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quinta-feira, abril 11, 2013

8. M.



É triste passear pelas ruas e encontrar assim fechada a vida. Por isso ali demorei o olhar e acariciei os traços marcados na porta, como se com esse meu gesto fosse capaz de reanimar as feições dos antigos moradores da casa. 
Tão desamparada é por vezes a memória da existência humana! 

M

9 Comments:

Blogger Rocha de Sousa said...

Um belo olhar, que a fotografia
conserva, e um texto bem adequado
ao sentimento da percepção.

11/4/13  
Blogger Justine said...

Uma fotografia despojada e cheia de significado, com a tua habitual sensibilidade. Quantas histórias de vida por trás destas portas fechadas...
Triste e belo!

12/4/13  
Blogger Luisa said...

Tantas portas encontramos assim fechadas. Quem ficou lá dentro abandonado?

12/4/13  
Blogger Licínia Quitério said...

Triste o apagar da porta, o apagar da memória. Inevitável.

13/4/13  
Blogger agrades said...

Dói quando os outros nao gostam do que nos gostamos...

13/4/13  
Blogger bettips said...

Porta e vidas feitas a gosto, rendilhadas e desenhadas. E o teu olhar/palavras transportam-nos para uma figura enchapelada que sai, uma mulher de saia ondulante que entra. Passado.
É triste.

(se não tivéssemos memória nem sequer poderíamos "provar que não éramos um robô"... como se pede abaixo, não é? e contudo a memória também é um gume)

13/4/13  
Blogger Benó said...

É triste ver tanta casa abandonada. Portas que se abriam à alegria hoje não são mais de que albergue de carunchos.

13/4/13  
Anonymous Anónimo said...

Urgente a reabilitação urbana para que não haja tanta casa a cair que se imagina para além da porta.


Teresa Silva

14/4/13  
Anonymous zambujal said...

Sim. É triste o desamparo e o abandono. O esquecimento. Um gesto pode vencer a tristeza, um olhar pode dar alegria ao que está triste, gentes e coisas.

15/4/13  

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