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quinta-feira, fevereiro 23, 2017

AGENDA PARA MARÇO DE 2017



Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Agrades.

AGENDA PARA MARÇO DE 2017

Proposta de Agrades
Dia 2 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba  “Ju” para formar as nossas palavras. A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas facultativo e um complemento.
Dia 9 - Reticências com a frase “Sem dúvida” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Agrades.
Dia 23 - Jornal de Parede
Dia 30Fotografando as palavras de outros sobre o texto
Quinze anos e meio. O corpo é delgado, quase frágil, seios de criança ainda, pintada de rosa-pálido e vermelho. E depois esta vestimenta que podia fazer rir e de que ninguém ri. Bem vejo que tudo se joga aí. Tudo se joga aí e nada está ainda jogado, vejo-o nos olhos, tudo está nos olhos. Quero escrever. Já o disse à minha mãe: o que eu quero é isso, escrever.”
Marguerite Duras, O Amante, Difel.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Zambujal
Dia 23Fotografando as palavras de outros sobre o texto

Os alunos
Dia após dia nega-se às crianças o direito a serem crianças. Os factos, que troçam deste direito, ministram os seus ensinamentos na vida quotidiana. O mundo trata os meninos ricos como se fossem dinheiro, para que se habituem a agir como age o dinheiro. O mundo trata os meninos pobres como se fossem lixo, para que se transformem em lixo. E aos do meio, aos que não são ricos nem pobres, tem-nos atados aos pés do televisor, para que cedo aceitem, como destino, a vida prisioneira. Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças.

Eduardo Galeano, De pernas para o ar, A escola do mundo às avessas, Editorial Caminho – colecção nosso mundo, 2002 (edição original: 1999)

10. Zambujal

9. Rocha/Desenhamento

                                         
O texto que lemos indicia imagens que pousam dramaticamente nos nossos olhos, meninos da margem, lugares de pobreza e da fome. Li textos desses e ocorreu-me a memória desta menina da pintora Paula Rito, que viveu assim. O pudor obrigou-me a escolher o essencial, porque aí está tudo o que se vê com outro ângulo. 
RS

Paula Rito 2012 50 x 70 cm 

8. Mena M.



"Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças."

7. M.

6. Luisa

5. Licínia



"Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças."

4. Justine

3. Bettips

2. Benó



"Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças."

1. Agrades



"Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças."

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

AGENDA PARA FEVEREIRO DE 2017

Dia 23Fotografando as palavras de outros sobre o texto
Os alunos
Dia após dia nega-se às crianças o direito a serem crianças. Os factos, que troçam deste direito, ministram os seus ensinamentos na vida quotidiana. O mundo trata os meninos ricos como se fossem dinheiro, para que se habituem a agir como age o dinheiro. O mundo trata os meninos pobres como se fossem lixo, para que se transformem em lixo. E aos do meio, aos que não são ricos nem pobres, tem-nos atados aos pés do televisor, para que cedo aceitem, como destino, a vida prisioneira. Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças.
Eduardo Galeano, De pernas para o ar, A escola do mundo às avessas, Editorial Caminho – colecção nosso mundo, 2002 (edição original: 1999)

O DESAFIO DE HOJE



Dia 16- Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Zambujal.

10. Zambujal

Esta foi em 2008.

Comemorava-se, com almoço na pousada dos Castelos, a efeméride do

     ocorrido a 16 de Março nas Caldas da Rainha (não o acto falhado de 74

     mas o parto bem sucedido de 47!).

Com palavras “vinícias” de eternidade-enquanto-dure

     dentro dos olhares. 
  … e vai sendo eterno.

Zambujal

9. Teresa Silva

Bonito contraluz onde o encarnado da camisola, do sumo no copo e do reflexo sobre a mesa, tornam a figura em menor realce numa zona de menos luz.
Teresa Silva

8. Mena M.

Intimista esta bela fotografia.
Excelente jogo de sombras, luz e cor, perfeita homenagem ao Amor.

Mena

7. M.

O Silêncio do Olhar

Sentaram-se ambos entre as tonalidades e a luz do lugar e ela disse simplesmente: - Como tudo isto é bonito!
Depois calou-se porque as palavras seriam excessivas dentro do silêncio do olhar.

M

6. Luisa

Pareceu-me ouvir tocar à porta. Será ele? Que venha depressa para a flor não murchar. 
Luisa

5. Licínia

Na tarde cor de cinza, todas as cores se diluíram. Nem o vermelho das telhas, nem o verde da folhagem, nem o ocre da terra, lá em baixo, no vale, nada escapou ao apagamento, como se um véu translúcido se empenhasse a encobrir o azul do céu. Na casa, a mulher deixou-se ficar, serena, tão longe da tristeza como da alegria, o olhar fitando um vulto conhecido a que chamava, tantas vezes, ainda que o não dissesse, amor-coragem. Foi ele que a fixou, na foto que julgou a preto e branco, mas que afinal se revelou acesa de vermelho, resistindo à cinza, continuando.
Licínia

4. Justine

Ela a pensar que já era velha! Ela pensativa, nesse dia do seu aniversário, em que ele a convidou para almoçar e ela disse que sim! Foi uma alegria pensativa, a desse dia: como seria daí para a frente? Como seria começar a ser velha?
Hoje, uma década passada, sabe que as suas inquietações não faziam sentido. Hoje sabe dos caminhos que entretanto percorreu, e dos que tem ainda vontade de percorrer.
E, como então, ele continua a convidá-la para almoçar, ela continua a dizer que sim! 
Justine

3. Bettips

“Grande coisa é o amor” 

Amo porque amo, amo para amar 
grande coisa é o amor, contando 
que vá ao seu princípio, 
volte à sua origem, 
mergulhe em sua fonte, 
sempre beba donde corre sem cessar. 

A frase lembrei-a eu ao olhar a fotografia. O texto é de S. Bernardo de Claraval, monge cisterciense do séc. XI, retirado da wiki. 
Bettips

2. Benó

Ao olhar a foto imediatamente me recordei da canção do Vitorino 

“Menina que estás à janela 
com o teu cabelo à lua 
não me vou daqui embora 
sem levar uma prenda tua.” 
.......... 
.......... 

Embora a menina que está à janela, no seu perfil sereno e sério, me pareça, mais, estar a pensar no filho que está longe. 
Benó

1. Agrades

Na penumbra acolhedora, um ser sereno medita.
Sentirá e agradecerá o conforto dos objetos que o rodeiam? Julgará a sorte dos menos afortunados que estão para lá da vidraça? Ou antevê, apenas, o embaraço que nos provoca? Mistérios... 
Agrades

quinta-feira, fevereiro 09, 2017

AGENDA PARA FEVEREIRO DE 2017



Dia 16- Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Zambujal.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Zambujal
Dia 9 - Reticências com a frase “Então era assim...” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

11. Zambujal


Então era assim… estaria eu a chegar aos 20 anitos. Num 5 de Outubro, levado por colegas (más companhias…) e republicanismo paterno, fui ao Alto de S. João homenagear os de 1910. Fomos recebidos assim. Depois, com o correr das primaveras, reincidi… e foi piorando. 
Zambujal 
(foto de mural de Rogério Ribeiro numa cela do Forte de Peniche)

10. Teresa Silva



Então era assim que se revestiam as casas para melhor as proteger. É uma pena que se utilizem tão pouco os azulejos nos dias de hoje. 
Teresa Silva

9. Rocha/Desenhamento



Então era assim: a luz matinal enfim bem aberta e os regressos de uma pesca morosa e mal apoiada quanto a instrumentos ou modos de segurança. Tudo era memória remota, rotina de sobrevivência dia a dia. Este olhar meio desfocado, numa deriva pelas areias repousadas, lembra-nos outro lado das coisas: a pobreza e a humanidade das entregas e os recomeços: então era assim todos os dias. 
Rocha de Sousa

8. Mena M.



Então era assim, com este à-vontade, que aquela mãe teclava no "espertinho", enquanto os filhos pequenitos, sentados num trenó, desciam a colina, por entre as árvores, a uma velocidade respeitável. 
Mena

7. M.



Então era assim durante parte da minha juventude, quando passava férias em família numa aldeia escondida na serra do Buçaco. A electricidade não tinha ainda atravessado aquela paisagem de tons maravilhosos onde coelhos bravos e javalis fugiam de nós, águias sobrevoavam a pureza do ar e pássaros de todos os tamanhos cantavam ao desafio. Todo este ambiente quase selvagem nos encantava e até o ritual de acender o candeeiro Petromax era um momento de expectativa e aventura. Essa tarefa cabia ao meu Pai e tanto quanto me lembro, era necessária muita perícia no manuseamento da bomba de ar que pressionava o petróleo no depósito em baixo e o fazia subir e cair, vaporizado, por um orifício pequeno, dentro de uma camisa em forma de lâmpada a que previamente se tinha chegado fogo. Quando tudo corria bem, a camisa não se desfazia, ficava incandescente e a luz produzida era muito clara e de grande intensidade.
Depois da morte dos meus Pais e da electricidade chegar à aldeia, nós os que ficámos electrificámos a casa e continuamos a passar ali alguns dias de férias, com o candeeiro pendurado a fazer a ligação entre o passado e o presente. 
M

6. Luisa



Então era assim o jardim onde brincava na minha infância. Nada mudou excepto os carros que nesse tempo nem se viam por ali. 
Luisa

5. Licínia



Então era assim, a miúda passava todos os dias à mesma hora defronte do café dos velhos que a seguiam com olhos saudosos de juventude. A miúda não reparava neles, ia sempre apressada, segura de querer chegar onde a esperavam. Foi assim até ao dia em que a atenção dela foi tocada por um baque surdo e uma vozearia de aflição. Virou-se, deu uns passos atrás, disse, precisa de ajuda. Ajude-me a levantar, menina, que estes velhos não conseguem. Ela sorriu, abraçou-o pelas costas e ergueu-o. Estava pálido, ela só foi embora quando o viu sentado e a beber um copo de água. Os outros velhos diziam frases desgarradas, que coisa, tu vê lá, estás bem, ó pá atiraste-te para o chão para a miúda te agarrar, cala-te lá. 
Entre dois golos, ele só disse, baixinho, é tão bonita. 
Licínia

4. Justine



Então era assim, há uns 60 anos atrás, quando as famílias iam “a banhos”: as crianças eram agarradas pelo banheiro, e por mais que gritassem e esperneassem, eram levadas até à rebentação e aí submersas por momentos. Depois, chorando assustadas, eram amorosamente envolvidas pelas mães numa toalha de praia, e postas ao sol a secar, como qualquer peça de roupa amachucada.
Desde aí permanece, na idosa senhora, um medo incontrolável pelo mar, e uma incapacidade de mergulhar, mesmo num lago.
E hoje maravilha-se ao ver a alegria despreocupada com que os netos brincam com as ondas, ou se atiram para dentro da piscina.
Mas então era assim, no tempo em que ela era criança… 
Justine

3. Bettips



Então era assim... que não era, a minha amada cidade, em 1971, quando cheguei à mansão de Doreen S. e à sua família, às suas pratas, à sua vivenda de jardins, de cave, rés-do-chão, 1º andar, 2º andar e “attic” onde eu dormia. Zona de privilégio, sinais exteriores de calma e interiores de riqueza, diziam que se podia ver dali a casa de Paul McCartney!
Entre as muitas obrigações diárias de uma “au pair”, tinha de dar de comer à Pip precisamente às 5 p.m, the dog tea-time, e levá-la a passear em Hampstead Heath.
Então era assim... que (não) era, nem eu nem a cidade, ponteada agora de prédios no horizonte! 
Bettips

2. Benó



Então era assim que enroladinha, ternamente quieta, todas as manhãs ela esperava que a porta da cozinha se abrisse e lhe fosse servido o pequeno almoço. As suas sopinhas de papo-seco em leite morno deliciavam-na desde que aparecera no Jardim e fora acarinhada por todos. Numa tigela de inox comprada especialmente para a senhora gata o pão amolecia no leite que ela lambia até desaparecer a última gota. Mas, antes de iniciar a sua refeição matinal, a única que vinha tomar a nossa casa, a Tareca esfregava-se languidamente nas minhas pernas como só as gatas sabem fazer.
Foi assim que este ritual se praticou, durante algum tempo, com prazer para nós e satisfação para ela, suponho. Mas a Tareca era gata de rua e, tal como tinha aparecido assim desapareceu sem uma adeus, sem um miado.
Deixou saudades. 
Benó

1. Agrades

Então era assim a vida à beira Tejo há muitos anos...
Agrades

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

AGENDA PARA FEVEREIRO DE 2017

Proposta de Zambujal
Dia 9 - Reticências com a frase “Então era assim...” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Zambujal
Dia 2 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílabaHe” para formar as nossas palavras. A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas facultativo e um complemento.

11. Zambujal



Hesitei?... Não! 
Foi pôr o outro pé à frente e continuar pela esquerda! 

Zambujal

10. Teresa Silva



Hebraico

Fotografia tirada na Sinagoga do Museu Hebraico na antiga Judiaria de Córdova.
Teresa 

9. Mena M.



Helicóptero

8. M.



Helicópteros

Helicópteros que levantam voo e pousam em pistas improvisadas pela imaginação e dedinhos de meninos. Que importa a desproporção entre os vários elementos que compõem a fotografia? A mim encanta-me o convívio entre fantasia e realidade, uma boa ajuda para conseguir lidar melhor com as desproporções que encontramos na vida de adultos. 
M

7. Luisa



Hesitação

6. Licínia



Heliotropia

5. Justine



Jardim hederoso

4. Isabel


Hera

3. Bettips



Heresia

Repare-se na representação do “diabo” e da Senhora com os anjos mas com uma moca na mão, pronta a esmagar o “herege” e assim acabar com a Heresia. 
Bettips

2. Benó


Herói

Esta estátua encontra-se na Pousada Infante de Sagres.
Benó

1. Agrades



Hera

quinta-feira, janeiro 26, 2017

AGENDA PARA FEVEREIRO DE 2017



Dia 16- Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Zambujal.

AGENDA PARA FEVEREIRO DE 2017

Proposta de Zambujal
Dia 2 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílabaHe” para formar as nossas palavras. A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas facultativo e um complemento.
Dia 9 - Reticências com a frase “Então era assim...” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia 16- Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Zambujal.
Dia 23Fotografando as palavras de outros sobre o texto
Os alunos
Dia após dia nega-se às crianças o direito a serem crianças. Os factos, que troçam deste direito, ministram os seus ensinamentos na vida quotidiana. O mundo trata os meninos ricos como se fossem dinheiro, para que se habituem a agir como age o dinheiro. O mundo trata os meninos pobres como se fossem lixo, para que se transformem em lixo. E aos do meio, aos que não são ricos nem pobres, tem-nos atados aos pés do televisor, para que cedo aceitem, como destino, a vida prisioneira. Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças.
Eduardo Galeano, De pernas para o ar, A escola do mundo às avessas, Editorial Caminho – colecção nosso mundo, 2002 (edição original: 1999)

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Rocha/Desenhamento
Dia 26Fotografando as palavras de outros sobre o excerto
«Partiram imediatamente. A duzentos metros da quinta, Marat tomou Annie pelo braço e conduziu-a para um silvado; muito próximo, descobriram o desenho de um carreiro que descia entre as árvores. Um pouco mais longe um assobio fê-los ocultar-se no arvoredo; o cura e as suas tropas, em fila indiana, lançados em bicicleta, ultrapassaram-nos silenciosamente, quase roçando-os. De novo não mais do que os ruídos da Primavera: o coaxar das rãs, o trilar dos grilos, o apelo de uma coruja, o canto do rouxinol.
Depois, ao longe, o rolar de um comboio na linha principal.»
Roger Vailland, Cabra Cega

9. Teresa Silva

8. Mena M.



«...muito próximo, descobriram um desenho de um carreiro que descia entre as árvores...»

7. M.



«De novo não mais do que os ruídos da Primavera: o coaxar das rãs, o trilar dos grilos, o apelo de uma coruja, o canto do rouxinol.»

6. Luisa



"...descobriram o desenho de um carreiro que descia entre as árvores..."

5. Licínia



"Um carreiro que descia entre as árvores"

A floresta de Soignes, em Bruxelas.

4. Justine



 “…; muito próximo, descobriram o desenho de um carreiro que descia entre as árvores.”

3. Bettips



"Depois, ao longe, o rolar de um comboio na linha principal." 

Escolhida esta foto do comboio do Tua porque a 1ª edição deste livro, traduzida em português, é de 1959 e a foto é de 1968! 
Bettips

2. Benó


"Depois, ao longe, o rolar de um comboio na linha principal."

1. Agrades



 «O cura e as suas tropas, em fila indiana.»

quinta-feira, janeiro 19, 2017

AGENDA PARA JANEIRO DE 2016

Proposta de Rocha/Desenhamento
Dia 26Fotografando as palavras de outros sobre o excerto
«Partiram imediatamente. A duzentos metros da quinta, Marat tomou Annie pelo braço e conduziu-a para um silvado; muito próximo, descobriram o desenho de um carreiro que descia entre as árvores. Um pouco mais longe um assobio fê-los ocultar-se no arvoredo; o cura e as suas tropas, em fila indiana, lançados em bicicleta, ultrapassaram-nos silenciosamente, quase roçando-os. De novo não mais do que os ruídos da Primavera: o coaxar das rãs, o trilar dos grilos, o apelo de uma coruja, o canto do rouxinol.
Depois, ao longe, o rolar de um comboio na linha principal.»
Roger Vailland, Cabra Cega

O DESAFIO DE HOJE



Dia 19 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Rocha/Desenhamento.

11. Zambujal

COISAS ESPALHADAS PARA QUE PALAVRAS ESPELHEM UM OLHAR…
 
Zambujal

10. Teresa Silva

Imagem curiosa. Gosto principalmente dos tons de verde e dos reflexos na água um pouco pantanosa. As loiças sobressaem, destacando-se o sapo muito colorido. Jardim do Museu de Lisboa ou nas Caldas da Rainha?
 
Teresa Silva

9. Mena M.

Que grande confusão!
Que faz um sapo a puxar a carruagem da Cinderela?
Ou estará à espera do beijo da princesa?

Mena

8. M.

Estranha fotografia esta. Naquelas águas esverdeadas vejo o que me lembra o capacete de um viking. Lançado ali? Juntamente com a cabeça do dito viking? Sei lá, não me espantaria que isso acontecesse depois de algum duro combate travado com adversários mal pusessem os pés em terra vindos do norte da Europa.
E, por incompreensível que possa parecer, vem-me de imediato à cabeça (não de viking a minha) a música da série de desenhos animados Vickie que passavam na televisão de outros tempos e prendiam a atenção de crianças e adultos (eu incluída): “ei ei Vickie, ei Vickie ei, no mar a viajar, ei ei Vickie, ei Vickie ei, sempre a navegar...”. Era tão gracioso aquele menino ruivo! Que contraste!
 
M

7. Luisa

" Lembra-se o rio da minha terra natal, na chamada zona da Cruz do Bufo". Pergunto-me é se esta foto com o sapo é tirada do natural ou do Bordalo Pinheiro. 
Luisa

6. Licínia

A RÃ E A ABÓBORA
Um dia, não muito distante, por ironia do destino e do fotógrafo, encontraram-se no mesmo charco uma rã e uma abóbora, com algumas pedrinhas de permeio.
Perguntou a rã:
- Porque tens tão má cor, abóbora?
Retorquiu a abóbora:
- Porque és só metade verde?
Dito isto, ambas emudeceram e se quedaram aguardando explicações superiores.
Moral da história:

De pedrinha em pedrinha se faz uma fotografiazinha.”

Licínia

5. Justine

A água é verde – pressupõe águas paradas ou é apenas o reflexo da vegetação em redor? As pequenas esculturas em cerâmica dizem-me tratar-se de um jardim – público? privado? Nada consigo concluir, ficando intacto o encanto de uma fotografia ambígua que recusa revelar-se… 
Justine

4. Isabel

Intriga-me esta fotografia.
É natureza ou escultura?
Parece-me ver uma rã...azul?...Esverdeada?...
Gosto do reflexo das árvores na água e daquele pedaço de claridade que se descobre, reflectindo o céu.
Acima de tudo, intriga-me!
Natureza ou mão humana?

Isabel

3. Bettips

Os efeitos da fotografia não nos deixam perceber e descrever, com exactidão, o que se representa: lago, pedras, rã, água, reflexos. Mas “com as imagens dentro do meu olhar”, posso dizer que me veio à lembrança o lago, pouco estimado e sujo, do Jardim da Estrela. E a fauna e a flora que aí resistem, ao abandono. Acrescentam-lhe beleza as corridas encantadas das crianças e o passear dolente dos mais velhos, o voo apressado dos pássaros e o afago persistente das árvores antigas. 
Bettips

2. Benó

Reflexos no charco.

Benó

1. Agrades

Observando a foto, vejo rocha e desenhamento das folhas na água. 
Agrades

quinta-feira, janeiro 12, 2017

AGENDA PARA JANEIRO DE 2017



Dia 19- Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Rocha/Desenhamento.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Rocha/Desenhamento
Dia 12 - Reticências com a frase “Um dia, ao amanhecer” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

12. Zambujal



Um dia, ao amanhecer… 
Naquele dia, quando manhã começava a ser, levantei-me do aconchego no lugar de velhos lençóis de algodão e cobertores de papa, enrolei-me no roupão, enfiei os pés nas pantufas, e fui fazer o que me obrigava a sair de onde tão bem estava.
No regresso da casa de banho, os olhos até aí semi-cerrados abriram-se de espanto e encanto: no quintal, o sol de inverno recuperava à cobertura branca da geada o verde da relva. Ainda pensei ir lá perto, viver o só fotografado, sacrificar o apenas interrompido sono...
Com a temperatura a menos não sei quantos!? Fica para outro dia, ao amanhecer… 
Zambujal

11. Teresa Silva



Um dia, ao amanhecer, cheguei a Évora. Haverá cidade mais bonita em Portugal? 
Teresa

10. Mena M.



Um dia, ao amanhecer, fui à praia para assistir ao nascer do sol sobre o mar. Cheguei de língua de fora, pois corri cerca de 500m.
Já ia alto o sol, quando aquela nuvem gigante e escura resolveu finalmente deslocar-se para outras paragens. 
Mena