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quinta-feira, janeiro 18, 2018

AGENDA PARA JANEIRO DE 2018

Proposta de Luisa
Dia 25Fotografando as palavras de outros sobre o seguinte poema
Uma após uma as ondas apressadas
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva spuma
No moreno das praias.
Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o spaço
Do ar entre as nuvens scassas.
Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.
Só uma vaga pena inconsequente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.
Obras Completas de Fernando Pessoa, IV Odes de Ricardo Reis
Edições Ática – Lisboa, Outubro 1983

O DESAFIO DE HOJE



Dia 18 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Luisa.

11. Zambujal

Uma foto destas, tão tranquila, apaziguadora, ensolarada, com o marzinho a espreitar, num tempo destes, nas turbulências destes tempos… só pode ser provocação! 
Zambujal

10. Teresa Silva

Bonita fotografia com luz e sombra e um fantástico azul de fundo. Um óptimo terraço para passar as tardes de Verão. 
Teresa Silva

9. Rocha/Desenhamento

Não basta olhar para ver. Dentro dos meus olhos está integrada a imagem de uma casa, aparentemente "posto" de qualquer actividade, finanças, correio, notariado, turismo. Mas o ver será sempre o aprofundamento destas hipóteses, completando-se entre o sentido e a poética do local. 
Rocha de Sousa

8. Mena M.

Quedei-me dentro do olhar, sem palavras, só com um desejo imenso de me sentar nesse muro, com as pernas para o lado de fora, a contemplar o mar, que tanta falta me faz nesta latitude. 
Mena

7. M.

A sombra de um olhar resguardado diante da luminosidade do dia. 
M

6. Luisa

Quando passei por aquela casa, lembrei-me da minha infância, quando à hora que mais apetecia estar na praia, era obrigatório o refúgio da sombra e a abominável sesta.
Luisa

5. Licínia

O POEMA

Que te posso dizer daqui da beira-mar
se não anunciar que o poema nasceu?
Uma batida incerta a querer romper o peito,
uma breve tontura, uma agonia quase.
O mar vizinho, sempre inconformado,
apertado entre os céus e os fundos abissais.
O cheiro intenso a peixe, a náusea do que fomos,
a seduzir os braços do poema.
Ele aí vai, a roçagar escamas de luz,
febril, bamboleante, ébrio de sons,
ensaiando o nome do silêncio,
na estrada atapetada de algas e de búzios.
Em eterna vigília ficará, te digo,
o poema nascido à beira-mar.

(do meu livro “Da Memória dos Sentidos”, pág. 25 )

Este poema nasceu em 2002, exactamente no local que a foto da Luísa ilustra. Por isso…

Licínia


4. Justine

Olhando para a pequena vitrine na parede, que me parece lugar para afixar informações, horários e outras coisas parecidas, presumo que aquele portão, fechado por ser época invernosa, seja a entrada de uma piscina pública, instalada em lugar privilegiado e que eu muito gostaria de visitar se a Luísa nos desvendar o segredo da sua localização!
Fotografia muito luminosa e muito sugestiva!
Justine

3. Isabel

A foto é muito bonita e inspira tranquilidade. Transporta-nos para o tempo doce e quente das férias e eu só consigo pensar - meu Deus, quando é que  fico definitivamente de férias/ aposentada, para poder ir para a praia sempre que quero, e fazer tanta coisa que gosto e que agora não consigo fazer porque me falta o tempo! 
Resigno-me e vou-me deitar, porque já é tarde e amanhã tenho que me levantar cedo. Mas tenho a certeza que vou sonhar com o mar!
Isabel

2. Bettips

Grécia, um amor de Sophia de Mello Breyner Andresen
Quando morrer
voltarei para buscar
os momentos que não vivi
junto do mar”

Ah, bem sei que não é a Grécia... mas sinto o desejo de Sophia: e nem o mar bravo me arrancaria daquele terraço, daquele olhar.

Bettips

1. Agrades

Concentro-me na foto, fecho os olhos, e sei de cor os azuis do mar, o barulho das ondas e o cheiro da maresia. 
Agrades

quinta-feira, janeiro 11, 2018

AGENDA PARA JANEIRO DE 2018



Dia 18 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Luisa.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Luisa
Dia 11 - Reticências com a frase “Vamos à procura a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

10. Zambujal

Vamos à procura…
mas que outra coisa poderemos fazer?
Se não morrêssemos nunca, iríamos eternamente à
busca de conseguir a perfeição das “cousas”…
Este é o sentimento de um ocidental!



9. Teresa Silva



Vamos à procura dos vestígios do passado. E em Mértola encontramos muitos.
Teresa Silva

8. Mena M.



Vamos à procura, é um jogo que tenho feito ultimamente e consiste em pegar nas fotos que me despertam  um interesse especial, virá-las e descobrir coisas que não podia ver antes, e tentar realçar os pormenores que resultam das viragens. 
Querem participar e dizer o que descobriram?
Mena

7. M.



Vamos à procura dos músicos. Não os oiço nem o toque efusivo dos sinos canta na serra. Talvez estejam a descansar. Imóveis os sinos na torre da igreja, os homens no adro, em conversa animada depois de saborosa refeição, a chanfana e o vinho da região a seduzir-lhes os sentidos. Os mordomos encarregados de organizar as festividades da padroeira da aldeia esmeraram-se na tarefa, que o acontecimento é de relevo numa povoação determinada em manter na memória esta parte da vida que lhe pertence. Escolheu-se a banda, ter-se-ão ajustado os euros a pagar, quantos não faço ideia. As conversações terão demorado várias horas, propostas e contrapropostas, assim me diz a experiência da minha vivência naquele lugar onde cada um observa o outro, nas mãos o copo de vinho da adega da casa, ou de aguardente, oferecidos entre palavras ditas e pensamentos resguardados. O contrato habitual é que toquem os músicos na missa e, finda esta, acompanhem solenemente a procissão atrás do padre e dos andores com as imagens dos santos. Só depois almoçam no salão da Junta de Freguesia, envolvidos pela azáfama das mulheres a servir convidados e mordomos. Um dia de alvoroço na rotina da existência. Festas desejadas ainda pelos escassos habitantes e pelos seus familiares emigrados que em Setembro revivem por breves dias a história de um tempo. Sim, encontrei-os no lugar por mim previsto. A fazer a digestão dos petiscos beirões e a prepararem-se para de novo subir e descer a rua principal da aldeia a tocar, antes de regressarem às suas terras. E eu, comovida, ouvi-os. Como sempre. Naquele momento e na grata lembrança das férias de verão da minha meninice. 
M

6. Luisa



Vamos à procura da água mesmo que seja uma poça no alto da serra. 
Luisa

5. Licínia



Vamos à procura
do grande mar
do sol e da quentura
Saborear
o sal e a lonjura
Aconchegar
um fio de ternura
Rememorar
dos homens a bravura
num barco a baloiçar
nos olhos a aventura
Vamos continuar
à procura
à procura

Licínia

4. Justine



Vamos à procura, muitas vezes, da alegria, da paz interior ou da harmonia em lugares remotos, em cargos de poder ou em acumulação de bens materiais. Engano nosso: os caminhos que mais rapidamente nos permitem aceder a esses estados de tranquilidade estão dentro de nós, ao nosso alcance, e são despertos por um gesto de atenção, de ternura, de amizade. Ou então pelas coisas mais simples que a natureza, generosa, nos oferece. São essas coisas simples mas primordiais que nos permitem os fulgores de felicidade que iluminam o nosso quotidiano. 
Justine

3. Isabel


Vamos à procura muitas vezes do que já temos.
Somos eternos insatisfeitos, numa busca constante.
É assim que a felicidade nos escapa.
Quando reparamos, já é tarde demais!

Isabel

2. Bettips



Vamos à procura da face das pessoas, tentando ver pelas suas expressões a verdade ou o sentido das vidas. Mas, a maior parte das vezes, tanto faz vê-los de frente como de costas: os motivos das emoções escondem-se sob a pedra opaca dos sentimentos que não adivinhamos. E, tantas vezes, não são sequer verbalizados com sinceridade. 
Bettips 

(Alcázar dos Reyes Cristianos, Córdoba)

1. Agrades

Vamos à procura do azul mais belo e vibrante. 
Agrades

sexta-feira, janeiro 05, 2018

A BELEZA DAS PALAVRAS

Nous aimons la vie autant que possible

Et nous, nous aimons la vie autant que possible
Nous dansons entre deux martyrs.
Entre eux, nous érigeons pour les violettes un minaret ou des palmiers
Nous aimons la vie autant que possible
Nous volons un fil au ver à soie pour tisser notre ciel, clôturer cet exode
Nous ouvrons la porte du jardin pour que le jasmin inonde les routes comme une belle journée
Nous aimons la vie autant que possible
Là où nous résidons, nous semons des plantes luxuriantes et nous récoltons des tués
Nous soufflons dans la flûte la couleur du lointain, lointain, et nous dessinons un hennissement sur la poussière du passage
Nous écrivons nos noms pierre par pierre.
Ô éclair, éclaire pour la nuit, éclaire un peu
Nous aimons la vie autant que possible

Mahmoud Darwich (1941-2008)


Retirado da net

quinta-feira, janeiro 04, 2018

AGENDA PARA JANEIRO DE 2018

Proposta de Luisa
Dia 11 - Reticências com a frase “Vamos à procura a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Luisa
Dia 4 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba “ Mu para formar as nossas palavras. A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas facultativo e um complemento.

11. Zambujal



MUral (de Rogério Ribeiro-pormenor…) 
em cela do MUseu de Peniche

10. Teresa Silva



A subida (eu não subi) para o Caramulinho, num passeio pela serra do Caramulo. 
Teresa Silva

9. Rocha/Desenhamento

Mudar de vida, saltar no tempo , entre os dias 30 e 31 pode revelar uma nova dimensão vivencial, mudando para quatro níveis os planos da consciência e a razão de ser da violência em redor, mutação da própria vida, apesar de tudo na esperança de um mundo novo, do arranjo pacificado dos quadros do quadro contemporâneo, digital, aqui apresentados.

Rocha de Sousa

8. Mena M.



Murrio

7. M.



Simulacro

Em  Novembro de 2011, andava eu a passear pelas ruas do bairro Mouraria em Lisboa, encontrei várias casas em ruínas onde tinham sido colocadas fotografias nas janelas que mostravam contextos possíveis naquele ambiente, não estivesse ele degradado. Esta era uma delas. Achei uma chamada de atenção e iniciativa muito interessantes. Se o problema da degradação evidente se resolveu é que não faço ideia porque nunca mais lá voltei.
M

6. Luisa



Muralha sobre o mar

5. Licínia



 Mulher com brinco de pérola

4. Justine



Mulherio

3. Isabel



Caixinha de sica

2. Bettips



Mudéjar
 
Trata-se da Ermida de Santo André, à entrada de Beja, de estilo gótico-mudéjar, finais do séc. XV. Embora haja quem atribua a sua construção ao tempo de D. Sancho I, aquando da primeira conquista de Beja aos mouros, esta reconstrução é posterior. Mudéjar deriva da palavra árabe que significa "doméstico/domesticado" e designa os muçulmanos que se mantiveram em territórios conquistados pelos cristãos. Gosto muito da palavra mudéjar e o que significa; além de que este estilo, que incorpora elementos ibero-muçulmanos, é único na Península Ibérica.

Bettips

1. Agrades



sica

quinta-feira, dezembro 28, 2017

2018, UM NOVO ANO NAS NOSSAS VIDAS

Que ao longo dos seus 12 meses possamos pousar nele os nossos sorrisos, pelo menos parecidos com o da Gioconda, tão rico de significados.
Nota: ao longo de 2018, encontrarão aqui a folha/marca de livro de cada mês do calendário que uma amiga me ofereceu carinhosamente.
M

AGENDA PARA JANEIRO DE 2018



Dia 18 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Luisa.

AGENDA PARA JANEIRO DE 2018

Proposta de Luisa
Dia 4 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba “ Mu para formar as nossas palavras. A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas facultativo e um complemento.
Dia 11 - Reticências com a frase “Vamos à procura a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia 18 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Luisa.
Dia 25Fotografando as palavras de outros sobre o seguinte poema
Uma após uma as ondas apressadas
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva spuma
No moreno das praias.
Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o spaço
Do ar entre as nuvens scassas.
Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.
Só uma vaga pena inconsequente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.
Obras Completas de Fernando Pessoa, IV Odes de Ricardo Reis
Edições Ática – Lisboa, Outubro 1983

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Licínia
DA SIMPLICIDADE

Escondo-me atrás de coisas simples,
para que me encontres.
Se não me encontrares, encontrarás as coisas,
tocarás o que minha mão já tocou,
os traços juntar-se-ão de nossas mãos,
uma na outra.
A lua de agosto brilha na cozinha
como pote estanhado (pela razão já dita),
ilumina a casa vazia e o silêncio ajoelhado,
este silêncio sempre ajoelhado.
Cada palavra é a partida
para um encontro - muita vez anulado –
e só é verdadeira quando, para esse encontro,
ela insiste, a palavra.
 
Yannis Ritsos, tradução de Eugénio de Andrade

9. Zambujal

8. Mena M.



«Escondo-me atrás de coisas simples, para que me encontres.»

7. M.

 

«Escondo-me atrás de coisas simples,
para que me encontres.
Se não me encontrares, encontrarás as coisas,
tocarás o que minha mão já tocou,
os traços juntar-se-ão de nossas mãos,
uma na outra.»

6. Luisa



 
"Cada palavra é a partida 
para um encontro - muita vez anulado -"

5. Licínia



“Escondo-me atrás de coisas simples/para que me encontres.”

4. Justine



 “se não me encontrares, encontrarás as coisas,…”

3. Isabel



"...Cada palavra é a partida 
para um encontro - muita vez anulado..."

2. Bettips



"Escondo-me atrás de coisas simples 
para que me encontres."

1. Agrades



“Escondo-me atrás de coisas simples.” 

quinta-feira, dezembro 21, 2017

A MINHA ÁRVORE DE NATAL





E os meus desejos de Feliz Natal para quem por aqui passar. 
M

AGENDA PARA DEZEMBRO DE 2017

Proposta de Licínia
Dia 28Fotografando as palavras de outros sobre o poema
 
DA SIMPLICIDADE
 
Escondo-me atrás de coisas simples,
para que me encontres.
Se não me encontrares, encontrarás as coisas,
tocarás o que minha mão já tocou,
os traços juntar-se-ão de nossas mãos,
uma na outra.
A lua de agosto brilha na cozinha
como pote estanhado (pela razão já dita),
ilumina a casa vazia e o silêncio ajoelhado,
este silêncio sempre ajoelhado.
Cada palavra é a partida
para um encontro - muita vez anulado –
e só é verdadeira quando, para esse encontro,
ela insiste, a palavra.
Yannis Ritsos, tradução de Eugénio de Andrade

O DESAFIO DE HOJE



Dia 21 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Licínia.

9. Teresa Silva

Engraçada esta trupe. Vão representar ou fazem parte de uma manifestação? 
Teresa Silva

8. Mena M.

Mas que salgalhada de ideias me trouxe esta foto da Licínia: um senhor lá atrás que me fez pensar no Sheriff de Nottingham do Robin Hood, um outro que toca um instrumento musical que parece um barco, o terceiro de microfone na mão, como se estivesse a apresentar "Os Ídolos"! Do canhão irá sair uma chuva de papelinhos dourados? 
Mena

7. M.

Mal olhei para esta fotografia, lembrei-me de Dom Quixote e Sancho Pança do livro de Cervantes. Provavelmente, ao associar estes homens aos outros dois, fujo bastante à descrição que o escritor faz dos seus heróis mas assim os fantasiei, talvez porque, quando leio um livro, construo a minha imagem dos ambientes e personagens, por muito pormenorizada que seja a descrição. Penso ser essa a razão de, salvo raríssimas excepções, evitar ver filmes baseados em livros de que gostei muito. É como se me roubassem o pensamento e a vida que intimamente partilhei com as personagens que conheci num determinado contexto e que se tornaram reais para mim. Bem sei que no caso dos realizadores é também a sua interpretação que nos é oferecida, e que costumo apreciar, mas há momentos em que não desejo conhecê-la, talvez porque interfere com o que vivi num ambiente que me pertenceu, e a que pertenci.
M

6. Luisa

Cantemos e dancemos.
Luisa

5. Licínia

Esta foto é da representação teatral de um episódio histórico da chamada “Fiesta del Desarme”, que se celebra todos os anos em Oviedo (Espanha). Porque se trata de história e tradição com algum interesse, proponho que consultem a net onde há muito material sobre isto, nomeadamente, como introdução, https://es.wikipedia.org/wiki/El_desarme. Está em castelhano, não encontrei em português, mas o essencial creio que será entendível. 

4. Justine

Ao primeiro olhar distraído pareceu-me um bando de malfeitores com um canhão, estandarte bélico e um deles abraçado a uma arma estranha! Ao segundo olhar, mais atento e sorrindo, reconheci três músicos bonacheirões, tendo em punho dois objectos próprios para produzir aquela outra arma de incomparável força: a canção! 
Justine

3. Isabel

Piratas modernos, que falam ao microfone e andam em terra! 
Isabel

2. Bettips

Cada terra com seu uso / Cada roca com seu fuso. 
E não está má, a ideia dos confrades espanhóis: canções contra canhões! 

Bettips

1. Agrades

Guerra e Paz; Guerra devido ao canhão, paz pela música. 
Agrades

quinta-feira, dezembro 14, 2017

AGENDA PARA DEZEMBRO DE 2017



Dia 21 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Licínia.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Licínia
Dia 14 - Reticências com a frase “Então vamos lá a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

11. Zé Viajante


Então vamos lá prender o animal enquanto vamos ali à tendinha bater um papo e beber um copo de três. 
Zé Viajante

10. Zambujal

Então vamos lá a iniciar o texto:
era uma vez uma escola, e com ela vieram lombas e sinais para moderar o trânsito e avisar que por ali havia crianças a correrem de mãos dadas. Estão lá as lombas e o sinal que proibe velocidades a mais de 30; o das crianças a correrem de mãos dadas foi-se embora, foi com as crianças, isto é, com a vida e o futuro da aldeia. Mas – atenção – a história não fica por aqui… pelas reticências finais deste texto.

Ah!, e não esqueci a fotografia:





Zambujal

9. Teresa Silva



Então vamos lá andar mais um pouco e depois descansar naquele banco que espera por nós.
Teresa Silva

8. Mena M.



Então vamos lá a ver se alguém me sabe dizer onde tirei esta fotografia. 
Mena

7. M.



Então vamos lá dar umas pinceladas nesta parede e transformá-la numa paisagem dentro da paisagem. Primeiro o sol, bem amarelo, espalhando alegria luminosa à sua volta, para podermos brincar até que o dia recolha o cansaço e o céu da noite apareça polvilhado de estrelas brilhantes a desafiar-nos o olhar. Não que os meninos se tenham manifestado com estas palavras, fui eu que as imaginei como pensamentos seus quando alguém da família lhes pôs à mão latas com restos de tinta, pincéis e rolos há anos adormecidos na velha arrecadação. 
M

6. Luisa



Então vamos lá aos saldos nesta loja há muito fechada. 
Luisa

5. Licínia



Então vamos lá, que alguém nos espera do outro lado dos montes. 
Licínia 
Por essa Espanha fora, de regresso das Astúrias.

4. Justine



Então vamos lá de novo a Serralves! Rever a Casa, nem que seja apenas por fora; respirar o ar limpo do jardim, num passeio ao acaso; descobrir aquela janela que deixa entrar uma luz diferente, a luz diferente do arquitecto inovador. Só isso seria suficiente – é sempre suficiente. Mas desta vez há ainda algo mais: visitar a excelente exposição com novos trabalhos de escultura de Jorge Pinheiro, sempre a reinventar-se. Então vamos lá! 
Justine

3. Isabel



Então vamos lá escrever um texto! E nesta altura do ano, que texto melhor se pode escrever que um texto a desejar um Feliz Natal e Ano Novo a todos os "colegas" do PpP? É Isso: Feliz Natal para todos e que o Ano Novo permita a realização de todos os sonhos! 
Isabel

2. Bettips



Então vamos lá descobrir que história de pasmar tem esta capelinha no meio da vidraria e vidralhada que lhe serve de fundo! Quando a zona da Boavista era considerada como um arrabalde da cidade do Porto, onde os burgueses e mercadores ricos tinham as suas casas de veraneio, um comerciante, António de Almeida Saraiva, mandou construir nesses terrenos uma casa agrícola, de linhas simples, com uma capela de estilo barroco num dos lados. Falamos do séc. XVIII, mais precisamente do ano de 1748. Chamou à quinta “Quinta do Bom Sucesso” e a capela tem o nome de Senhora do Bom Sucesso. A casa da quinta é hoje um restaurante-bar, mantendo-se a capela com abertura em alguns dias de culto. Considerada como património arquitectónico classificado, ficou integrada no arranha-céus de vidro do Shopping Cidade do Porto. Muita controvérsia houve sobre a autorização desta construção do centro comercial... mas ela lá está, de pedra e cal, ou melhor “vidro”. Por acaso, nunca a encontrei aberta, à capela. Mas trabalhava ali tão perto que me lembro dos terrenos agrícolas onde, volta e meia, pastavam vacas. 
Bettips

1. Agrades



Então vamos lá... se o meu peito não me engana, havemos de ir a Viana! 
Agrades

quinta-feira, dezembro 07, 2017

AGENDA PARA DEZEMBRO DE 2017

Proposta de Licínia
Dia 14 - Reticências com a frase “Então vamos lá a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.