O mar tem o movimento do baloiço da minha infância no quintal. Tem o verde das vinhas da minha terra e o azul do Tejo que via ao longe das janelas. Tem o som grave dos sinos da igreja onde fui baptisada. Dança como dançávamos na juventude nas garagens nas férias de verão na praia. Tem a espuma que nos refrescava depois dos jogos na areia. Cada onda que rebenta e se espraia é a recordação de todos os amigos que comigo nela mergulhavam. O mar é um cofre onde guardo as jóias da minha vida.
Luisa
3 comentários:
Muito original a comparação com o baloiço da infância e o misto de ternura e saudade de um passado feliz. Uma fotografia tranquila, de mãos dadas com um texto sereno.
Luisa, o mar do teu contentamento! Que lindo disseste!
Uma beleza o teu texto, Luísa. E que ideia espantosa ligar intimamente a terra e o mar - pois se eles estão mesmo ligados!
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