quinta-feira, setembro 18, 2025

6. M


 

A Segunda Guerra Mundial é um assunto que me interessa em particular por ter acontecido numa época muito próxima da minha. O livro Uma Noite em Lisboa é especial. Pelo que conta e como conta. Só alguém com grande sensibilidade, vivendo na pele a perseguição e fuga durante anos, é capaz de escrever sobre a condição humana como Erich Maria Remarque o faz. Passando-se a história em Lisboa, pareceu-me interessante associar-lhe as fotografias acima, independentemente do ano em que foram tiradas. Os acontecimentos trágicos ficam incrustados na memória universal onde encontramos imagens às quais ligamos outras imagens e reflexões. A Praça do Comércio seria lugar de encontro de refugiados chegados de comboio à Estação do Rossio, não longe dali. Com o rio Tejo à beira das suas vidas, o olhar angustiado pousado nele, presumo que subiriam e desceriam vezes sem conta as escadarias de repartições onde tinham esperança de conseguir passaportes e vistos de saída para a América. A segunda fotografia, essa mais sombria, mostra a Avenida da Índia em 1978. Em 1942, foram outros os automóveis que transportaram as famílias abastadas fugindo da loucura nazi a caminho do Hotel Palácio Estoril. Se os carris da fotografia são os mesmos ou se tinha sido necessário substituí-los por causa do desgaste natural, desconheço. Mas isso não importa para o caso. Sobre eles não deslizaram vagões atulhados de gente levada para campos de concentração. As carruagens dos comboios da Linha de Lisboa-Cascais tinham janelas, assentos e esperança de liberdade para quem neles viajou.

M

4. Luisa

   

Sou desse tempo mas nunca encontrei nada suspeito nas minhas saídas em Lisboa à noite.

Luisa

3. Justine


Não li este livro de Erich Maria Remarque, mas fui investigar o tema tratado no livro e fiquei com vontade de o comprar e lê-lo com atenção.

Justine

2. Bettips


Apenas recordações de Lisboa, muitos dias e muitas horas. Como se diz a propósito do livro que refiro “terra de todos e de ninguém”, cidade que era o fim ou o início das viagens dos fugitivos da II Guerra Mundial. E porque me parece uma característica de Lisboa tão actual, com os seus fluxos e refluxos de outras guerras ou outros interesses.

Bettips

1. Agrades

 

A noite faz parte do dia, quer em Lisboa ou em qualquer outro ponto do globo. Como não tenho foto apresentável de Lisboa de noite, mostro uma obra prima da azulejaria de Lisboa, fotografada no Museu do Azulejo.

Agrades

quarta-feira, setembro 10, 2025

O DESAFIO DE HOJE

Proposta de Bettips

Em Julho avancei os passos e cogitei em Setembro. Olhei à volta: fora os utensílios da casa e o bric-à-brac, havia livros, quadros, discos, fotografias. Escolhendo livros, encontrei algumas preferências minhas, outras avulso, que poderão caber nas vossas “objectivas” visuais de pensamentos abrangentes. Não é forçoso conhecer, ler ou ter lido os mesmos: farão as vossas escolhas, talvez com palavras e fotografias a propósito, pela sugestão de ideias que vos darão os títulos que vos deixo:

Dia   4 - “O Miniaturista”, Jessie Burton (publ. 2014)

Dia 11 - “Memórias de Adriano”, Marguerite Yourcenar (publ. 1951)

Dia 18 - “Uma noite em Lisboa” – Erich Maria Remarque (publ. 1962)

Dia 25 - “Por quem os sinos dobram” – Ernest Hemingway (publ. 1940)

8. Mena M

Diz-me a Wikipédia que Marguerite Yourcenar referiu no posfácio, "Carnet de note", à edição inicial, que havia escolhido Adriano como tema para o seu romance em parte porque este tinha vivido numa época intercalar, em que já não se acreditava nos deuses romanos mas em que o Cristianismo ainda não se tinha firmado, o que lhe despertou curiosidade porque ela própria viveu uma época semelhante na Europa do pós-guerra.

Tal como Adriano e Yourcenar, vivemos nós também numa época intercalar, entre a inteligência humana e a artificial.

Será um sinal para eu ler este livro? 

Mena