Depois…
Cá está mais uma palavra a empurrar reticências. Por acaso até vem a propósito, serve para continuar a mini história da semana passada sobre os candeeiros de petróleo.
Depois do fim das férias na aldeia, a família regressava a Lisboa, eu às aulas no velho liceu perto de casa. Encerrado alguns anos após eu já ter saído de lá, foi-se degradando a olhos vistos, à espera de uma outra função. Comprado e restaurado pelo coleccionador de arte Armando Martins para albergar a sua colecção de arte, é agora o belo museu MACAM. Quando o visitei pela primeira vez, tive uma sensação estranha e ao mesmo tempo familiar. Durante cinco anos, tinha descido e subido vezes sem conta aquela escada à esquerda na fotografia que dá acesso ao espaço ajardinado. Do que me recordo, nesse outro meu tempo este espaço era apenas um pátio de chão acinzentado sem graça, com o mesmo lago de agora mas sem nenhuma obra de arte pousada nele. Era para lá que corríamos nos intervalos das aulas para jogar ao ringue, à rolha, saltar à corda e rir muito. O antes e o depois juntos na minha vida.
M

6 comentários:
Muito interessante, um bom aproveitamento do edifício passado. Também é teu o espaço. Ficou lá alguma coisa que revele que antes era uma escola de raparigas?
Tive o gosto de o ver e te ouvir in locco. Tudo desperta o sentimento que se tem e se procura nas pegadas fantasmagóricas do "antes de". Mas está um excelente trabalho de recuperação.
Belo edifício!
Mónica:
Tens razão, também é o meu espaço. Quanto à pergunta que fazes sobre vetsígios do espaço antigo, eles estão lá, muito bem recuperados mantendo uma mistura de antigo e actual mas se não soubesse que tinha sido um liceu, ficaria na mesma sem saber. Mas afinal, antes de ser liceu, era um palácio e é isso que se reconhece.
Vi uma visita guiada sobre o novo museu. Um edifício bem restaurado do qie foi o antigo D. Leonor/D. Amelia, conforme a época. Deve ser emocionante entrar num espaço onde viveste 5 anos e encontrar ainda vestígios.
Teresa
A coincidência é que vi varias vezes este edifício a partir da obra (que visitei regularmente) situada em frente, via uma varanda com umas esculturas e nunca percebi o propósito. Até fotografei a varanda por graça com o tlm do trabalho, como não era trabalho deitei fora as fotografias da varanda. Afinal a ex-escola da M, ex-palácio e agora museu. Parece que os circuitos se repetem.
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