quarta-feira, outubro 07, 2026

5. M

Na juventude li livros com temas variados. Impossível lembrar-me de todos eles. Enumero alguns, serão talvez representativos dos “temas variados” a que me refiro e mais me marcaram. Recordo a colecção Brigitte de Berthe Bernage. Adorava todos aqueles episódios que descreviam as fases da sua vida, desejando-as para mim e poder vivê-las como ela. Também li alguns livros de Machado de Assis, sendo Helena o meu preferido. Entre os livros de poesia, Sebastião da Gama fascinava-me. Camilo Castelo Branco com o seu Amor de Perdição despertava a minha curiosidade por mundos que eu não conhecia. A. J. Cronin levou-me ao Reino Unido com o seu livro A Cidadela. Todos estes livros foram importantes para mim, cada um de sua maneira. A minha juventude não desapareceu, passou à reserva. Por vezes dá-me jeito ir até ela para a misturar com a fase adulta, assim é garantia de que ainda respira. Abrimos caixas à procura de memórias e de pensamentos. Somos o resultado de um contínuo de fases com as suas características muito próprias e convém não nos perdermos de vista.

M

4. Luísa


 

No meu tempo de juventude, lia-se muito Berthe Bernage. Brigite e o Romance de Isabel faziam o maior sucesso.

Luísa

3. Isabel


Na adolescência e juventude li alguns livros que eram meus e conservo, mas muitos trazia-os da Biblioteca Municipal: da colecção Biblioteca das Raparigas, da Portugália; da Biblioteca da Juventude, da Verbo, uns livros de capas duras e com cores diferentes na lombada , conforme a série (os que mais li eram da Série D Nós, As Raparigas). A série A eram livros de Peregrinação  e Aventura, a D eram os tais Nós, as Raparigas (acho que também havia a série Nós, os Rapazes, mas não sei se tenho algum), a série  F era Vidas Heróicas , a série H era Viagens...e outras séries de que não me lembro. Li muitos dessas colecções. ; a colecção Boutique, da Verbo; alguns duma colecção chamada Cisne Branco, da Editora Pórtico, nomeadamente "Um Amor em Jerusalém" (que ainda guardo - tinha 17 anos quando o li ) ; "As Mulherzinhas"...e outros de que agora não me recordo. Também li montes de romances cor-de-rosa e os "caprichos", que eram fotonovelas (que me emprestava uma vizinha que os comprava todas as semanas). Mas destaco um que li com os meus vinte e poucos anos e que reli algumas duas ou três vezes: "A Ponte Para a Eternidade" de Richard Bach, um autor de quem li vários livros. Se o lesse hoje, se calhar não lhe achava piada nenhuma, mas na altura adorei. 

(A foto é da net, porque não encontrei o meu livro, que tenho por aí, algures)

Isabel

2. Bettips


 

Era um livro que me lembrava de ter lido e me impressionou, há muitos anos. Aliás Graham Greene, a par de tantos, era um autor de que gostava. O postal que o acompanhava tem a data de Julho 2009, aqui está também. Foi-me dado por uma amiga, tem uma história bonita, de um achamento em 2ª mão, e uma capa e interior feitos de trabalho e carinho, nas cores de que gosto.

Mais tarde, acrescentei-lhe umas palavras de sentimento que achei condizerem com o que pensei, em Março de 2012. Gosto de escrever em livros, apontamentos da época, lugares, datas ou o nome de quem mos deu. Este é delicioso e não está na estante dos outros: está sempre à parte.

Bettips