Introspecção, ingenuidades, dúvidas, curiosidades, sonhos, desilusões, amores, livros com histórias românticas dentro, família, amigos, alegrias, risos, tristezas esburacando a alma, revoltas, palavras ditas, aceitações, silêncios órfãos de compreensão. Tudo isso fará parte do espaço sagrado da adolescência, cada pessoa com a sua.
O verão será o tempo sem horas impostas, alternando indolência com frémito. Paira no ar, vibrante, desce às cidades, às praias, às aldeias, aos campos, dança ao ritmo da música nas noites quentes, espreguiça-se no acordar tardio das manhãs luminosas. O verão das divisões climáticas anuais regressa em anos consecutivos, ainda que com manifestações de humor diferentes. A adolescência, alcançado o seu tempo de maturação, resguarda-se e, com a infância pela mão, regressa na memória dos dias, espreitando-nos ambas ao longo dos caminhos que vamos pisando.
M
Nota: A fotografia da estátua foi tirada há muitos anos na Estufa Fria em Lisboa.


5 comentários:
Como diz a Mena em tom mais sério
Na pedra lavrada se espreita o futuro, na pedra polida se conhece o passado.
Belo texto com compreensão total do que é a juventude
tem piada, visto aqui no computador, a segunda fotografia parece a da Luísa: pessoas debaixo da uma "pedra"
Um texto interessante.
Teresa
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