quarta-feira, janeiro 29, 2025

5. M


 

Não sei dizer ao certo do que nunca me separaria. A decisão dependeria das circunstâncias. Imprevistas algumas? Fazendo outras parte do desenrolar normal da minha vida? Gosto de várias coisas. Se fosse obrigada a abandonar tudo o que tenho, talvez escolhesse guardar a manta da fotografia. É uma manta de ternura oferecida há muitos anos pelos meus filhos. Compraram-na com a ajuda do pai e mandaram bordar a palavra Mamã. Em noites muito frias uso-a na cama por cima do edredão. E, à semelhança das trouxas de roupa, guardaria também dentro dela os álbuns com fotografias antigas de família e minhas desde que nasci. Fazem parte da minha história. Se não tivesse forças para os transportar, embrulhava-me apenas na manta e nos fios entrelaçados das memórias.

M

4. Luisa


 

Os detalhes duma bela tarde passada na minha varanda.

Luisa

3. Justine


 

Os livros! Não saio da cama sem levar o livro para ir lendo ao pequeno-almoço. Ultimamente, por tomar as refeições sozinha, levo-o também ao almoço e ao jantar. Guardo sempre umas horas ao fim da tarde para me sentar na sala e repousar, lendo. E à noite, o livro é o meu agradável indutor de sono!! Quando saio de casa vai sempre um livro comigo, quando vou para casa do meu filho levo dois ou mais, quando faço uma viagem para fora do país a mala é sempre tão pesada que tenho de pedir ajuda para a colocar na prateleira do avião (felizmente que ainda há homens amáveis…) Tenho livros arrumados nas estantes, e outros tantos desarrumados em cima da secretária, na mesa de cabeceira, no carro, no chão! Até por vezes os esqueço na escada, mas isto é apenas um detalhe! Que maravilhoso é viajar pelas páginas de um bom livro!

Justine

2. Bettips


 

Quem me conhece, sabe que sou viciada em fotografias. Por isso, a primeira coisa em que penso é “naquilo” que está em dezenas de álbuns e, depois do digital, em dezenas de compartimentos do computador. Contudo, há um pequeno quadro da minha autoria – que certamente já andou por este PPP em tempos – de que penso nunca me separar: “O Beijo”, de Klimt, que copiei para meu regalo.

Bettips