quinta-feira, maio 13, 2010
domingo, maio 09, 2010
sábado, maio 08, 2010
Para a Teresa Silva, da Licínia
PARA A TERESA SILVA
«A minha salamandra envelheceu, a pele enrugou, as articulações
desgastaram-se. Já não aguenta o lume. Não admira. Foi uma longa vida de serviço à casa e a quem a habitou. Através do vidro deixava ver o fogo e o seu bailado de chamas rubras. Espalhava pela casa um calor bondoso que punha mansidão nas falas e brandura nos gestos. As paredes ainda conservam memórias dos serões da salamandra, como foram chamados. Ali permanece, com a elegância de uma velha senhora que tem um longo passado de horas calorosas e histórias desses tempos que conta a quem as quer ouvir.»
Licínia
quinta-feira, maio 06, 2010
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