quarta-feira, julho 16, 2025

5. M


 

Lembra um rolo de pergaminho pela forma e pela antiguidade. Era nele que a minha Mãe guardava as agulhas de tricô, e ainda ali estão algumas que utilizou para fazer vários casaquinhos de lã para mim em bebé. Mais tarde também eu lhe acrescentei umas tantas agulhas para tricotar as camisolas da família. E o que tem isto a ver com o tema que a Agrades propõe para hoje?, perguntarão. E eu respondo: há quem diga “Fazer Malha” em vez de “Fazer Tricô”, o que, pelo nome e objectivos, me leva a considerar ser também um Jogo da Malha. Ambos exigem destreza de mãos: num, são marcados pontos se as malhas lançadas pelos jogadores a uma determinada distância acertarem no pino pousado no chão. No outro, fazem-se laçadas manejando agulha e fio, de algodão ou de lã, que originam malhas em fila sobre a agulha para serem trabalhadas. Também é sabido que nos dois casos nem sempre tudo corre bem, obrigando a desfazer e refazer gestos para remediar desacertos, mas isso faz parte do jogo.

M

6 comentários:

Margarida disse...

O estojo é lindo!

Mónica disse...

Que estojo tão bonito!

bettips disse...

A ternura de guardar e arrumar, antes dos plásticos e caixas ikea...

Anónimo disse...

Tanta malha fiz toda a minha vida
Luisa

Justine disse...

Excelente texto, M., e o teu estojo de agulhas faz-me lembrar os tempos em que eu tanto gostava de tricotar camisolas para o S., para o meu filho e para mim.

Anónimo disse...

Que maravilha a arrumação das agulhas.
Teresa