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sexta-feira, outubro 19, 2018

O SANTUÁRIO DA PENINHA



O que descrevo mais abaixo no comentário do PPP O Desafio de Hoje é real. Fui lá de propósito há bastantes anos, nem me lembro da data, com um tempo claro e lindo. A paisagem era maravilhosa e o lugar especial. Agora, à procura nas notícias do incêndio deste mês, encontrei esta foto. Se achares por bem, publica-a no lugar que frequentamos, é incrível a diferença que se nota, sendo que a do jornal é recente, mais perto e bem tirada. Foto retirada duma reportagem do DN de 7.10.18. 
Beijinhos 
Bettips

quinta-feira, outubro 18, 2018

AGENDA PARA OUTUBRO DE 2018

Proposta de Bettips
Dia 25Fotografando as palavras de outros sobre o excerto
"A Flor da Rosa, por isto e pelo seu peculiar envolvimento urbano, por uma certa atmosfera quieta e ausente, parece oferecida na ponta de uns dedos frágeis: rosa brava, flor que apesar do tempo não pode murchar: quem a viu não a esquece. É como uma figura que passa, a quem fizemos um gesto ou murmurámos uma palavra, que não nos viu nem ouviu, e por isso mesmo fica na recordação como um sonho."
José Saramago, in "Viagem a Portugal", edição Círculo de Leitores, 1981, pág. 193

O DESAFIO DE HOJE



Dia 18 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Bettips.

10. Teresa Silva

Uma fotografia espectacular: as várias tonalidades de verde, o cinzento carregado do céu, as montanhas e as casas ao longe. Até as pedras ficam bem no retrato.

Teresa Silva

9. Rocha/Desenhamento

Paisagem singela no côncavo dos olhos, monte a subir pouco e lentamente deserto, um céu cinzento que parece descer-nos do olhar ou da alma. E uma relva breve, desde um primeiro plano, ainda a convidar-nos para alguns passos, eventualmente em frente.

Rocha de Sousa

8. Mónica

Admito que não sou fã de fotografias de paisagem, a beleza da paisagem, aquela de nos encher os olhos, cortar a respiração e deixar-nos a sonhar, essa beleza não cabe numa fotografia e nem na descrição em palavras. Esta paisagem fez-me lembrar trás-os-montes e a Senhora da Graça lá ao fundo. Depois lembrei-me do país dos Teletubbies sem o Bébé-Sol mas com nevoeiro. Ou então o cenário do Windows com casinhas e sem Photoshop. Pode ser! 
Mónica

7. M.

A Natureza e nós: alimento para o olhar, para o pensamento, para a sensibilidade, para a bondade, para a ternura, para a compaixão, para a tolerância, para a aventura, para o silêncio, para a humanização da nossa existência. É tudo isto que esta esta fotografia me diz.
M

6. Luisa

Queria ir ao alto da serra mas não irá chover?
Luisa

5. Licínia

Assim na terra como no céu. Não sei bem explicar por que razão me ocorreu esta frase que é, sim, um excerto de oração que todos nós, fosse qual fosse a religião seguida ou mesmo nenhuma, ouvimos repetir, nas igrejas, nas escolas, porventura em casa, uma vez que a nossa origem civilizacional é, como se costuma referir, judaico-cristã. Pois de terra e de céu, assim me pareceu, trata a foto da Bettips, numa hora em que ambos se tocam, se confundem, num efeito dramático que sugere prenúncio de mau tempo, deixando, no entanto, entrever um rasgão de luz, ténue mas afirmativa, promissora da tal bonança que sempre vem, ou se espera que venha, depois da tempestade.

Licínia

4. Justine

Uma serra árida, um dia pardacento, um céu ameaçador. Ao longe, desamparadas, casas brancas, simples, agarradas ao chão. Apetece ficar por ali, a respirar o ar puro carregado de humidade, a ouvir por longo tempo o silêncio de vento.

Justine

3. Jawaa

Colina sobre colina, rochas aflorando como rebanhos, por entre a vegetação casas rurais, vivendas tranquilas, e ainda um castelo altaneiro qual chaminé a respirar névoa.
Imagem perfeita, postal ilustrado do Portugal de sempre.

Jawaa

2. Bettips

Tal como as pessoas se escondem em névoas ou se iluminam com um sol carinhoso/caridoso, esta fotografia da Penina recorda-me passeios entre pedras da memória. Tal como as pessoas que conheci e fui conhecendo se escondem em névoas; ou se petrificaram nos montes e curvas da vida.
Bettips

1. Agrades

Montes velhos arredondados pelas chuvas, ventos e sol, enfeitados de pedras brancas que sugerem um rebanho a pastar.
Agrades

quinta-feira, outubro 11, 2018

AGENDA PARA OUTUBRO DE 2018



Dia 18 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Bettips.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Bettips
Dia 11 - Reticências com a frase “Estava guardada a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

12. Zambujal



Estava guardada…
para ser aberta e ser bebida quando eu nascesse;
depois, para quando nascesse o meu primeiro filho;
passou para quando nascesse o meu primeiro neto;
nos intervalos, foi estando guardada para algumas
              outras minhas relevâncias…
Agora, afinal esteve guardada para (não) ser aberta 
e (não) ser bebida quando eu deixar de… beber!

Zambujal

11. Teresa Silva



Estava guardada a imagem que provocou algum susto, dada a proximidade. Consegui registar com zoom. 
Teresa Silva

10. Rocha/Desenhamento



Estava guardada para ti, mulher virgem, virgem sol. São belos panos que se tornam azulados de madrugada e um pouco terrosos ao cair da tarde. Depois da aparente e trágica morte de O Messias (um tempo indecifrável ) os panos apareceram vazios do Filho de Deus. A sua ressurreição foi reivindicada em certo concílium, por um Papa da Igreja Católica Apostólica Romana como um exclusivo problema de fé dessa mesma Instância religiosa, não da ciência de condição objectual e finita. 
Rocha de Sousa

9. Mónica



Estava guardada no fundo da gaveta, tão bem guardada que me esqueci e quando a encontrei fiquei contente porque afinal ia ser útil e agradável de novo. Foi o que eu pensei quando li o mote. Assim uma história de sótão e baú, de roupas velhas que se tornam singulares e glamorosas para uma festa que se pensava perdida por não ter a roupa apropriada, um pedaço de qualquer coisa que se mantém não se sabe porquê, para além e só de razões afetivas, atos do subconsciente, qualquer coisa me diz que isto ainda vai ser importante. Pois, nada disso. Estava guardada no parapeito da janela da cozinha a flor mais estranha que vi, meio escondida atrás da máquina de lavar, pareceu-me um daqueles vasos com um manjerico, que se compra e apaparica no Santo António e depois se larga em qualquer lado e deixa morrer, a diferença é que este manjerico deve ser regado e adubado o ano inteiro, às escondidas, hmmm que cheirinho nojento! 
Mónica

8. Mena M.



Estava guardada em cada um destes peixes uma promessa de fé. 
Mena

7. M.



Estava guardada numa prateleira da sala de estar de uns amigos meus, entre os objectos que ali vivem em perfeita harmonia com os donos da casa. A delicadeza das formas, os desenhos, os tons, o requinte do fecho, a elegância silenciosa daquela peça cativaram-me. Achei a caixa linda e de imediato pensei no livro A História de Murasaki que gostei muito de ler. Dele retirei o excerto abaixo por encontrar uma ligação especial entre ambos. 
« A áspera sebe faz a flor parecer ainda mais sozinha – não chegará a ver o orvalho outonal e nós não chegaremos a cansar-nos dela. 
O poema saiu-lhe ao correr da pena, como se o pincel tivesse ligação com os seus pensamentos mais íntimos.» 
A História de Murasaki, Liza Dalby, Gótica 2000, Sociedade Editora e Livreira, Lda. 
M

6. Luisa



Estava guardada na minha memória aquela casa, aquele Agosto, aquela gente.
Luisa

5. Licínia



Estava guardada há muito dentro duma caixa de lata, dentro duma gaveta onde repousam as coisas inúteis ou provisoriamente consideradas como tal. Nós, as mulheres mais antigas, habituámo-nos a chamar “amostras” a estes pedaços de renda que serviam de modelo para trabalhos futuros de mãos habilidosas, pacientes. Trouxe-a à luz do candeeiro, que é como quem diz, acendi-lhe o próximo destino, fixando-a no quebra-luz, a dar uma nota de excentricidade, a chamar enfim a atenção de quem olha para o pedacinho de renda ali poisado. 
Licínia

4. Justine



Estava guardada para um dia especial, para ser consumida a um serão com amigos, ao som de música e de conversas. Como esse dia especial tarda em chegar, não é tarde nem é cedo: vai ser aberta e bebida hoje, talvez para esquecer algumas mágoas teimosas… 
Justine

3. Jawaa



Estava guardada esta imagem desde há muito, quem sabe, à espera de um novo Haloween. 
Jawaa

2. Bettips



Estava guardada há anos esta rua com mar ao fundo. E, na sua simplicidade, trata-se apenas de ter encontrado um (meu) pensamento recorrente. Sem me dar conta, surge em tantas das minhas fotografias. Porque "o sonho comanda a vida", uma rua com mar ao fundo é um dos (meus) projectos adiados. É ainda uma homenagem às amigas que conheço daqueles (e destes) lugares, desde 2006. A primeira comemoração do 2º ano deste "tempo de estar", o Palavra Puxa Palavra, foi em Agosto 2008. Guardadas as fotos com amizade e mar ao fundo.
Bettips
(Foto de rua na Ericeira)

1. Agrades



Estava guardada no meu coração a ideia de o conhecer; um dia tive a felicidade de o ver através de grades e não só... 
Agrades

quinta-feira, outubro 04, 2018

AGENDA PARA OUTUBRO DE 2018

Proposta de Bettips
Dia 11 - Reticências com a frase “Estava guardada a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Bettips
Dia 4 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba “Ri” para formar as nossas palavras. Não haverá textos complementares. O foco tem de estar todo, e apenas, na ligação entre a palavra que escolhermos para a sílaba proposta e a fotografia que a expressará, quer se trate de um objecto ou de um conceito.

11. Zambujal



Gesto carinhoso

(… de mãos dadas, querida, de mãos dadas
caminhemos serenos
Papiniano Carlos)

Zambujal

10. Teresa Silva



Ribatejo

9. Rocha/Desenhamento



Ri sem rir, rindo dentro do riso. 
numa cena de um filme de César de Oliveira. 
visto por Rocha de Sousa

8. Mónica



Rio

7. Mena M.



Ferida

6. M.



Incúria

5. Luisa



Riacho

4. Licínia



Ribeira do Porto

3. Justine



Carinho

2. Bettips



Horizonte

1. Agrades



Antúrio

quinta-feira, setembro 27, 2018

AGENDA PARA OUTUBRO DE 2018



 
Dia 18 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Bettips.

AGENDA PARA OUTUBRO DE 2018

Proposta de Bettips
Dia 4 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílaba “Ri” para formar as nossas palavras. Não haverá textos complementares. O foco tem de estar todo, e apenas, na ligação entre a palavra que escolhermos para a sílaba proposta e a fotografia que a expressará, quer se trate de um objecto ou de um conceito.
Dia 11 - Reticências com a frase “Estava guardada a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia 18 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Bettips.
Dia 25Fotografando as palavras de outros sobre o excerto
"A Flor da Rosa, por isto e pelo seu peculiar envolvimento urbano, por uma certa atmosfera quieta e ausente, parece oferecida na ponta de uns dedos frágeis: rosa brava, flor que apesar do tempo não pode murchar: quem a viu não a esquece. É como uma figura que passa, a quem fizemos um gesto ou murmurámos uma palavra, que não nos viu nem ouviu, e por isso mesmo fica na recordação como um sonho."
José Saramago, in "Viagem a Portugal", edição Círculo de Leitores, 1981, pág. 193

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Agrades
Dia 27Fotografando as palavras de outros sobre o excerto 
UM QUALQUER DE NÓS
Com excepção dos nomes e das cores, que se haviam delido no tempo, seriam apenas os barcos – os mesmos desse dia feliz em que papá decidira levá-la a vê-los de perto pela primeira vez. Porque lá estavam ainda, emborcados por cima do convés, os mesmos escaleres cobertos pelas lonas. Estavam as torres, as vigias redondas como olhos de peixe e as mesmas bóias ressequidas, presas dos ganchos. Quando largaram da doca – e o focinho cortante das proas rasgou o pano azul das águas atlânticas, rumo a Lisboa – havia também a mesma chuva ácida do princípio da noite. Além disso, dera-se a chegada das mesmíssimas vacas ao cais de embarque, sendo elas destinadas aos matadouros continentais. E o pranto da muita gente que ali ficou a agitar lencinhos de adeus fora-se logo convertendo num uivo, o qual acabou por confundir-se com o rumor do vento a alto mar. 
João de Melo, in Gente Feliz com Lágrimas, Capítulo primeiro, Leya, 2010

12. Zambujal

11. Teresa Silva

10. Rocha/Desenhamento


Um qualquer de nós, entre outros que partiram, a última barca sobrando nas areias dos últimos naufrágios. 
Rocha de Sousa

9. Mónica



“(...) seriam apenas os barcos”

8. Mena M.



“Além disso, dera-se a chegada das mesmíssimas vacas ao cais de embarque...”

7. M.


6. Luisa

5. Justine



 “Além disso, dera-se a chegada das mesmíssimas vacas ao cais de embarque…”

4. Jawaa

3. Isabel



"… seriam apenas os barcos..."

2. Bettips



 "(…) seriam apenas os barcos - os mesmos desse dia feliz em que papá decidira levá-la a vê-los de perto pela primeira vez. (...) as mesmas bóias ressequidas, presas dos ganchos."

1. Agrades



“(...) seriam apenas os barcos - os mesmos desse dia feliz em que papá decidira levá-la a vê-los de perto pela primeira vez. “

quinta-feira, setembro 20, 2018

AGENDA PARA SETEMBRO DE 2018

Proposta de Agrades
Dia 27Fotografando as palavras de outros sobre o excerto 
                        UM QUALQUER DE NÓS 
Com excepção dos nomes e das cores, que se haviam delido no tempo, seriam apenas os barcos – os mesmos desse dia feliz em que papá decidira levá-la a vê-los de perto pela primeira vez. Porque lá estavam ainda, emborcados por cima do convés, os mesmos escaleres cobertos pelas lonas. Estavam as torres, as vigias redondas como olhos de peixe e as mesmas bóias ressequidas, presas dos ganchos. Quando largaram da doca – e o focinho cortante das proas rasgou o pano azul das águas atlânticas, rumo a Lisboa – havia também a mesma chuva ácida do princípio da noite. Além disso, dera-se a chegada das mesmíssimas vacas ao cais de embarque, sendo elas destinadas aos matadouros continentais. E o pranto da muita gente que ali ficou a agitar lencinhos de adeus fora-se logo convertendo num uivo, o qual acabou por confundir-se com o rumor do vento a alto mar. 
João de Melo, in Gente Feliz com Lágrimas, Capítulo primeiro, Leya, 2010

O DESAFIO DE HOJE (É BOM VER ESTE PAINEL TÃO COMPOSTINHO)



Dia 20 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Agrades.

14. Zé Viajante

Se eu fosse pequenino, descia aquele caminho. Uma mão, na mão de minha mãe. Outra mão, bem no alto, no corrimão protector. E na praia, tirado o bibe de riscas, lá ficava a brincar, pá e baldinho, na areia molhada. Se eu fosse pequenino...
Zé Viajante

13. Zambujal

O olhar desce, lentamente, a rampa-escada.
Já foi (o) tempo em que se atirava, de losango em losango, a antecipar o mergulho nas águas de agosto.
Agora, bem… agora, a mão desce pelo corrimão e o olhar conta as pedrinhas da calçada. Degrau a degrau. 

Zambujal

12. Teresa Silva

Que bela fotografia, muito bem enquadrada. Fez-me lembrar S. Pedro de Moel. Onde foi tirada?
Teresa Silva

11. Rocha/Desenhamento

Esta imagem parece surgir de uma viagem solitária, do nosso próprio imaginário, construída através de um caminho com figuras geométricas e apontado ao fundo da sua própria perspectiva, ponto onde o piso curva para a esquerda e parece convidar-nos a experimentar aquela praia vazia, a falésia mais longe, os nossos passos ainda levados por esse convite, um muro branco a amparar-nos do lado direito. O que nos espera no vazio do lugar, longe, entre distâncias?

Rocha de Sousa

10. Mónica

A fotografia deixou-me sem palavras, de tão bonita, nada a apontar na composição, no caminho, no destino, nos materiais, no branco do muro, nos desenhos do chão, no “silêncio” de pessoas, mas tenho que dizer qualquer coisa, procuro os defeitos, não tem, mesmo achando que talvez o mar esteja pouco convidativo, se calhar a água está fria, aparentemente era um dia de céu enevoado, pelo andar do corrimão o muro parece que não o acompanha, mas não, a fotografia é mesmo bonita, parece um desfile de uma noiva, imagino uma noiva a arrastar o vestido de cauda escada abaixo, e ao pé disto as palavras não valem nada. 
Mónica

9. Mena M.

Quem precisa de santos a ajudar, quando se nos depara uma escadaria destas, tão bonita, tão bem bordada à portuguesa? Pode descer-se devagar e com calma ou numa correria desenfreada quando as saudades do mar são comparáveis à sua imensidão.
Mena

8. M.

Para baixo todos os santos ajudam, diz o provérbio, mas neste caso dispensamos a sua companhia, santificados ficamos nós, os prevaricadores, por espraiar o olhar na beleza à beira-mar. E nem sequer se trata de uma descida aos infernos. O inferno deve ser subir a escadaria na hora do calor, pelo que o aconselhável será borrifarmos a cabeça com ideias frescas e, por exemplo, imaginar os losangos de pedras pretas no chão transformados em peças de um jogo ao ar livre. Regra: proibido pisar as pedras claras. Estão a ver? Eu estou, e tenho vertigens só de recordar esse desafio de meninos em equilíbrio. E o corrimão, tão bonito. Adoro estes seres, sejam eles mais ou menos discretos, mais ou menos estéticos, mais ou menos roliços, mais ou menos macios. É o mesmo que alguém dar-nos a mão num momento difícil.
M

7. Luisa

O caminho para a felicidade.
Luisa

6. Licínia

A escadaria de pedra veio adoçar a descida para a praia que dantes se fazia pé aqui pé acolá em degraus na falésia escavados pelos próprios passos. As praias têm vindo a ser domesticadas, decoradas. Só o mar não se adoça, não se amansa quando o homem quer. E aqui ele é forte, altivo, como gosto.
Licínia

5. Justine

Uma escada-tapete, ponto de fuga para a praia-convite; muros-amparo, de curvas suaves e quentes. Ao fundo, o mar livre, numa oferta de frescura. Equilíbrio e harmonia no olhar que suscitou estas palavras.
Justine

4. Jawaa

Um caminho apelativo para alcançar o pedaço de paraíso para os que sentem as águas como o prolongamento, como parte de si próprios.
Jawaa

3. Isabel

Caminho até ao mar
Onde sei que pertenço
Entro na água sem medo
Porque o mar é o meu lar
Mergulho nas ondas
Qual sereia
No seu ambiente...

SOCORRO!
SOCORRO!
NÃO SEI NADAR!

ACORDO!...

UFA!! QUE SUSTO!!

Isabel

2. Bettips

Não sei o que é mais belo e apetecível, se ir à baía azul e convidativa, se ficar a olhar o ritmo das ondas apenas ao som do coração, se descer a escadaria suave para pernas cansadas. Ao olhar o empedrado tão bonito num ponto de fuga admirável, deixo-me ir, devagar e divagando, pelo caminho sugerido. Agradecendo a paz e a calma que transmite.
Bettips

1. Agrades

Passo e repasso mil vezes por este local e, mesmo assim, não deixo de me extasiar com a sua beleza. 
Agrades

quinta-feira, setembro 13, 2018

AGENDA PARA SETEMBRO DE 2018



Dia 20 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Agrades.

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Agrades
Dia 13 - Reticências com a frase “Sem pensar duas vezes a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.

12. Zé Viajante



Sem pensar duas vezes, o esquilo galgou o muro e foi acertar o relógio. 
Zé Viajante

11. Zambujal



Sem pensar duas vezes… atirei-me de cabeça à vida. 
Dei algumas cabeçadas, deram-me valentes pancadas. 
Valeu a pena! 
E se tivesse pensado duas vezes? 
Teria sabido o que é a vida… ou estaria a pensar pela terceira (ou pela enésima) vez? 

Zambujal

10. Rocha/Desenhamento



Sem pensar duas vezes, travei bruscamente o carro e senti o batimento das coisas do mundo em toda a carcaça que me rodeava, ouvindo o grito do meu filho, ao qual me atirei, ao lado, corpo ou já alma, sentindo, no rumor apocalíptico, como os nossos rostos se uniam numa só aparência, projectando-se no espaço da noite. 
Rocha de Sousa

9. Mónica



Sem pensar duas vezes aceitei o convite para ir à conferência sobre “índios do brasil”, pensei eu que era este o tema, um desafio deixado no fb por um amigo virtual brasileiro, fui assim sem saber bem ao que ía, conhecia a galeria, era sábado e estava deprimida depois de ver o filme “mamma mia 2”, provavelmente o pior filme de sempre com bons atores, lá fui, sem pensar duas vezes, tinha que dar outro rumo ao dia, cheguei à hora, a conferência começou atrasada, esperou-se por quórum, em vão, mil e um problemas com a parafernália de apresentação, computador, projetor, que coisa tão improvisada, enfim, começou, o tema foi pedir a cinco artistas índios que comentassem o facto de haver duas múmias de crianças índias há cento e tal anos num museu em Lisboa, bom, foi surpreendente, eu não sabia de tais múmias e a resposta dos cinco artistas índios foi variada mas todos eles indignados porque as almas das crianças índias múmias andam a vaguear, e se fossem os teus filhos em múmias num museu em Marte? 
Mónica

8. M.



Sem pensar duas vezes, correram para a pedra. Pelo menos assim me pareceu. Eu ia atrás deles, em passeio de domingo, e fui ouvindo a conversa, uma palavra aqui, outra ali, mas sem prestar grande atenção. Caminhavam em passo lento, a opinar sobre uma qualquer pedra fracturada. À distância afigurava-se-lhes suficientemente larga para se acomodarem os três. Aposto que cabemos. Pois eu aposto que não. Então dois de cada vez. Dessa estás tu livre, ninguém é deixado de fora, não foi isso o combinado. Ou há coesão ou nada feito. Na última parte do trajecto calaram-se. Mas nem eu nem os pássaros que por ali esvoaçavam, ou as lagartixas fugidias rasteirinhas aos nossos pés, fazíamos ideia que decisão final teria sido tomada. E talvez nem eles. Quem cala consente mas não sempre, portanto o melhor é evitar entrar no silêncio de cada um, por causa das más interpretações. De repente largaram numa correria na direcção da pedra e o resultado está à vista. Não entendo que bicho lhes mordeu, iam tão devagar... Apanharam-me de surpresa, confesso. Mas depressa arranjaram explicação para o aperto em que se meteram. O artesão que nos moldou imaginou-nos assim, não podemos desiludi-lo. Não achas?, perguntavam uns aos outros. Bem encostados até se relaxa um pouco, argumentava um deles. Ora, balelas! A ergonomia funciona apenas contigo, só tu tens sofá esculpido à tua medida. Gente estranha... Deixei-os lá com aquela conversa maluca. Há cada um! 
Limitei-me a dizer Pois... ao meu interlocutor do momento, palavra que utilizo em impasses de conversas. 
M

7. Luisa



Sem pensar duas vezes atirei-me à frescura do mar.
Luisa

6. Licínia



SEM PENSAR DUAS VEZES, pus-me a caminho de Chaves, para participar no 3º. Encontro Luso Galaico de Escritores. Desse Encontro já nasceu um conto que fará parte da colectânea KM 0, juntamente com os contos dos restantes quinze participantes. Foi um desafio que resultou bem. O encontro tem o nome de PONTE ESCRITA, em referência às pontes físicas e culturais que ligam a região do Alto Tâmega à Galiza. Os trabalhos que neste terceiro encontro me couberam foram os seguintes: ida a uma escola falar da minha escrita, participar numa mesa subordinada ao tema “O que vou fazer do resto da minha vida” e dizer poemas num jantar literário. Houve visitas guiadas aos centros históricos de Chaves e de Vidago, apresentações de livros, uma Feira de livro dos autores representados no encontro. Éramos dezasseis autores, oito portugueses e oito galegos. Convivemos bastante, trabalhámos, divertimo-nos. O livro de que falo, na sua terceira série, será editado pela Câmara Municipal de Chaves, promotora do evento. Chama-se muito a propósito KM 0, assinalado no respectivo marco, porque ali começa a estrada nacional nº 2, a mais longa de Portugal, que corre o país de norte a sul. 
Licínia

5. Justine



Sem pensar duas vezes, metemo-nos no carro e lá fomos, direitos ao Alentejo. Não tivemos medo do calor certos de que íamos para um Alentejo diferente, um Alentejo que tinha uma serra a dar-lhe frescura. E foram 3 dias de recordações, descobertas e redescobertas, emoções culturais, estéticas e gastronómicas. Marvão e Castelo de Vide continuam a ser belíssimos locais onde ainda se encontra, mesmo em pleno agosto, silêncio e paz. 
Justine

4. Jawaa

 
Sem pensar duas vezes... dei de frosques do território alheio! 

Jawaa