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quarta-feira, junho 19, 2013

2. Bettips

As agudezas afligem-me, as pontas afiadas perturbam-me mesmo que apontem o céu e sejam uma representação do Homem-Sol.
Creio que me é uma questão de medo atávico, da perfuração da normalidade que imagino, plana ou redonda. Objectivamente, tem a ver com confusas referências minhas, por exemplo, de quando li a notícia da morte do filho de Romy Schneider, em 1981.

Bettips

5 Comments:

Blogger Justine said...

Fantástico, até onde nos pode levar, dentro das nossas recordações e vivências, uma foto enigmática! Por isso eu gosto tanto destes nossos jogos:))))

20/6/13  
Blogger Rocha de Sousa said...


Forma elíptica e apelativa de di-
zer um sentir em torno da escultu-
ra em ferro de Jorge Vieira.Exp98.
Eu gosto deste modo de ver, equi-
vale-se à própria obra e à sua
agressividade ou dor de uma memó-
ria, porque não?
saudação a Bettips

21/6/13  
Blogger bettips said...

Sou muitas vezes segundos e terceiros... sentidos. Além das pontas de ferro. A verdade é que tinha ideia, há mais de 10 anos, de ter visto esta escultura (e fotografá-la, claro...). E de saber que Jorge Vieira "não era um bem amado" do regime.
Agora mesmo pensei se JVieira não quereria exprimir o seu gosto-amor pela liberdade criativa.

21/6/13  
Blogger M. said...

Muito interessnte e coerente, na minha opinião, a ligação que fazes entre o que dizes no primeiro parágrafo e a referência (quase uma espécie de prova) à tragédia da morte do filho da Romy Schneider que foi na verdade uma "perfuração da normalidade".

23/6/13  
Anonymous do Zambujal said...

... do que nos lembramos, que conexões vivas dentro de nós, que de nós por desatar...

25/6/13  

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