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quinta-feira, novembro 16, 2017

AGENDA PARA NOVEMBRO DE 2017

Proposta de Jawaa

Dia 23Jornal de Parede

O DESAFIO DE HOJE


Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Jawaa.

10. Zambujal

Um copo meio vazio de água cheio de flores e cor; um muito elegante adereço no balouço do tempo; uma ilusão de óptica de um copo a fazer de jarra assente sobre uma mesa de jardim.
Tudo isso (ou não…) num desafio interessante. 
Zambujal

9. Teresa Silva

A Primavera no Outono. Bonitas flores. 
Teresa Silva

8. Mena M.

Com flores se faz um brinde gigante. E por associação de ideias lembrei-me de um brinde que se fazia em casa dos meus avós e era assim: à saúde dos presentes, dos ausentes que pertencem aos presentes, ou que a eles venham a pertencer! 
Mena

7. M.

Por vezes há que ser criativo para conseguir manter visível a alegria da cor na transparência. Para que o mundo não esmoreça. 
M

6. Luisa

Inventemos alegrias. 
Luisa

5. Licínia

Um cálice é recipiente que sugere bons sabores, fortes odores, festividades. Quando assim suspenso, de grandes proporções, dando de beber a flores garridas, exorbita seus significados e pode ser chamado de Alegria. Tchim-tchim!
Licínia

4. Justine

Em primeiro plano, uma jarra com um colorido arranjo de flores, bem enquadrada por traves de madeira, quem sabe pertencentes a um telheiro de jardim. Muito interessante a perspectiva em que a fotografia foi feita, pois num olhar imediato se tem ideia de que a jarra está colocada sobre uma das mesas do jardim em segundo plano, e não pendurada na trave que a enquadra. Belo o conjunto, divertido o quase-engano para um olho mais distraído! 
Justine

3. Isabel

A foto é muito bonita. Ficamos com a ideia de que mostra um tempo e um lugar onde tudo de bom pode acontecer!

Isabel

2. Bettips

O dom de bem receber, ao nos depararmos com um vaso transparente, suspenso das palavras, cheio de flores. A mesa e as cadeiras estão mais à frente, a relva chama o olhar e o acolher, esperando a limpidez (o vidro) e alegria dos diálogos (as flores). 
Bettips

1. Agrades

Um cálice gigante a servir de jarra a um braçado de dálias, suspenso por um cordel para evitar contratempos, lembra-me um seu similar que outrora alojou, por algum tempo, um pobre peixinho vermelho…
Agrades

quinta-feira, novembro 09, 2017

AGENDA PARA NOVEMBRO DE 2017


Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Jawaa.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Jawaa
Dia 9 - Reticências com a palavra “Quando a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

10. Zambujal



Quando menos esperava, no meio do caminho tinha um bugalho. Não uma pedra, como no meio do caminho do Drummond de Andrade!
Quando vinha andando, e filosofando…, no meio do caminho tinha um bugalho.
Quando o meu pé ia terminar aquele passo para começar um outro, ainda me tentou dar-lhe um pontapé. Era tão redondo o bugalho do meio do caminho… Mas a pequenina folha de carvalho agitou-se como bandeira a pedir uma trégua. Peguei-lhe quase com carinho. Trouxe para casa o bugalho com a sua bandeira de paz, vieram juntos ao livro e aos papéis gatafunhados durante o almoço.
Está ali. A acompanhar-me, o bugalho que tinha no meio do caminho. 

Zambujal

9. Teresa Silva



Quando abri a janela, de manhã, toda a pateira de fermentelos estava debaixo de um denso nevoeiro, de uma beleza inesquecível. 
Teresa Silva

8. Mena M.


Quando temos a sorte de descobrir uma pequena obra de arte, criada por algo de tão comum como um raio de sol, podemo-nos considerar sortudos. 
Mena

7. M.



Quando olhei para cima lembrei-me de uma conhecida expressão usada por muitos de nós em certas ocasiões problemáticas. Pois é, ter uma pedra no sapato acontece por aí, seja de gravilha o solo que se pisa, de alcatrão, cimento ou qualquer outro, até o imaginário onde o nosso pensamento circula. Por causa daquelas pedras no telhado, não sei se periclitantes, se tenazes na postura assumida, dei comigo a questionar-me sobre a expressão Ter uma pedra no sapato e cheguei à conclusão que o seu significado extravasa matérias e territórios. Em Villafranca del Bierzo, por exemplo, há quem as tenha no telhado. E o que aconteceria se o telhado fosse de vidro? Com facilidade se partiria, julgo eu, e pronto, ficava tudo em pratos limpos, ou melhor dizendo, em pedacinhos iridescentes, o que por vezes resolve situações em equilíbrio instável. 
M

6. Luisa



 Quando ainda havia água.
 Luisa

5. Licínia


Quando uma casa nos pede para entrar. 
Licínia

4. Justine



Quando a praia fica deserta e só se tem por companhia o vento e as efémeras pegadas deixadas na duna, é bom esperar a serenidade do poente sonhando mares, horizontes e novos dias. 
Justine 

(fotografia de uma escadaria na praia da Vagueira)

3. Isabel



Quando era criança acreditava que todos os sonhos eram possíveis e que os meus sonhos se iam tornar realidade. Mas vamos crescendo e a vida vai-nos trocando as voltas e afinal quase nada era verdade, quase nenhum sonho se tornou realidade. Pelo menos, não da forma que o imaginámos.
Mas não importa!
Importante é nunca deixar de sonhar, enquanto procuramos sempre o lado positivo da realidade que nos vai sendo permitido viver.
Isabel

2. Bettips


Quando olhei, num primeiro olhar, não entendi o que eram as figuras, como formigas suspensas ou aranhas em fio de teia. Aproximei o zoom da máquina e percebi : homens limpavam a fachada do prédio espelhado, num equilíbrio que a mim me pareceu impossível. O contraste da simples construção em frente, fez-me pensar na modernidade e nos milhares de prédios envidraçados que agora estão na moda. “Novas oportunidades de emprego”, de risco, penso eu, com alguma ironia. 
Bettips

1. Agrades



Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão. 
Agrades

quinta-feira, novembro 02, 2017

AGENDA PARA NOVEMBRO DE 2017

Proposta de Jawaa
Dia 9 - Reticências com a palavra “Quando a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Jawaa
Dia 2 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba “ para formar as nossas palavras. A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas facultativo e um complemento.

10. Zambujal

Nós, em inlita auto-pose de cario… de outros!

Zambujal

9. Teresa Silva



 Cloreto de dio

8. Rocha/Desenhamento

7. M.



brio

6. Luisa



os fios telefónicos nos comprovam que a aldeia não morreu. 
Luisa

5. Licínia


  
Inlito

Apetrechos para os mineiros de Mieres (Astúrias) colocarem as roupas, calçado, capacete, etc. antes de tomarem duche e depois deixarem a toalha. Tudo cronometrado, identificado, após oito horas minando carvão a mais de vinte metros de profundidade. A mina está desactivada. Em 2007 morreram lá 14 homens, a média anual.
Licínia

4. Justine



 Subnico

3. Isabel


                    A boneca nia

2. Bettips



lido

Castelo de Sant'Angelo, Roma 2014.
Ali está, solitário e sólido, resistindo e acompanhando a história da cidade. Iniciado em 123 d.C. pelo Imperador Adriano como mausoléu pessoal e familiar, sofreu muitas transformações e serviu várias finalidades: fortaleza, residência papal, tribunal e prisão, sendo transformado finalmente em 1925 em museu nacional.
Bettips

1. Agrades

                         Cario

domingo, outubro 29, 2017

UMA BOA SUGESTÃO DA BETTIPS

Como a sua mensagem foi deixada na janelinha de comentários referente a "O Desafio de Hoje" e pode eventualmente não ser lida por todos, copiei-a para este sítio mais visível.
bettips deixou um novo comentário na sua mensagem "O DESAFIO DE HOJE": 

As escadas, da casa, dos vislumbres, dos bairros, de lugares que habitamos, nós e os nossos olhos.
Ia sugerir, se alguém ler e se recordar, que cada um de nós, em comentário, pusesse "ONDE" são os lugares que aqui nos mostram, todos tão diferentes!
Abçs 

quinta-feira, outubro 26, 2017

AGENDA PARA NOVEMBRO DE 2017


Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Jawaa.

AGENDA PARA NOVEMBRO DE 2017

Proposta de Jawaa
Dia 2 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba “ para formar as nossas palavras. A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas facultativo e um complemento.
Dia 9 - Reticências com a palavra “Quando a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Jawaa.
Dia 23Jornal de Parede
Dia 30Fotografando as palavras de outros sobre o poema

TESTAMENTO

À prostituta mais nova
Do bairro mais velho e escuro
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro...
E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura
Sonhando algures uma lenda
Deixo o meu vestido branco
O meu vestido de noiva
Todo tecido de renda.
Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus...
E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer
São para os homens humildes
Que nunca souberam ler.
Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada
Esses, que são de esperança
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor...
Para que, na paz da hora
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,
Vás por essa noite fora
Com passos feitos de lua
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua...

Alda Lara

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Justine
Dia 26Fotografando as palavras de outros sobre o poema

As escadas

Toma, este é o meu corpo, o que sobe as escadas
em direcção à tua escuridão, deixando-me,
ou a alguma coisa menos tangível,
no seu lugar.

Também elas envelheceram, as escadas,
também como eu, desabitadas.
Anoiteceu, ao longe afastam-se passos, provavelmente os meus,
e, à nossa volta, os nossos corpos desvanecem-se como terras estrangeiras.

(Manuel António Pina in Todas as Palavras poesia reunida, Como se desenha uma casa, 2011, pág.359)

13. Zé Viajante

12. Zambujal


A eterna questão da finitude perante a efémera idade 
e “da necessidade metafísica” (Schopenhauer) 

Zambujal

11. Teresa Silva



Estas escadas são num quintal de uns amigos. Acesso ao terraço. 
Teresa

10. Rocha/Desenhamento

9. Mena M.


«Toma, este é o meu corpo, o que sobe as escadas...»

As minhas escadas são as da entrada para a Mãe d'Água no jardim das Amoreiras.
Mena 

8. M.


Quinta da Regaleira, Julho de 2013.

7. Luisa



“Também elas envelheceram, as escadas, 
também como eu, desabitadas.”

Convento de Charnais no Arneiro (concelho de Alenquer).
Luisa

6. Licínia



“Também elas envelheceram, as escadas, 
também como eu, desabitadas.”


Igreja de São Nicolau, em Bari.

Licínia
 

5. Justine



«Toma, este é o meu corpo, o que sobe as escadas
em direcção à tua escuridão, deixando-me,
ou a alguma coisa menos tangível,
no seu lugar.»
A minha fotografia é "de alguma coisa menos tangível"... e nem eu sei já onde foi feita!
Mas a ideia da Betty é interessante.
Justine 

4. Jawaa





 "Anoiteceu, ao longe afastam-se passos, provavelmente os meus, 
e, à nossa volta, os nossos corpos desvanecem-se como terras estrangeiras."
Jawaa

A minha fotografia é de Caldas da Rainha.
O gosto de seguir as nuvens e as estrelas também se converte em coisas concretas.
Jawaa

3. Isabel



 "... sobe as escadas em direcção à...” 

As minhas escadas são no Antigo Edifício dos CTT, que foi restaurado há poucos anos e tem servido para a apresentação de diferentes exposições. Neste dia em que a fotografei, tinha uma exposição de Martins Correia.
Isabel

2. Bettips


Marvão, subida para o castelo, ano da graça de 2012, tanta folia para subir, em Maio! 
Bettips

1. Agrades



«Também elas envelheceram, as escadas.» 

As escadas têm 300 anos; a foto, poucas horas. 
Agrades

quinta-feira, outubro 19, 2017

AGENDA PARA OUTUBRO DE 2017

Proposta de Justine
Dia 26Fotografando as palavras de outros sobre o poema
As escadas

Toma, este é o meu corpo, o que sobe as escadas
em direcção à tua escuridão, deixando-me,
ou a alguma coisa menos tangível,
no seu lugar.

Também elas envelheceram, as escadas,
também como eu, desabitadas.
Anoiteceu, ao longe afastam-se passos, provavelmente os meus,
e, à nossa volta, os nossos corpos desvanecem-se como terras estrangeiras.

(Manuel António Pina in Todas as Palavras poesia reunida, Como se desenha uma casa, 2011, pág.359)

O DESAFIO DE HOJE



Dia 19 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Justine.

13. Zé Viajante

A chuva parou e deixou um rasto de beleza. 
Zé Viajante

12. Zambujal

CASO TU (e outros…) não tenhas reparado, as minhas palavras puxadas pelas palavras LEvou-as o vento de uma agitação inusitada e absorvente, de que me penitencio. Mas nunca deixei de te (de vos) acompanhar! Agora… agora procuro as palavras a serem suscitadas (provocadas?) pelo olhar do que me é proposto comentar. E perco-me no claro-escuro irregular e cheio de significados que não estarão dentro do olhar mas que virão mais de dentro. De mim. Arvoredo e pássaro? Ramos e lianas? Sombras sobre cinzento? Reflexos de um caos arrumadinho (ah! a dialéctica…). 
Zambujal

11. Teresa Silva

Intrigante jogo de sombras entre o real e o abstracto. 
Teresa Silva

10. Rocha/Desenhamento

Muitas palavras estão de facto dentro de nós. Memória visual do que se leu, porventura do que se viveu em semelhança, apesar das diferenças. Esta fotografia de Justine tem vários méritos: foi tratada de maneira invulgar, com pouco contraste, com aparentes falhas nas configurações. O que parece aproxima-se mais de um desenho a carvão, eventualmente feito a partir da fotografia, do que uma fotografia de ramos e folhas sobre uma lagoa, água sem limites à vista ou tudo isso reflectido na própria superfície da forma líquida. E o que se escreve do que se observa também representa o visível, com o trabalho dos adjectivos nas relações semânticas, abrindo à imagem as coisas paradas ou em movimento. 
Rocha de Sousa

9. Mena M.

Fascinam-me os reflexos, mostram o que me parece sempre uma imagem que não é a que fazemos de nós próprios nem a tentamos ajustar ao que sabemos que os outros esperam de nós. 
Mena

8. M.

Quando as cores do mundo se calam os pássaros tornam-se cinzentos. 
M

7. Luisa

Hora mágica em que tudo o que está no céu se reflecte na terra. 
Luisa

6. Licínia

Por que me ocorreu a palavra “pélago”? Sei que me acontecem palavras sugeridas por imagens, mesmo não tradutoras do exposto, como é este o caso. Foi o branco e preto, foi, a afundar a imaginação nas águas que, mais do que espelho, são ameaça de escuridão, de sombra. Nem a lembrança do verde vegetal, nem a amenidade do pequeno remoinho, me deixam vislumbre de alegria. Há imagens assim, ou meus olhos amanheceram nublados. 
Licínia

5. Justine

O chão do pátio de uma casa antiga, modesta pela certa. Um chão irregular, propício a que, depois de uma noite de chuva forte, se formem pequenas poças. Que funcionam como espelhos, reflectindo os braços da árvore por cima, que desenham um rendilhado de luz/sombra no chão. A que a fotógrafa não conseguiu resistir, brincando com um preto&branco a fingir outros tempos! 
Justine

4. Jawaa

O mundo sem azul. 
Caminhos que se cruzam e logo separam. 
Restos de brilhos de um passado vagando nas águas. 
Jawaa

3. Isabel

A fotografia, que me parece uma poça de água que fica depois da chuva, fez-me pensar nos fogos e como a chuva nesses dias é uma bênção...

Noite de chuva

Após meses de calor e inferno
As primeiras gotas
Transformaram-se rapidamente
Em chuva
Forte e generosa.

Presente tardio
Mas sempre bem-vindo.

As plantas e os bichos saciados.

A Terra sedenta, agora consolada.

E eu
Desfrutando da frescura da noite
Em comunhão com a Natureza.

Agradecemos
A bênção que chegou do Céu.

Isabel

2. Bettips

De repente, vejo as sombras de Inverno, daqui a uns meses, o recolhimento: apesar de uma silhueta que me parece um pássaro, de um fluir que se assemelha a água. Só sinto saudades de hoje, olhando a foto! 
Bettips

1. Agrades

Apesar das sombras ameaçadoras, da incerteza, das garras e dos olhos, há o reflexo dum pedaço de céu a suavizar esta foto que, possivelmente, não tem nada a ver com a minha observação. Aguardemos, pois, a revelação. 
Agrades

quinta-feira, outubro 12, 2017

AGENDA PARA OUTUBRO DE 2017



Dia 19 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Justine.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Justine
Dia 12 - Reticências com a frase “Caso tu a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

13. Zé Viajante



Caso tu queiras subir ao Castelo, vai pelo telhado, por favor. 
Zé Viajante

12. Teresa Silva



Caso tu não conheças Aveiro, aconselho vivamente uma visita. Está uma cidade muito bonita.
Teresa Silva

11. Rocha/Desenhamento



Caso tu, depois de uma caminhada demoradamente penosa, te sintas indeciso perante qual a vereda a percorrer do lado desta barreira de troncos e arame farpado, não pesquises muito. Ao fundo dela, as árvores originam o seu fim. Caso tu entendas que não está esclarecido se deves tomar a esquerda ou tomar a direita, não te preocupes: entra frontalmente no mundo das árvores, percorrendo as veredas empedradas e olha com atenção para os marcos e os nomes neles escritos. O teu destino está num deles. 
Rocha de Sousa

10. Mena M.



Caso tu não possas suportar o calor deste outono feito verão, poderás sempre deixar que a criança em ti descubra um meio eficaz de te refrescares. 
Mena

quarta-feira, outubro 11, 2017

9. M.



Caso tu aches que ainda te sobra tempo livre durante a tarde, tira a tua bicicleta do carro e vem comigo dar um passeio pelas ruas de Serpa. E juntando o útil ao agradável, aproveitamos para comprar qualquer coisa para o jantar. Suponho que gostarás de me fazer companhia... Por acaso anotei tudo de que preciso num papel, não fosse esquecer-me de alguma coisa importante. Admiras-te com o tamanho da lista e julgas que custa pedalar com as bicicletas carregadas? A minha tem uns alforges bem castiços preparados para transportar os diversos petiscos deliciosos que se vendem nas lojas desta terra. Valerá a pena o esforço, tenho a certeza. Começamos pela antiga Queijaria Bule? Para mim é visita obrigatória. Ui, só de pensar naquele queijo tão saboroso faz-me crescer água na boca... 
M

8. Luisa



Caso tu estejas cansado da caminhada, aproveita este cómodo banco para retemperar forças. 
Luisa

7. Licínia



Caso tu perguntes que planta é esta, eu respondo: É uma romãzeira anã, daquelas que se dizem de jardim. Mostra uma flor pronta a abrir em estrela. Romã haverá, uma miniatura, mas com todas as formas das que conhecemos nas nossas mesas de Inverno. 
Licínia

6. Justine



Caso tu queiras, podemos dar um passeio os dois, amanhã ao fim do dia. Subimos a rua, passamos por casa da vizinha e até podemos convidá-la para vir connosco. Não, é melhor não. Vamos só nós dois! Conversamos, olhamos a natureza sempre tão generosa em surpresas, aproveitamos os últimos raios de sol e embriagamo-nos com as cores que nenhum pintor ainda conseguiu reproduzir. Voltaremos já quase de noite, apaziguados connosco e com o mundo. Vamos? 
Justine

5. Jawaa



Caso tu não tenhas reparado, há cinzeiros à entrada da praia para espetar na areia. 
Jawaa

4. Isabel



Caso tu...

Caso tu partas
O sol continuará a brilhar
E a lua a cobrir de prata
A noite

Caso tu partas
O vento continuará a passar por aqui
E as árvores continuarão quietas
No seu lugar
Só balançando suavemente com a brisa

Caso tu partas
As flores continuarão a abrir
E o mundo continuará
Cheio de cor

Caso tu partas
Tudo continuará igual
E os dias suceder-se-ão uns aos outros
Como sempre
Eternamente

Mas o vazio
Que deixares
Será muito maior!

Não partas já...
Isabel