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quinta-feira, fevereiro 21, 2019

AGENDA PARA FEVEREIRO DE 2019

Proposta de Luisa
Dia 28- Fotografando as palavras de outros sobre um extracto do soneto O Palácio da Ventura de Antero de Quental:
Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!"

Antero de Quental, Sonetos, 1956, Couto Martins, Lisboa

O DESAFIO DE HOJE



Dia 21 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Luisa.

9. Rocha/Desenhamento

Quando entramos neste sala, deste ponto de vista, as costas da cadeira (perto, pela sua metade dentro do nosso olhar), parece evocar alguém, personagem do interior intimista e arrumado com simplicidade doméstica. Do outro lado da mesa, outra cadeira sugere a mesma ideia, insinuando um frente a frente descansado, em vozes de meio tom. O resto aconchega o olhar, faz-se cenário de uma sala com janela, simples e de arrumação bem urdida, vazia, a acentuar uma espécie de paz doméstica, enquanto o nosso imaginário a povoa a horas diversas e com pouca gente.

Rocha de Sousa

8. Mena M.

Um café e um bagaço, foi o que me veio à ideia de imediato, não me perguntem porquê, não sei explicar. Mas parece que foi mais um copinho de água e um cigarrinho, será? De qualquer modo um cantinho simpático e arejado!

Mena

7. Margarida

Imagino um café a dois.

Margarida

6. M.

Um recanto aprazível onde, resguardados da luz, apetece sentar e partilhar memórias, em diálogo de desconstrução e reconstrução dos vários tempos que as nossas existências nos permitem viver.

M

5. Luisa

Refúgio para a "maioria" banida dos transportes, dos restaurantes, dos cafés, dos consultórios, das escolas, dos hotéis e até da casa dos amigos.

Luisa

4. Licínia

Intervalo, quietude, silêncio, esperança, saudade. Algumas das várias ideias que a imagem me sugere, mas ela vale mais do que as minhas palavras.

Licínia

3. Justine

Recanto tranquilo numa varanda parcialmente fechada, resguardando do vento quem ali se sentar. Preparada a mesa já com um copo de água, o cinzeiro e algumas bolachas para não se fumar com o estômago vazio, a L. só foi lá dentro buscar o livro e voltará para nos explicar o que é aquela misteriosa caixinha castanha. Ambiente de serenidade, diz-me a fotografia.

Justine

2. Bettips

Lugar calmo e de apetite para coisas calmas, leituras. Mas para mim, para ter mais palavras dentro do olhar, faltam as plantas: uma floreira de alfazema ficava ali bem! Combinava com as cores sóbrias do cantinho. Ou girassóis amarelos ou/ou...

Bettips

1. Agrades

Um local enigmático solitário ou romântico conforme quem o utilize e lhe dê vida.

Agrades

quinta-feira, fevereiro 14, 2019

AGENDA PARA FEVEREIRO DE 2019



Dia 21 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Luisa.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Luisa
Dia 14 - Reticências com a frase “Há quem a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

10. Teresa Silva



Há quem prefira subir escadas, eu gosto mais de rampas suaves. 
Teresa Silva

9. Rocha/Desenhamento



Há quem se tenha convencido de que as casas esquálidas, de janelas pequenas e tristes, por vezes com varandas avançadas e sem protecção superior ofereciam ao arrendatário espaço para descansar e respirar, por vezes beberricando um copo e lendo um jornal desportivo. A fotografia aqui publicada mostra a verdade desse sonho. Sem espaços interiores, funcionais, as varandas tornaram-se vazadouro de exigências domésticas, dia após dia, ao calor e à chuva. 
Rocha de Sousa

8. Mena M.



Há quem goste de janelas, tanto ou mais do que eu, desta gosto especialmente, apesar de não ter portadas, ou talvez por causa disso. Foi um momento de sorte! Ao passar na Estrada de Benfica em frente da Vila Ana, uma casa em ruínas que foi salva da demolição depois de muita polémica, olhei para cima e chamou-me a atenção uma parede com diversos quadros pendurados Ao segundo olhar percebi que tinha uma imaginação algo fértil. Perfeito teria sido se tivesse comigo a minha máquina, mas tive que me contentar com o telemóvel. 
Mena

7. Margarida



Há quem, por bem, cause mal
Há quem, por mal, faça o bem.
São os destinos cruzados.

Margarida

6. M.



Há quem se sinta bem num tempo que é apenas seu. 
M

5. Luisa



Há quem prefira a praia.
Luisa

4. Licínia



Há quem procure erguer-se nas alturas, que rente ao chão não nascem as estrelas. Frei Bartolomeu de Gusmão explica, na corte de D. João V, o funcionamento da "Passarola", a que de verdade nunca voou, mas que Saramago fez sobrevoar Mafra, no dia da Sagração da Basílica, e depois estatelar-se ingloriamente num monte ali perto. O sonho dos homens não conhece limites.
Licínia 

No Museu do Ar, na Granja (Sintra)

3. Justine



Há quem goste de jogar à bola e há quem goste de ver jogar. Não me incluo em qualquer deste grupos, gosto contudo de fotografar as coreografias espontâneas que vão sendo desenhadas pelos pés, mãos e todo o corpo dos jogadores – gosto esse que é ainda maior se os jogadores forem crianças!
Justine

2. Bettips

 
Há quem não desista de tentar equilibrar o mundo. Este nosso planeta azul.
Bettips

1. Agrades



Há quem se esconda atrás duma máscara, mesmo não sendo carnaval... 
Agrades

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

AGENDA PARA FEVEREIRO DE 2019

Proposta de Luisa
Dia 14 - Reticências com a frase “Há quem a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Luisa
Dia 7 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba “Pin" para formar as nossas palavras. O foco tem de estar todo, e apenas, na ligação entre a palavra que escolhermos para a sílaba proposta e a fotografia que a expressará, quer se trate de um objecto ou de um conceito.

10. Teresa Silva



Pinceladas

9. Rocha/Desenhamento



Pintado 
quadro pintado por Rocha de Sousa 
título O EMIGRANTE...

8. Mena M.



Pintas

7. Margarida



“… e foi-se despindo, pouco a pouco, até que se desnudou de armaduras…”

6. M.



Carpintaria

(Evocação de carpintaria antiga em exposição no Museu Etnográfico de Olivença)

5. Luisa



Um dos pintores portugueses que mais aprecio

4. Licínia



Pingos

3. Justine



Pintura

2. Bettips



Pinguins

1. Agrades



Pincel

quinta-feira, janeiro 31, 2019

AGENDA PARA FEVEREIRO DE 2019



Dia 21 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Luisa.

AGENDA PARA FEVEREIRO DE 2019

Proposta de Luisa
Dia 7 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba “Pin para formar as nossas palavras. O foco tem de estar todo, e apenas, na ligação entre a palavra que escolhermos para a sílaba proposta e a fotografia que a expressará, quer se trate de um objecto ou de um conceito.
Dia 14 - Reticências com a frase “Há quem a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia 21 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Luisa.
Dia 28- Fotografando as palavras de outros sobre um extracto do soneto O Palácio da Ventura de Antero de Quental:
"Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!"
Antero de Quental, Sonetos, 1956, Couto Martins, Lisboa

quarta-feira, janeiro 30, 2019

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Licínia
Dia 31 Fotografando as palavras de outros sobre

«A voz das cigarras enlouqueceria qualquer um, eram elas as donas da ilha e faziam questão de demonstrar o seu poder. Tantas as linguagens que Omid conhecia e aí estava uma a que nunca prestara atenção, a dos habitantes sub-reptícios do terreno. As línguas à sua volta já começavam a ser familiares. Na Turquia convivera com todos, contando as horas uma a uma, no pavor de ser preso. Como todos, negociara a travessia, esperara noites e noites, acachapado entre as sombras escusas de uma margem errada. Como todos, trocara moedas por pedaços de pão e tâmaras, também por documentos. Até as entoações, os sotaques, começava a distinguir, nos farrapos de conversas, nos modos usados para acalmar as crianças que puxavam insistentemente as saias das mães, fartas de atravessar caminhos que as picavam, fartas de acreditar que o sonho mau estava a passar e que a boa sorte as surpreenderia mesmo mesmo ao virar da esquina, ao virar do barco.»
Um Muro no meio do Caminho, de Julieta Monginho, ed. Porto Editora, pág. 165

8. Mena M.



“... entre as sombras escusas de uma margem errada”

7. Margarida

6. M.

5. Luisa

4. Licínia




 “as sombras escusas de uma margem errada”

3. Justine



“… esperara noites e noites, acachapado entre as sombras escusas…”

2. Bettips




"... fartas de atravessar caminhos que as picavam..."

1. Agrades



 “mesmo ao virar da esquina”

quinta-feira, janeiro 24, 2019

AGENDA PARA JANEIRO DE 2019

Proposta de Licínia
Dia 31 Fotografando as palavras de outros sobre

«A voz das cigarras enlouqueceria qualquer um, eram elas as donas da ilha e faziam questão de demonstrar o seu poder. Tantas as linguagens que Omid conhecia e aí estava uma a que nunca prestara atenção, a dos habitantes sub-reptícios do terreno. As línguas à sua volta já começavam a ser familiares. Na Turquia convivera com todos, contando as horas uma a uma, no pavor de ser preso. Como todos, negociara a travessia, esperara noites e noites, acachapado entre as sombras escusas de uma margem errada. Como todos, trocara moedas por pedaços de pão e tâmaras, também por documentos. Até as entoações, os sotaques, começava a distinguir, nos farrapos de conversas, nos modos usados para acalmar as crianças que puxavam insistentemente as saias das mães, fartas de atravessar caminhos que as picavam, fartas de acreditar que o sonho mau estava a passar e que a boa sorte as surpreenderia mesmo mesmo ao virar da esquina, ao virar do barco.»
Um Muro no meio do Caminho, de Julieta Monginho, ed. Porto Editora, pág. 165

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Licínia
Dia 24 - Jornal de Parede

11. Zé Viajante

10. Teresa Silva



Uma visita ao Castelo de Silves.

9. Mónica

Os acontecimentos do bairro da Jamaica vs  https://www.wook.pt/livro/os-pobres-maria-filomena-monica/18910222

8. Mena M.

7. Margarida

                                 Uma vénia ao circo 

Sempre me fascinaram os circos. Não tanto aqueles com leõezinhos e ursinhos alimentados por Pavlov, em pesados malabarismos, gincanas e saltos pseudo-mirabolantes, guiados por “Mr. Qualquer Coisa e sua Assistente”, esta habitualmente de perninha da frente levemente dobrada, escondendo envergonhadamente a de trás e de pézinho esticado. Mas antes os outros. Ou não?! Tretas, todos eles me agradam! Tenho muito respeito por esta arte secular. Por todos os motivos e mais alguns, que não cabem aqui nem agora.
 
Chegou às nossas salas de cinema a longa-metragem “O Grande Circo Místico”. Uma ode ao circo, uma sentida homenagem aos seus actores, um prémio ao seu nome, um hino a esta arte. Numa co-produção e representação luso-franco-brasileira, este filme foi inteiramente rodado em Portugal, tem realização brasileira e conta com a participação do nosso maravilhoso Nuno Lopes, entre outros tantos maravilhosos. Vale a pena! Principalmente numa sala também ela emblemática, secular, rica, bonita e, porque não, mística. Que tal no lisboeta Cinema S.Jorge? Fica o desafio.
Margarida

6. M.

5. Luisa

4. Licínia

3. Justine

2. Bettips

1. Agrades

quinta-feira, janeiro 17, 2019

AGENDA PARA JANEIRO DE 2019

Dia 24 - Jornal de Parede

O DESAFIO DE HOJE



Dia 17 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Licínia.

11. Zambujal

Cinco cadeiras e uma mesa à procura de autor e personagens.
Zambujal

10. Teresa Silva

Cinco cadeiras à espera dos actores. Enquanto estes não chegam fica uma bela fotografia com sombras a destacar o cinzento e o lilás. Foi boa a peça?
Teresa Silva

9. Rocha/Desenhamento

Está no poder da escrita sugerir o que não pode viver dentro dela, antes passa pelos nossos olhos e alcança certa zona do nosso cérebro onde a percepção visual acontece e se desdobra em mobilidade e nitidez entre o que descortinamos e o que se consolida enquanto vida, no pensar a razão e tudo o que, atrás dela, se transforma em actos significantes. Assim o digo a propósito do desafio da fotografia proposta por Licínia: o que permite imaginar-me a subir aquela espécie de palco, escrutinando a sua singeleza para ali reinventar duas personagens de Becket, ambos sentados à mesa, ambos esperando por Godot, entre noites e dias.

João Rocha de Sousa

8. Mónica

Cinco cadeiras e uma mesa num palco por pouco davam quatro casamentos e um funeral num filme, aquelas associações de palavras e frases que vêm lá dos confins do cérebro, sei lá porquê. A grande diferença é que não acredito que as cinco cadeiras e a mesa num palco produzam algo de jeito, que chegue aos calcanhares dos quatro casamentos e um funeral com um belo Hugh Grant a quem até se perdoam os devaneios. Não senhora! Dou mais por cinco cadeiras e uma mesa num descampado ou sob a sombra de uma árvore mal jeitosa, a convidar a um piquenique ou a uma suecada. Nesse palco, com essas cinco cadeiras e uma mesa estarão uns chatos duns atores, feios, herméticos, cheios de expressões dramáticas a discutirem o sexo dos anjos, numa língua que não será a minha porque nunca os entendo. 
Mónica

7. Margarida

No palco da vida, há sempre um outro que se destaca.
Margarida

6. M.

Como uma paisagem. Horizontes que se abrem aos cinco sentidos e ao pensamento. Podem ser assim as peças de teatro nas nossas vidas.
M

5. Luisa

Mesas e cadeiras podem não ser para servir refeições mas para alimentar pensamentos.

Luisa

4. Licínia

Cena aberta, como agora se faz no teatro. Na escuridão inicial, acontecem efeitos de luz que vão configurando o cenário. Um tempo de espera antes da entrada em cena de actores permite ao espectador alargar-se em conjecturas sobre o que lhe será apresentado, imaginando a acção que, se fosse o autor, ali poria em cena. Breve, breve, tempo para a imaginação voar. A peça vai começar, a magia do teatro toma conta de nós. Se eu escrevesse um texto sobre este cenário, chamar-lhe-ia “Ausência”. Já o fiz, noutro lugar.

Licínia

http://sitiopoema.blogspot.com/2018/11/a-ausencia.html

3. Justine

Fotografia limpa, descarnada, quase austera na sua simplicidade. Contudo, há nela uma harmonia, um propósito, um mistério: representará um palco com o cenário preparado para os actores entrarem em cena? Será um estúdio de televisão onde se prepara uma mesa-redonda? Ou qualquer outra possível hipótese? Faltam-lhe as pessoas para responder às perguntas. As pessoas ainda não chegaram, e é aí, no meu entender, que reside o mistério e o encanto desta fotografia.

Justine

2. Bettips

Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro"...

Excerto do disco "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", 1971, de José Mário Branco, canção "Queixa das almas jovens censuradas", poema de Natália Correia.

Bettips

1. Agrades

Cenário à espera das pancadas de Molière.
Agrades

quinta-feira, janeiro 10, 2019

AGENDA PARA JANEIRO DE 2019



Dia 17 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Licínia.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Licínia
Dia 10 - Reticências com a frase “Nem sempre a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

12. Zambujal



Nem sempre…, nem nunca!
Nem sempre passos em frente, nem nunca passos atrás;
os passos em frente têm de ser consistentes e firmes,
os passos atrás podem ser necessários
para que não se perca tudo o conquistado.

Até que chegue o momento em que o passo em frente seja salto que transforme o mundo, nunca como fim mas para continuar a caminhada, com passos em frente e passos atrás.

Zambujal

11. Teresa Silva



Nem sempre a frase chapéus há muitos pode ser aplicada com tanta propriedade. 
Teresa Silva

10. Rocha/Desenhamento



Nem sempre nos podemos socorrer, contra o frio, com uma bela manta colorida, de belos desenhos geométricos, produto do nosso melhor artesanato. Um simples acidente de alergia o pode impedir ou a exposição à chuva e ao frio se a nossa casa for esventrada por uma tempestade de inverno, janelas quebradas, tudo a obrigar-nos, na quase solidão campestre, a pedir ajuda aos vizinhos mais próximos. Antes de rumarmos à casa dos vizinhos, tapámos tudo quanto foi possível, incluindo a manta molhada, e logo fomos, debaixo de dois grandes chapéus de chuva, bater de novo à porta dos amigos já prontos para este gesto solidário. 
Rocha de Sousa

9. Mónica



Nem sempre os olhos veem o que está à vista, dizem que os olhos veem o que a memória e as imagens preconcebidas ditam (por isso é que somos capazes de caminhar às escuras dentro de casa), neste caso os meus olhos viram uma flor, uma papoila, num dia de vento em que a bandeira esvoaçava com toda a força e se ouvia o barulho do pano. Nem sempre a bandeira esteve ali. Não sei qual é a intenção de a hastear naquele sitio mas parece-me uma boa ideia, uma espécie de pelourinho da nação, num lugar privilegiado da cidade, em tamanho gigante, à vista de muito longe, gosto de passar por ali e ouvir o vento no pano e ver novas formas. 
Mónica

8. Mena M.



Nem sempre é fácil "acertar os ponteiros", por vezes são precisas força e paciência q.b. Mas nunca é tempo perdido. 
Mena

7. Margarida



Nem sempre os bairros pobres são pobres.
Nem sempre os seus prédios são feios, porcos ou maus.
Nem sempre as suas gentes são escumalha iletrada, incapaz, parasita ou ladra.

Por vezes, nesses bairros, também existem projectos, artesãos, valores e arte.
Porque há o amor pelo bairro, o prazer de lá viver, a belezura que o transfigura.


E assim se pinta de cor a alma dos meninos do bairro pobre…

Margarida

quarta-feira, janeiro 09, 2019

6. M.



Nem sempre valerá a pena guardar o passado numa das arrecadações do presente, cobre-se de pó e perde o brilho de tempos idos. 
M