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quinta-feira, junho 23, 2016

AGENDA PARA JUNHO DE 2016

Proposta de Licínia
Dia 30 - Fotografando as palavras de outros sobre

«O pior de tudo eram os outros velhos com quem partilhava o quarto, havia sempre um que gemia, praguejava ou gritava, outro que queria ouvir um relato de futebol na rádio. Sem falar das visitas, famílias inteiras que vinham rapidamente inteirar-se dos acamados e partiam logo a seguir, e eram substituídas por outras que se aglomeravam em volta de outra cama e, tal como as primeiras, enchiam o quarto de cestos com comida, sacos de laranjas e crianças que choravam. Não era possível conversar, muito menos ouvir música.»

Teolinda Gersão, em Os teclados, Sextante Editora, pág. 59

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Licínia
Dia 23Jornal de Parede

11. Teresa Silva



Chegou o Verão. Está na hora de arrumar o aquecimento.

Teresa Silva

10. Rocha/Desenhamento



16-06-216 cidade Síria destruída pela guerra em curso 
para colar nas paredes das cidades pela empresa PPP

Rocha de Sousa

9. Mena M.



                          O meu vai-vem

8. M.



Um dos Cristos de José Rodrigues no Convento San Payo, Vila Nova de Cerveira

«Toda a pessoa que sofre, qualquer indivíduo que passa ali na esquina e que é pobre, que passa sacrifícios, que tem fome, que é alvo de injustiças é Cristo, e é nessa perspetiva que eu retrato o homem chamado Cristo.»

José Rodrigues

7. Luisa

6. Licínia

5. Justine


                     Aproveite a Feira do Livro

4. Isabel (nova participante)


                                                Saudando o Verão


É com muito gosto que recebemos a Isabel no nosso grupo. Também podemos encontrá-la aqui:

http://fotografiasdaquiedali.blogspot.pt/

M

3. Bettips

2. Benó


Não sou adepta de vestir árvores, gradeamentos, postos de sinalização, com crochés sejam eles executados em simples buracos e cheios ou em trabalhos mais elaborados. No entanto, reconheço a habilidade de quem os executa e a paciência da aplicação, sabendo, contudo, que o sol lhes irá tirar a cor ou algumas mãos amigas do alheio os farão desaparecer de um dia para o outro.
Este arbusto encontra-se em Sagres, no jardim duma senhora bastante idosa que passa muito do seu tempo na confeção dos ditos crochés. Creio que esta é uma obra digna de figurar no nosso Jornal de Parede. 
Benó

1. Agrades



Estes dois parecem estar a ver um Jornal de Parede. 
Agrades

quinta-feira, junho 16, 2016

AGENDA PARA JUNHO DE 2016

Proposta de Licínia
Dia 23Jornal de Parede

O DESAFIO DE HOJE



Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Licínia.

10. Teresa Silva

Tenho alguma dificuldade em falar desta fotografia. Vejo a figura do rapaz reflectida na água e pergunto: - Será que vai mergulhar na piscina ou no tanque? Mas se fosse tirava os óculos. Deve, portanto, estar a fazer qualquer reparação num cano ou no repuxo. E veio de carro, presumo.

Teresa Silva

9. Rocha/Desenhamento

Eis como o real, aparentemente arrumado, nos confunde quanto à exacta postura dos planos. E os actos, as distâncias, as evidências. Reconheço as coisas mas não sei exactamente onde estão e como. Há uma balaustrada à frente, do outro lado, um homem ajeita não se sabe o quê. Atrás dele talvez os meus olhos destilem dois degraus de uma arquitectura do nosso tempo como é tudo neste imbróglio acintoso de planos. Depois das escadas, vejo claramente um carro e bem parece que está estacionado numa garagem de porta aberta diante de nós. Mas a terra não tratada atrás do carro, à esquerda, levanta novas dúvidas e só nos faltava que o carro fosse um placard publicitário ou a coisa real entalada num espaço meio absurdo, aberto para cá e para lá.
Como se pode achar, sei tudo o que vejo mas não vejo a circunstância do real. Parabéns, Licínia.

Rocha de Sousa

8. Mena M.

À primeira vista quis parecer-me que este senhor estava a tentar puxar alguém, mas olhando melhor percebi que era o seu reflexo.
Por vezes temos que dar a mão a nós próprios para sairmos dos buracos onde nos metemos...

Mena

7. M.

Ui o que havia de me acontecer! Deixar cair o meu telemóvel dentro de água é trágico nos tempos de hoje. Como vou agora falar com os meus amigos?

M

6. Luisa

O rapaz perdeu qualquer coisa de muito valioso. Põe os óculos, debruça-se sobre o pequeno lago e procura com toda a minúcia um objecto. O que será? Talvez o brinco lhe tenha caído da orelha quando travou bruscamente o potente carro ao ver a namorada que o esperava para irem ver as noivas de Santo António.

Luisa

5. Licínia

Era uma vez… um carro parado, um homem vergado, um lago quebrado. O lago consertado, o homem cansado, o dia terminado, o carro, esse, parado. Bendito e louvado o conto contado.
Licínia

4. Justine

Olhem bem o que havia de me acontecer! Distraído a atender o telemóvel deixo cair as chaves do carro e agora não as consigo encontrar! Não estão dentro da água, não as vejo na berma… será que caíram dentro da sarjeta? Mas que pouca sorte a minha! Logo hoje, que a Ricardina decidiu finalmente aceitar o meu convite para jantar…

Justine

3. Bettips

Ao olhar este homem a trabalhar curvado, os pensamentos entrecruzam-se com as palavras e as promessas, ouvidas nos anos 60/inícios de 70. Quando começava o progresso da automatização, a globalização e outros "ãos" de pouco interesse agora, para a ideia que quero desenvolver.
que as máquinas substituiriam muitos trabalhos braçais, que o tempo sobraria para o ser humano ser mais livre e saborear a vida, a família, a cultura, enfim, o lazer.
Sabendo das dificuldades dos mais velhos e da roda de dentes perigosos em que se transformou a vida de trabalho dos mais novos, sinto-me com ideias amargas. Assim, ao olhar esta fotografia, lembrei o livro "Progresso técnico, progresso moral", desse tempo antigo de sonhos. (1963, publicações Europa-América, com textos de vários autores, das conferências durante os "Encontros Internacionais de Genebra").

Bettips

2. Benó

O homem é vaidoso, por natureza, mas naquele dia vestira uma nova camisa. Achou-se o máximo e, tal Narciso enamorado de si próprio, debruçou-se na água do pequeno lago e perguntou: Espelho meu quem é mais bonito do que eu?

Benó

1. Agrades

Olho a foto e
vejo linhas: retas, cruzadas, quebradas, mistas;
Vejo gente à procura, reflexo, investigação;
Vejo viagem, partida ou chegada.

Agrades

quinta-feira, junho 09, 2016

AGENDA PARA JUNHO DE 2016



Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Licínia.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Licínia
Dia 9 - Reticências com a frase “Às vezes ao acordar” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

9. Teresa Silva



Às vezes ao acordar abro a janela do castelo e contemplo a paisagem. 
Teresa Silva

8. Mena M.


Às vezes ao acordar, abro de imediato a janela da alma para arejar os pesadelos que me atormentaram de noite. 
Mena

7. M.


Às vezes ao acordar a luz da manhã beija-me ao de leve as pálpebras sonolentas e fala-me ao ouvido com voz amiga para me ajudar a levantar. 
M

6. Luisa



Às vezes ao acordar espreito pela janela se o nevoeiro ainda persiste. A maioria das vezes volto para a cama. 
Luisa

5. Licínia



Às vezes, ao acordar, cumprimento as plantas do meu jardim de vasos, a saber da sua condição de crescimento, ou estagnação, ou floração, e sempre elas me dão notícias do sol, da chuva, da ventania. São esses recados vegetais que me incitam à construção do novo dia, ao elogio da vida. 
Licínia

4. Justine



Às vezes ao acordar, nas manhãs em que se ouve lá fora o vento e a chuva a discutirem com as árvores do jardim, a mulher recorda o tempo em que, menina em idade de ir à escola, acordava com a voz da mãe a dizer-lhe que já eram horas de se levantar. E ela, enrolada no calor das mantas, ia inventando mil desculpas para retardar a altura de deixar o conforto da cama, até ao derradeiro momento em que a mãe, já irritada, a puxava por um braço e a obrigava a começar o seu dia! Hoje, às vezes ao acordar, ainda lhe apetece fazer o mesmo… 
Justine

3. Bettips



Às vezes ao acordar sinto como se saísse dum labirinto de muitos traços, de gente, de ramos de vidas entrelaçadas. Esta fotografia inspirou-me: como se da antecâmara do sono cruzado passasse para o plano-pleno dos dias esbatidos. 
Bettips

2. Benó



Às vezes ao acordar, sinto uma preguiça enorme para me levantar. Estico uma perna, ponho um pé de fora, tateio a cama e sinto que ao meu lado ainda dorme quem comigo se deitou. Posso ficar mais um pouco, penso, mas o barulho das gaivotas no telhado é tanto que dum salto abro a janela e bato as palmas para se irem embora e nos deixarem descansar mais meia hora. 
Benó

1. Agrades

As vezes ao acordar interrogo-me como será o dia, o que irá acontecer, o que me espera, o que nos espera. 
Agrades

quinta-feira, junho 02, 2016

AGENDA PARA JUNHO DE 2016

Proposta de Licínia
Dia 9 - Reticências com a frase “Às vezes ao acordar” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Licínia
Dia 2 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílabaTer” para formar as nossas palavras. A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas facultativo e um complemento.

10. Teresa Silva



                            Termas 

A fonte de Gandara nas termas de Mondariz, na Galiza. 
Teresa Silva

9. Mena M.



                            Ternura

8. M.



                           Ternura

7. Luisa



                           Intervalo

Nesta orquestra não há intervalos. Os donos do palácio vão mudando mas todos querem música. 
Luisa

6. Licínia



                               Terno 

Um dominó que foi do meu avô paterno. Recordo a nomenclatura de algumas peças que aprendi com o meu pai: o terno, a sena, o doble, a quina, o carrão... 
Licínia

5. Justine



                            Terceira

4. Jawaa



Ter um jardim privado ou ter o jardim público dos campos... não fico a perder, este é mais rico na sua diversidade e beleza ímpar! 
Jawaa

3. Bettips



                                                    Terraço

2. Benó


                           Termóstato 

O que seria um frigorífico sem o seu termóstato? Seria uma caixa fechada, bem vedada, sem ventilação e onde os alimentos que lá estivessem acabariam por entrar em modo de putrefacção. Um electrodoméstico imprescindível nas nossas cozinhas dos dias de hoje mas também de utilização dispensável e até desconhecida de muito ser humano habitante neste universo de hábitos tão díspares. 
Benó

1. Agrades

                                                           Terço

quinta-feira, maio 26, 2016

AGENDA PARA JUNHO DE 2016



Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Licínia.

AGENDA PARA JUNHO DE 2016

Proposta de Licínia
Dia 2 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílabaTer” para formar as nossas palavras. A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas facultativo e um complemento.
Dia 9 - Reticências com a frase “Às vezes ao acordar” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Licínia.
Dia 23Jornal de Parede
Dia 30 - Fotografando as palavras de outros sobre

«O pior de tudo eram os outros velhos com quem partilhava o quarto, havia sempre um que gemia, praguejava ou gritava, outro que queria ouvir um relato de futebol na rádio. Sem falar das visitas, famílias inteiras que vinham rapidamente inteirar-se dos acamados e partiam logo a seguir, e eram substituídas por outras que se aglomeravam em volta de outra cama e, tal como as primeiras, enchiam o quarto de cestos com comida, sacos de laranjas e crianças que choravam. Não era possível conversar, muito menos ouvir música.»

Teolinda Gersão, em Os teclados, Sextante Editora, pág. 59

E COMO VEM AÍ JUNHO...


Henri Matisse (1869 - 1954)
Le Lanceur de Couteaux, de la série Jazz, 1943 - 1946
Papiers gouachés, découpés, collés et marouflés sur toile
Gouache on paper, cut and pasted on canvas, 43,3 x 67,5 cm
Musée national d'Art moderne - Centre Georges Pompidou, Paris


MENSAGEM DA JAWAA REFERENTE AO DESAFIO DA SEMANA PASSADA


«Fiquei desvanecida com as palavras delicadas de fantasia e beleza que a foto suscitou, bem hajam todos! A sugestão de bailado e folhos foi a minha impressão quando a escolhi, para além da gradação das cores. Esta flor-bailarina, como lhe chama a Licínia, não é rosa, não é cravo, é uma peónia, das mais simples; vou ver se a nossa M. coloca mais uma foto para se ver a planta.»
Jawaa

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Jawaa
Dia 26Fotografando as palavras de outros sobre

9. Teresa Silva

8. Mena M.



«Maio maduro Maio, quem te pintou»

7. M.

6. Luisa

5. Licínia



«quem te pintou»

4. Justine

3. Bettips

2. Benó



«Que importa a fúria do mar»

1. Agrades

quinta-feira, maio 19, 2016

AGENDA PARA MAIO DE 2016

Proposta de Jawaa
Dia 26Fotografando as palavras de outros sobre

O DESAFIO DE HOJE


 
Dia 19 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Jawaa.

10. Teresa Silva

Não sei que flor é esta mas é, sem dúvida, muito bonita. Lembra a Primavera que tem tido dificuldade em impor-se, este ano.
Teresa Silva

9. Rocha/Desenhamento

«Com as palavras dentro do olhar», assim somos convidados a penetrar na imagem de uma flor. Se esta é uma rosa branca com belas aguadas rosa quente a emergir voluptuosamente do centro das pétalas, então esse é um dos universos neste género de seres vivos, meio da flora, que conservo na memória em termos de diferentes configurações e cores. A rosa branca é das mais belas e imprevisíveis.
Rocha de Sousa

8. Mena M.

Um lápis aguarelavel cor-de-rosa, um afiador novinho em folha, muita precisão e paciência e eis que temos uma linda flor de aparas, ou mesmo a saia de uma bailarina. Foi a imagem que saltou desta bela foto da Jawaa.
Mena

7. M.

Dançava como ninguém. Ajustava o corpo no vestido leve, colocava sobre os cabelos a flor acabada de colher no jardim e, com o sorriso suspenso entre os braços erguidos em arco, rodopiava durante horas a fio ao som da música que só ela ouvia.
M

6. Luisa

Quereria entrar nesse jardim e ficar sozinha a olhar a inocência das flores, longe das multidões que pisam e esmagam o que é natural e belo.
Luisa

5. Licínia

Deitou-se a descansar, a bailarina. O saiote de folhos abriu em flor e cobriu-lhe o sossego. Quem passava dizia: olha, uma rosa a dormir.
Licínia

4. Justine

O cravo vai ser para sempre a flor de Abril. E de Maio e do tempo todo, se assim conseguirmos que seja. O cravo já é mais do que uma flor, é o símbolo de mudanças desejadas e conseguidas. Este, o da foto, já não é o cravo rubro, jovem e vibrante de gente na rua a cantar. Este, o da foto, é de veludo suave, tranquilo e maduro. Pode ser visto como um cravo cansado… eu contudo preferia vê-lo como o cravo da serenidade e de algumas certezas!
Justine

3. Bettips

- O que queres ser quando fores grande? Bailarina!” respondia eu, pequena de 3 anos, pondo-me em bicos de pés. Gostava dos vestidos, das poses de borboleta e dos sapatinhos com atilhos nas pernas. Não sei onde fui buscar esta ideia, a alguma imagem de revista, que me acompanhou até à entrada na escola. Desde que me lembro e até há poucos anos, usei sabrinas pequenas e redondas e procurava todos os sapatos de Verão que se apertavam com fitas. 
Bailarinas em bailado, em pontas e folhos de tule cor de rosa, é o que me sugere a bela fotografia no âmago da flor. Lembro ainda Edgar Degas (1834-1917) que tinha uma forma tão etérea de pintar a dança.
Bettips

2. Benó

Com o olhar preso à linda flor fotografada faltam-me palavras dignas e apropriadas para escrever sobre ela. Na sua cor rosada parece frágil e delicada e tenho dificuldade em reconhecer o seu nome de baptismo. Sei, no entanto, que ao olhá-la sinto a serenidade dum jardim onde os pássaros cantam e um banco me espera para uma leitura ao fim do dia.
Benó

1. Agrades

Uma flor, uma simples flor, para exprimir o que sinto e vejo.
Tão clara nas pontas e escura nas zonas centrais e profundas. Como eu, como quase todos, guardamos no interior o mais importante e mostramos apenas o superficial em tons suaves.
Agrades

quinta-feira, maio 12, 2016

AGENDA PARA MAIO DE 2016



Dia 19 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Jawaa.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Jawaa
Dia 12 - Reticências com a frase “A voz” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

11. Zambujal



                                     VOZ… 
                    que deu voz a muitas vozes. 
                   Da terra e das gentes. Nossas! 
Zambujal

10. Teresa Silva



A voz que faz parte do imaginário de Lisboa. 
Teresa Silva

9. Rocha/Desenhamento



A voz desata-se numa terra agrilhoada, onde este homem perdeu há dias dois filhos, sempre a gritar por eles. Perdeu-se em lutas, cada vez se interroga mais. Porque nos escravizam assim? Porque nos perdemos na fuga dos nossos entes queridos? Porquê? 
Rocha de Sousa