Dinheirinhos 26
É aqui que a porca torce o rabo. Ou não fosse eu uma sua descendente, de apelido Leitão. Sempre fui algo “desleixada” com o dinheiro. Nunca poupei. Ao contrário do que fizeram os meus pais e ao contrário do que fui ensinada a fazer. No entanto, não sou gastadora ou perdulária. Pelo contrário, sou coibida no que toca a gastos pessoais, quotidianos, consumistas. Só não resisto a viagens. E batatas fritas Lays Gourmet de pacote preto (passo a publicidade). E que me perdoem os Deuses do Além. Quando tenho dinheiro, tenho; quando não tenho, não tenho. Desde que as necessidades básicas estejam asseguradas. Sigo a máxima: usá-lo enquanto viva. A verdade é que houve alturas em que o tive e usei-o bem, investindo, e alturas em que não o tive e pedi emprestado. Sem dramatismos embora com alguma relutância, um certo constrangimento, um pouco de desconforto e, porque não dizê-lo, alguma vergonha católica. Mas tenho amigos e também eu sou amiga. Já fiz, faço e farei o mesmo por outros, se puder. Somos uns pelos outros. Quando for velhinha não vou ter muito, apenas a minha reforma. Não vai ser grande coisa mas é o que é. Hei-de (sobre)viver, seja da forma que for. Ou não…
Margarida
PS = Isto é que tem sido uma catarse, hein?

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