quinta-feira, setembro 22, 2011
quinta-feira, setembro 15, 2011
AVISOS
Para a semana de 15 a 22 de Setembro
Dia 22 – Fotodicionário com a palavra “Simples” escolhida pela Mena
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PARA QUE OS NOSSOS LEITORES COMPREENDAM
Como terão reparado, os dezasseis textos que abaixo aparecem a acompanhar as respectivas fotografias começam todos com a frase Em férias. Pois é propositado. Foi dada como mote a ser continuado numa única frase ou em mais algumas linhas, ao gosto de cada um dos participantes, e acompanhada de uma imagem que realçasse o seu sentido.
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Em particular aos habituais participantes peço que para as próximas vezes sejam mais claros nos vossos desejos de publicação porque fico sem saber se querem que use reticências logo a seguir à palavra ou frase dadas, se escreva a bold determinadas palavras, etc., etc. Se não for pedir-vos demais, agradeço que me enviem os textos sempre em letra Verdana tamanho 12 para evitar que tenha eu que os ajustar. É que eu gosto de uma certa harmonia no conjunto, gosto de ver os textos todos com o mesmo estilo. :-))
M
16. Lagoas (Está fora da sequência alfabética por distracção minha)
15. Zambujal
13. Rocha/Desenhamento

… Em férias começa sempre o futuro, porque a nossa ingenuidade genética, mais ou menos colada à família, tende a levar-nos para a orla marítima, para o litoral turístico. E desta vez também fomos. Outra vez fomos. Acontece é que em férias também surgem, perto do mar, por cima da areia, céus ensurdecedores e um sol calcinante.
Rocha de Sousa
12. ~pi
.. em férias abrem-se os barcos em curtos movimentos de balanço dormente. Pela Foz do Sabor há um texto cujas letras são as primeiras folhas deste Outono tão cedo anunciado - dançando em voos luminosos de fim de tarde, dançando e por fim arredondam-se mais ao parar quando o sol mergulha e espreita a sorrir pró outro lado.
... em férias somos como os outros, quando vamos partindo nas mãos cheias, espantam-nos por vezes as linhas rectas previsíveis, armam-nos ciladas de dias contados - e tudo anoitece de repente, em noites sem estrelas, as mãos febris procuram o denso cortinado de nuvens que as tapam, nessas noites ouço ainda a ladainha de sons indecifráveis da minha avó a rezar.
... em férias lembro-me de fazer na infância longos escritos que resumiam tudo a palavras que eram também barcos, as palavras, oscilando abertas ao imaginário das águas todas que podiam ser mares, fontes em fio ou rios de foz definida ou não, por vezes secavam as águas e eram de pó e eram férias na mesma e também e solidão os lugares ausentes da água.
... uma vez nas férias perdi o meu pai e depois perdi-o pela segunda vez, fazia anos no dia 15 de Setembro e o meu pai tinha ido ao céu levar a sua melhor melancia - que era a minha prenda mais amada, a grande melancia do quintal, sempre achei que tinha ido de barco, num barco assim leve, a voar sobre as águas calmíssimas do fim do Verão... aí sentei-me no muro do quintal para sempre e para sempre foram assim férias - à espera de ver romper um rio, um barco pequeno e uma melancia imensamente vermelha dos lados de Espanha, ali onde o meu pai era o homem que vigiava o contrabando do tabaco, do café e das bonecas espanholas mal-amadas.
~pi



