A década do século passado foi
marcada pelas férias com a nossa criança e amigos. Sempre em grupo o fizemos.
Foi a época do Algarve, o meu filho dizia, ainda muito pequeno, chegando a S.
Marcos da Serra: “Cheira a Algarve”, e cheirava! a alfarrobeiras, a
amendoeiras, a laranjais, a estevas, a campos do Sul. Era uma viagem de um dia
inteiro, a autoestrada acabava ali adiante, na Vila da Feira. Portanto, ir para
o Algarve era uma enorme distância e canseira. Em alguns anos não íamos para
tão longe, passávamos alguns dias em S. Pedro de Moel, no Pinhal da Gelfa,
em Vigo e Samil.
Lembro desta vez, o Palácio de
Estói. Estava fechado ao público. Não sei por que artes, conseguimos que o
guarda que tomava conta do espaço nos deixasse percorrê-lo, aos jardins, às
fontes e recantos. Um passeio inolvidável. Os meninos e menina divertiram-se,
cantaram e correram pelas áleas ajardinadas, notando com curiosidade quando lhes
fazíamos observar os pormenores dos azulejos, das estátuas, dos lagos, das
árvores e plantas. Em tal profusão que parecia termos entrado no “Paraíso”.
Que sorte tivemos nós! Quem lá for
agora, à Pousada, fica a saber que entrará num dos “Small Luxury Hotels of the
World”.
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