem mulher perguntava-se, ainda com uma curiosidade quase infantil, como seria possível manter organizada aquela infindável casa, quem seriam as pessoas que a habitavam e, acima de tudo, desejava, uma vez que fosse, acordar uma manhã naquele terraço virado à lagoa, em que bastava apenas virar o pescoço e tinha-se tudo: o mar, o morro, a povoação do outro lado e, ao longe, as duas ilhas. 
Hoje, a idosa senhora cada vez mais recorda a sua infância e juventude e a casa misteriosa, como um ser vivo, continua a exercer um sortilégio que, crê ela, nunca se desvanecerá. 
Aquela casa foi o romance da sua vida… 
Justine

4. Jawaa


            «pintura de Rocha de Sousa»

Aquela casa tem no que dela resta - quem sabe os alicerces! - o manancial da vida que fruí, os diamantes que ainda brilham; ali cresceram as asas da jawaa que sou. 
Jawaa

3. Bettips



Aquela casa tinha o símbolo que nos mostrava com simplicidade o caminho que estávamos a percorrer. 
Bettips

2. Benó



Aquela casa, duas palavras para começar o texto no desafio desta semana, aqui no PPP, sem esquecer a fotografia. Poderia mostrar uma casa vulgar com uma porta e duas janelas, só com uma janela ou com muitas janelas, com jardim ou com quintal; uma casa apalaçada ou uma casa modesta e escreveria um texto, tal como me fora pedido, a começar com as palavras “Aquela casa”. Mas “aquela casa” que eu escolhi para este desafio é mais que uma casa, é um lar, é um ninho construído no alto daquele poste, com uma vista panorâmica soberba, onde habita um casal de cegonhas que não migra mas que fixou residência o ano inteiro e onde em todas as primaveras há novos seres. 
Benó

1. Agrades



Aquela casa teve tanta história para contar, tanta alegria e lágrimas, tanto sonho... Hoje restam algumas paredes e muita tristeza. Tudo tem um tempo, tudo tem um dia. 
Agrades

segunda-feira, novembro 09, 2015

Equilíbrio e graciosidade q. b.



Em questões de equilíbrio, o melhor é tentarmos equilibrar-nos com alguma graciosidade.
M

quinta-feira, novembro 05, 2015

AGENDA PARA NOVEMBRO DE 2015

Proposta de Teresa Silva
Dia 12 - Reticências com a frase “Aquela casa” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

O DESAFIO DE HOJE

Dia 5 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílabaRa” para formar as nossas palavras. O texto que alguns de nós acrescentarmos é facultativo.

10. Zambujal



 Rabo escondido com gato de fora

9. Teresa Silva



Ericeira 
Para mim, a Ericeira é uma das vilas mais interessantes dos arredores de Lisboa. Só é pena alguns mamarrachos que permitiram fazer há já alguns anos e que estragaram completamente a harmonia de algumas zonas.
Teresa

8. Mena M.



Maratona

7. M.



Raridades


 Régua de Cálculo

«Foi inventada por William Oughtred em 1622, baseando-se na tábua de logaritmos que fora criada por John Napier pouco antes, em 1614. William Oughtred (Eton, 5 de março de 1575 — Albury, 30 de junho de 1660) foi um matemático inglês. Autor de Clavis mathematicae (1608), em que recapitulou todos os conhecimentos da sua época referentes à álgebra e à aritmética. Introduziu o símbolo x para a multiplicação e atribui-se-lhe também as réguas de cálculo.» (Retirado da net)

Explicação dada por um amigo meu (se alguém quiser saber ainda mais, faculto-vos o resto do texto que, por ser longo, não publiquei aqui):
«A sua invenção resulta da aplicação geométrica de outra invenção, do matemático Napier. Napier inventou a teoria dos Logaritmos, destinada a tornar mais rápido e preciso o cálculo com números com muitos algarismos. No chamado Mundo Ocidental, todos os cálculos científicos, astronómicos, geodésicos,etc. foram feitos, desde então, com a ajuda dos Logaritmos. Esta ferramenta matemática só foi abandonada em meados do século 20 com a invenção da actual Máquina de Calcular que a veio substituir, com grandes vantagens em rapidez e precisão.
O logaritmo de um número, na base 10 ( a nossa base de contagem) é o expoente de 10 que dá origem a esse número. Por exemplo, o expoente de 10 que dá origem a 100 é 2. Por outras palavras, 10 levantado a 2 é 100, como 10 levantado a 3 é 1000 etc. Dizemos então que 2 é o logaritmo de 100, 3 é o logaritmo de 1000, etc. Primeiro há que relembrar uma evidência em que normalmente não reparamos. Se colocarmos duas vulgares réguas graduadas em frente uma da outra e, por exemplo, colocarmos o 0 da de cima em frente ao 5 da régua de baixo, teremos, na régua de baixo, todos os números da de cima adicionados de 5. Ou seja essas réguas, dispostas dessa maneira, permitem somar números. E também diminuir. É elementar, mas é tão simplesmente segundo esse principio que funciona a Régua de Calculo. Embora tenha mais aplicações, que se executam nas várias réguas que a compõem, descreverei apenas as duas mais vulgares e que são a Multiplicação e a Divisão de números. (...) 
Por último e em defesa deste agora obsoleto dispositivo, apontemos três grandes vantagens em relação à máquina de calcular: Nunca se avaria, não gasta pilhas e, se não o destruirmos, é eterno.»

6. Luisa



Outono rabugento

5. Licínia



Miradouro 

Do alto do Cabo Girão, a enfrentar o Atlântico no ponto mais ocidental do território português. Um assombro de mar e terra e céu. Um desafio a quem teme as alturas. Uma plataforma de vidro para os mais ousados. Olhar para onde se põe os pés e ver o mar lá muito, muito em baixo, a lamber os calhaus, a salgar os campos que os homens ainda cultivam em declives insuspeitáveis. 
Licínia

4. Justine



Rada

3. Bettips



Romãzeira 

Vi-lhe as flores em Maio, abertas e cor de laranja como sóis nas árvores. Encontrei-as agora rainhas do Outono, coroadas de todas as cores dele.
Bettips

2. Benó



Ramagem

O bando viera de fora, doutras terras, doutros poisos. Chegara cansado e docemente poisara na ramagem da araucária para um merecido descanso. Na árvore ficara todo o dia e toda a noite. Depois, seguira o seu destino e em mim só a lembrança das pequenas aves permanecerá. 
Benó

1. Agrades



Algodão em rama