quinta-feira, outubro 26, 2023

10. Teresa Silva


 

O avião levou-me inúmeras vezes a esta cidade. Fiquei a conhecer todos os cantos e recantos. Chegava quase sempre à noite e, como o hotel era ao pé da Grand Place, deu para a fotografar com esta luz, mas também de dia. Gostava de lá voltar e rever as muitas belezas de Bruxelas.

Teresa Silva

9. Mónica

A viagem de avião mais longe que fiz foi à India, com muita turbulência sobre o Golfe Pérsico, aterradora, vi o filme “Robin Hood: heróis em collants” de Mel Brooks para me rir e distrair do medo, e a viagem mais curta foi a que não fiz, um avião que perdi porque cheguei na hora em que o embarque das malas fechou, dizem que foi um ato falhado, que não queria voltar para Angola. Foi um dia horrível, fiz tudo o que estava ao meu alcance para apanhar o avião durante as horas que o avião ainda esteve parado até ao embarque, ali, do outro lado do vidro, odiei todo o pessoal do aeroporto, a seguir foi a correria com as malas à agência de viagens da companhia aérea fora do aeroporto na tentativa de arranjar lugar noutro horário no mesmo dia, nada, tive que sujeitar-me a comprar um novo bilhete para a data mais próxima possível porque tinha pessoas à minha espera para me levarem dali ao destino final, entre chamadas telefónicas com o meu chefe que me dizia “desenrasca-te se não chegares a tempo escusas de vir”, o preço exorbitante que paguei do meu bolso por novo bilhete, voltar para casa, tentar viver mais uns dias sem desmanchar as malas e fingir que bom que era estar mais uns dias em Lisboa. Enfim, foi horrível perder o avião. Inesquecível não-viagem de avião.

Mónica

8. Mena M


 

Um avião quase gaivota.

Um outro "pássaro mais antigo", pilotado pelo meu avô António.

Todos os seus aviões chamavam-se MITA, o petit nom da minha avó, que na realidade se chamava Maria Clotilde.

Mena