Depois de uma noite de geada, ou será neve como se diz por estas paragens, neve para “mouros”, a vista da varanda do meu quarto que dava para um jardim, que alegria, que surpreendente, não resisti a fotografar o fenómeno raro, fez-me recuar alguns anos onde a geada era a sério, persistente, gelada, escorregadia, perigosa e com pouca graça, não se confundia geada com neve, não, uma geada é uma geada, uma geada profissional, não era como esta geada amadora, um granizado mourisco efémero. Antes assim. Do que gostaria de tornar a viver era a varanda do meu quarto, só da varanda, a sensação de ir à varanda nas alturas, acima das minudências do presente.
Mónica
5 comentários:
Uma varanda com vista é sempre uma preciosidade. Aumentei a foto para "ver" a geada para "mouros"; é Lisboa!
"Geada amadora" :) :) :) Muito bom também. Mas isto foi quando? Só sinto 35-36ºC, por estas bandas...
Achei particular graça à descrição das várias geadas.
Também não sabia dos cambiantes da geada. Gira a fotografia e o texto
Teresa
A geada em vila real é sinónimo de acidentes na estrada, daí o sinal de trânsito, que nunca se vê por aqui, nas encostas a norte onde no inverno o sol nunca incide a geada vai-se sobrepondo dia após dia e torna-se uma pista de gelo escorregadia para os carros e pessoas. Uma noite de geada é mau, noites seguidas de geada são um pesadelo para quem sai de casa. A beleza do cenário branco de ilusão de neve (que romântico!) não compensa.
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