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quinta-feira, dezembro 13, 2018

AGENDA PARA DEZEMBRO DE 2018



Dia 20 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Jawaa.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Jawaa
Dia 13 - Reticências com a palavra “Quando a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

13. Zé Viajante



Quando os vi, ali abandonados, descartáveis, senti um desejo imenso de os levar para casa. Não calhou, na altura. Ao voltar, já tinham encontrado outro lar. Tive pena. 
Zé Viajante

quarta-feira, dezembro 12, 2018

12. Zambujal



Quando
e enquanto
numa esquina de Nova Iorque
Zambujal

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QUANDO? Enquanto encant(ament)o calava palavras.
                       Em Cabo Verde!


 Zambujal


NOTA: Porque não juntar estes dois textos? Foi engano do Zambujal que só depois deu por ele, mais os ??? da Justine mas, como se vê, cabem ambos no mesmo tema. Nova Iorque ou Cabo Verde, que importância tem isso? Ambos os lugares podem ser de "encant(ament)o", de quando e de enquanto.
M
 

11. Teresa Silva



Quando entrei fiquei admirada com o chão tão fora do vulgar. Gosto da forma geométrica. 
Teresa Silva

10. Rocha/Desenhamento



Quando fomos metidos no Vera Cruz e nos levaram à Terra dos Dembos, logo vimos (como naquela revista americana de guerra a cores) que era muito difícil saber um minuto que fosse sobre o voltar quando. 
Rocha de Sousa

9. Mónica



Quando vêm as primeiras chuvas o pequeno canteiro que sobrou e as brechas que teimam no pátio cimentado enchem-se de ervas daninhas, ortigas e hortelã. Até ao Verão, quando apetece usar o pátio, tenho uma luta de consciência entre “vou arrancar as ervas” e “alguém há-de arrancar as ervas” antes que dominem o pátio. Não parece mas deste pequeno canteiro, da brecha e das juntas entre o pavimento e a parede cresce um matagal, que é preciso cortar (de luvas, tesoura e maçarico), ensacar e levar para o lixo. Até agora deixei para os “alguém” a tarefa de aniquilar o matagal. Este ano resolvi tomar conta do canteiro, transladei para lá uma planta que tinha num vaso dentro de casa que já me incomodava a altura da planta e estarei atenta às daninhas e às ortigas. Espero que a planta, que tem muito valor afetivo, sobreviva. Que seja ainda mais forte e resistente às minhas regas ensopadas e securas prolongadas. Deixo-vos aqui o testemunho que está viva e feliz de ramos no ar desde que aqui está no canteiro. 
Mónica

8. Mena M.



Quando me atraso e não mando a minha participação a horas fico fora de jogo, como aconteceu na semana passada. Mea culpa, mea maxima culpa! Ainda não me habituei à ideia de mandar tudo para o mês inteiro, acho mais desafiante mandar semana a semana. A M. foi sempre generosa e muitas vezes deixou a janela em branco à espera da minha foto. Mas as regras são para se cumprirem e tenho que me organizar. Assim sendo, mato 2 coelhos de uma só cajadada e mando a foto que teria mandado na passada semana, para ilustrar a palavra "vigilante".

Mena

7. Margarida



Quando um dia eu for grande, grande e sábia, vou então entender as pétalas. Porque se combinam desta ou daquela forma, como se sobrepõem em cachos ou em rosáceas de cores infinitas. Umas pequenas outras grandes, algumas gordas outras finas, sedosas ao toque ou irritadiças ao tacto. Quando um dia eu entender as pétalas, nesse dia então, entenderei melhor também as gentes. Nós todos. Eu mesma. E nesse dia, em que pétalas e eu nos fundirmos, esse dia será mais bonito. 
Margarida

6. M.



Quando é palavra de que a memória se serve para falar de si. Na minha cabe este pequeno presépio em cartolina fina que pertenceu à minha Tia Chanel. Na parte de trás reconheço a sua letra de adulta: Natal de 1944. Não faço ideia se o recebeu de presente, mas é-me fácil imaginar que se terá encantado com a graciosidade das figuras e o comprou. Não me admiro, gostava de coisas simples. Lembro-me de o ver pousado na velha cómoda do seu quarto durante as festas natalícias e da ternura que eu sentia dentro de mim ao olhá-lo. Trouxe-o comigo depois da sua morte aos 94 anos. Entre os poucos objectos guardados nas gavetas da cómoda estava o pequeno presépio das nossas vidas. 
M

5. Luisa


 
Quando começam a cair as primeiras folhas, recolho-me em casa à espera da Primavera. 
Luisa

4. Licínia



Quando o meu gato se lembra de me ofertar um gafanhoto, eu fico pregada ao chão, sem me mexer, com medo que o saltitão salte mesmo para cima de mim. Não sei a que se deve esta reacção, mas os seres humanos têm comportamentos tão imprevisíveis como o salto deste inocente bichinho. O gato deve achar imensa graça à cena. 
Licínia

3. Justine



Quando não está a chorar, tem vontade de chorar. Quando não está a dormir, quer adormecer. Quando não tem que comer, tem uma fome adiada. Quando tem vontade de morrer, quer viver. 
Justine

2. Bettips



Quando a esmola é grande, o pobre desconfia – ou devia desconfiar! E é verdade: a casa era um sossego, tinha bom aspecto (o anexo à casa era bem descrito, um pátio simpático, os interiores mostrados “de esguelha” como quando... se quer dar boa impressão e esconder algo ), as condições regulares, o espaço lindíssimo e perto de uma das minhas praias preferidas, as pessoas, agradáveis, não viviam lá, entregavam-nos o espaço todo e o jardim. Pensava-se nuns dias livres e de sonho, e a chegada foi luminosa. Excepto na humidade e as canalizações que entupiram no primeiro dia, no básico mais básico! 
Bettips

1. Agrades



Quando vejo num vetusto painel de azulejos uma mulher a catar piolhos, dá-me vontade de fotografar! 
Agrades

quinta-feira, dezembro 06, 2018

AGENDA PARA DEZEMBRO DE 2018

Proposta de Jawaa
Dia 13 - Reticências com a palavra “Quando a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Jawaa
Dia 6 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba “Vi" para formar as nossas palavras. O foco tem de estar todo, e apenas, na ligação entre a palavra que escolhermos para a sílaba proposta e a fotografia que a expressará, quer se trate de um objecto ou de um conceito.

12. Zé Viajante



Villa dos Poetas

11. Zambujal


(foto tirada ao computador, em arquivo RTP, 27Abril1974)

Vivi!
e cada vez que esta memória me visita
é como se acordasse para a vida de novo.

Zambujal

10. Teresa Silva



Viela

9. Rocha/Desenhamento



                                        Vi

8. Mónica



O que faz o vinho na minha cozinha

7. Margarida (uma amiga da Mónica que se junta a nós)



Pedra trea fonte de vida

6. M.



Vivências

5. Luisa



Vizinhos em mudança para alojamento local

4. Licínia



Ovinos

3. Justine



Convivências

2. Bettips



Viveiros

1. Agrades



Viola

quinta-feira, novembro 29, 2018

AGENDA PARA DEZEMBRO DE 2018



Dia 20 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Jawaa.

AGENDA PARA DEZEMBRO DE 2018

Proposta de Jawaa
Dia 6 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba “Vi para formar as nossas palavras. O foco tem de estar todo, e apenas, na ligação entre a palavra que escolhermos para a sílaba proposta e a fotografia que a expressará, quer se trate de um objecto ou de um conceito.
Dia 13 - Reticências com a palavra “Quando a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia 20 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Jawaa.
Dia 27 - Fotografando as palavras de outros sobre
HISTÓRIA ANTIGA
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Isabel
Dia 29 - Fotografando as palavras de outros sobre o excerto
"O mesmo para a solidão: deixas-te ir, deixas as lágrimas correr, sentes a solidão completamente, mas por fim és capaz de dizer «Pronto, este foi o meu momento com a solidão. Não tenho medo de sentir-me só, mas agora vou pôr essa solidão de lado e saber que há outras emoções no mundo, e que as vou experimentar também»."

Pág. 128 de Às Terças Com Morrie de Mitch Albom, Sinais de Fogo Publicações

10. Teresa Silva

9. Rocha/Desenhamento

8. Mónica



 “... vou pôr essa solidão de lado...”

7. Mena M.



"Pronto, este foi o meu momento com a solidão. Não tenho medo de sentir-me só, mas agora vou pôr essa solidão de lado e saber que há outras emoções no mundo, e que as vou experimentar também."

6. M.

5. Luisa

4. Licínia

3. Justine



“… deixas-te ir, … sentes a solidão completamente…”

2. Bettips



 "... deixas-te ir, deixas as lágrimas correr..."

1. Agrades



"... há outras emoções no mundo..."

quinta-feira, novembro 22, 2018

AGENDA PARA NOVEMBRO DE 2018

Proposta de Isabel
Dia 29 - Fotografando as palavras de outros sobre o excerto

"O mesmo para a solidão: deixas-te ir, deixas as lágrimas correr, sentes a solidão completamente, mas por fim és capaz de dizer «Pronto, este foi o meu momento com a solidão. Não tenho medo de sentir-me só, mas agora vou pôr essa solidão de lado e saber que há outras emoções no mundo, e que as vou experimentar também»."

Pág. 128 de Às Terças Com Morrie de Mitch Albom, Sinais de Fogo Publicações

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Isabel
Dia 22Jornal de Parede

13. Zé Viajante

12. Zambujal

11. Teresa Silva



Cromeleques dos Almendres, um passeio até à pré-história.

10. Rocha/Desenhamento

9. Mónica



Espetáculos com sala quase vazia. No nosso único espaço público nacional que serve e apoia a dança. O bilhete mais barato pode custar 5 € mas por 10 € já é irrecusável, há descontos para quem tem o passe LisboaViva. Reportório clássico ou contemporâneo. Pelo preço e pelo que representa na nossa pobre cultura. Teatro Camões, ao lado do Oceanário. Em frente ao rio Tejo. Não deixem morrer como já morreu o Ballet Gulbenkian. https://www.cnb.pt/

8. Mena M.

7. M.

6. Luisa

5. Licínia



Aguardo clientes. Atendimento personalizado.

4. Justine

3. Isabel



A minha casa

A minha casa tem uma mesa e seis cadeiras,
dois sofás pachorrentos,
raras flores e uma estante.
Em cima da estante, livros
e um boneco grotesco trazido do Peru,
que me olha
como se o intruso fosse eu.
Eu entro e saio todos os dias da minha casa,
mas só a vejo em dias como hoje,
quando ela está vazia e silenciosa.

Poema de João Melo
Retirado da colecção de livros da Revista Visão

2. Bettips