sábado, abril 02, 2016
2. Benó
quinta-feira, março 31, 2016
AVISO
Imagino que já devem estar admirados com a minha ausência até esta hora do dia.
Com febre desde ontem à noite, sonolenta e mal disposta, sem apetite, não me tenho sentido com disposição para me dedicar à net (nem a nada, confesso).
Assim que me sentir melhor volto aqui para fazer as nossas habituais publicações de 5ª feira.
Inté!
quinta-feira, março 24, 2016
AGENDA PARA MARÇO DE 2016
Proposta
de Bettips
Dia
31
– Fotografando
as palavras de outros sobre
o excerto
« O céu colabora na nossa vida íntima, vive connosco, acompanha-nos na mudança do nosso ser; é um confidente, é um consolador; invoca-se, fala-se-lhe. Olhar o céu, é, nos nossos climas, uma ocasião de viver; instintivamente voltamos para ele os nossos olhos. O poeta meridional, cheio de imagens e de cores, contempla-o; o burguês trivial admira-o; pela manhã, abre-se a janela e vai-se ver o céu! É um íntimo, sempre presente na nossa vida; o nosso estado depende dele; enevoado, entristece-nos; claro e lúcido, alegra-nos; cheio de nuvens eléctricas, enerva-nos. É no céu que vemos Deus... E mesmo despovoado de deuses, é ainda para o homem o lugar donde ele tira força, consolação e esperança.
A
paisagem é feita por ele, a arte imita-o, os poetas cantam-no.
...»
O
Egipto – Notas de Viagem, Relato da inauguração do Canal do Suez,
de Eça de Queiroz (1845 – 1900), Alêtheia Editores, Julho 2015
10. Teresa Silva
9. Rocha/Desenhamento
8. Mena M.
4. Jawaa

Era
apenas uma menina quando carreguei a palavra no meu dicionário:
derivada de terror, era uma guerra diferente, ardilosa, não
respeitava civis, mulheres ou crianças, podia acontecer em qualquer
lugar, era uma guerra injusta.
A Argélia incendiava-se. Ameaçava Paris - a minha cidade de sonho - e o terrorismo grassava para sul, o Congo ali ao lado. Não havia kalashnikovs, mas havia canhangulos e catanas que retalhavam famílias inteiras, brancos e negros; estávamos em 61. Já na faculdade, estudei a Negritude, vibrei com a perspectiva de independência da minha terra - que não era minha afinal!
Agora, só consigo olhar o horizonte e ver pinceladas de sangue no céu que, dizem, fez os Homens todos iguais. Também não é verdade: há um qualquer deus ali a olhar os Homens preconceituosamente.
A Argélia incendiava-se. Ameaçava Paris - a minha cidade de sonho - e o terrorismo grassava para sul, o Congo ali ao lado. Não havia kalashnikovs, mas havia canhangulos e catanas que retalhavam famílias inteiras, brancos e negros; estávamos em 61. Já na faculdade, estudei a Negritude, vibrei com a perspectiva de independência da minha terra - que não era minha afinal!
Agora, só consigo olhar o horizonte e ver pinceladas de sangue no céu que, dizem, fez os Homens todos iguais. Também não é verdade: há um qualquer deus ali a olhar os Homens preconceituosamente.
Jawaa
2. Benó

Esta árvore que leva muitos anos para dar frutos, já li que são mais de 70, foi levada pelos árabes para o Norte de África, Espanha e Portugal. Aqui, no Algarve, na zona do barrocal especialmente, onde fotografei esta, encontramo-la com facilidade. Naturalmente doce, o seu fruto, a alfarroba, é rico em vitaminas e minerais. Atualmente, tem múltiplas aplicações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética. Como curiosidade, posso acrescentar que a farinha de alfarroba é antidiarreica, usada especialmente nas crianças.
Benó
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