A Ericeira, na sua simplicidade e beleza, tem acolhido, ao longo dos tempos, diversos grupos que surgem temporariamente. Foram os refugiados da II Grande Guerra; mais tarde também passaram os Retornados das antigas colónias; aquando das obras de construção de estradas e da Expo, vieram brasileiros, homens sozinhos que depois chamaram as famílias e, presentemente, são os surfistas que dão cor e vida à vila. São aceites de bom grado porque trazem vida e negócio mas rapidamente são acusados de estragar a vila e ocupar o lugar dos jagozes. Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal...
Há pouco passei pelo Morais, antiga
Pensão, depois Hotel, e por fim Residência Sénior que também já encerrou e vai
dar lugar a outra atividade e vi lá um azulejo alusivo aos refugiados de que aqui
falo.
Agrades





