quinta-feira, abril 07, 2016

4. Jawaa



            Gole(Vindima des-humana)

 
Esta fotografia foi tirada na vinha de uns amigos que há tempo falavam de uma nova máquina para recolher as uvas, apenas as uvas, e bastava uma pessoa para fazer toda a vindima. As explicações não me convenceram, nada como ir ver de perto.
É realmente um assombro o tamanho da máquina: tem 3 metros de altura e, ao passar pela vinha, faz estremecer a videira e recolhe as uvas, apenas as uvas, que despeja no fim de cada carreira por uns enormes tubos giratórios, para uns
dumpers que estão à espera. Há depois uma pequena equipa que percorre as ramadas para recolher um ou outro cacho que fica.
Infelizmente é para aí que se caminha, cada vez mais se substitui o braço do Homem.

Jawaa

3. Bettips



                       Leme
 
É presente, já passado. Desde criança que me lembro do "Molhe", nome popular da praia dele. E daquele barco meio submerso no verdete da água-bronze, o homem de chapéu esquisito, sempre fustigado pelos ventos.
O "Homem do Leme" é uma escultura de Américo Gomes (1934), uma homenagem aos pescadores e a sua bravura ao enfrentar o mar.
Fiquei a saber que por baixo deste asfalto, está a Ribeira de Nevogilde, canalizada. Por cima, desaguam carros e autocarros, portuenses ilustres ou não tanto, muitos turistas, os "espreitas", cães de passeio ou simples apreciadores de paisagens.
Outras coisas sei mas são passionais e antigas: só interessam à minha memória.

Bettips

2. Benó


  
                    Fole / Lenha

Duas coisas que ajudam a criar calor nos dias frios de inverno.

Benó

1. Agrades



                       Lebre

sábado, abril 02, 2016

AGENDA PARA ABRIL DE 2016



Dia 21 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Justine.

AGENDA PARA ABRIL DE 2016

Proposta de Justine
Dia 7 - Ao jeito de cartilha: Proponho-vos que usemos a sílabaLe” para formar as nossas palavras. A palavra que cada um apresentar tem que conter a sílaba pedida e exprimir a imagem que lhe foi associada com sintonia clara entre ambas. Se houver preferência por um conceito, a regra a aplicar é a mesma, ou seja, ele tem que ser expresso por uma palavra que tenha a sílaba pedida. O texto que alguns de nós acrescentarmos é apenas facultativo e um complemento.
Dia 14 - Reticências com a frase “Quando a noite” a iniciar o texto. Não esquecer a fotografia.
Dia 21 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Justine.
Dia 28Fotografando as palavras de outros sobre o excerto

“… Eu percorria lentamente esse extraordinário jardim de flores humanas, pensando que uma cidade, tal como uma pessoa, reúne as suas predisposições, os seus apetites e os seus temores. Cresce para a maturidade, produz os seus profetas, declina na senilidade, na velhice ou na solidão, que é ainda a pior de todas as coisas. Inconscientes de que a cidade está moribunda, os vivos continuam a sentar-se nas ruas, como cariátides sustentando a noite, com as dores do futuro pintadas nas pálpebras; …”
Justine” in Quarteto de Alexandria, Lawrence Durrell, editora Ulisseia, 1976

E DE NOVO UM MÊS DE ABRIL. ESTE EM 2016

 
Henri Matisse (1869 - 1954), Icare, de la série Jazz, 1943 - 1946 
Papiers gouachés, découpés, collés et marouflés sur toile 
Gouache on paper, cut and pasted on canvas - 43,4 x 34,1 cm - Musée national d'Art moderne - Centre  Georges Pompidou, Paris

 

O DESAFIO DE DIA 31 DE MARÇO

Aproveitando um momento de algum bem estar em que começo a reconhecer-me.
E agradecendo as vossas palavras amigas e desejos de melhoras.
 
Proposta de Bettips
Dia 31Fotografando as palavras de outros sobre o excerto
« O céu colabora na nossa vida íntima, vive connosco, acompanha-nos na mudança do nosso ser; é um confidente, é um consolador; invoca-se, fala-se-lhe. Olhar o céu, é, nos nossos climas, uma ocasião de viver; instintivamente voltamos para ele os nossos olhos. O poeta meridional, cheio de imagens e de cores, contempla-o; o burguês trivial admira-o; pela manhã, abre-se a janela e vai-se ver o céu! É um íntimo, sempre presente na nossa vida; o nosso estado depende dele; enevoado, entristece-nos; claro e lúcido, alegra-nos; cheio de nuvens eléctricas, enerva-nos. É no céu que vemos Deus... E mesmo despovoado de deuses, é ainda para o homem o lugar donde ele tira força, consolação e esperança.
A paisagem é feita por ele, a arte imita-o, os poetas cantam-no.
...»
O Egipto – Notas de Viagem, Relato da inauguração do Canal do Suez, de Eça de Queiroz (1845 – 1900), Alêtheia Editores, Julho 2015

12. Zambujal



«(…) à medida que foi correndo o dia, fomos vendo a cidade a acordar, aqui e ali diferente como se a viagem dentro do Cairo nos transportasse a várias cidades. Há uma cidade cinzenta, degradada, empoeirada; há a “cidade dos mortos”, um extensíssimo cemitério com 200 mil vizinhos-habitantes, vivos ou ainda sobreviventes; há a cidade dentro das mesquitas, onde se manifesta muita gente e com grande aparato policial às portas para que de lá não saia a manifestação anunciada; há, do outro lado das pontes, uma cidade que parece europeia (burguesa, comentámos nós (…).» 

(de viagem a Alexandria, 2010-antes da “primavera”) 

Zambujal

11. Teresa Silva

10. Rocha/Desenhamento



                                                  Céu

9. Mena M.



 «A paisagem é feita por ele, a arte imita-o, os poetas cantam-no.»

8. M.



«É no céu que vemos Deus... E mesmo despovoado de deuses, é ainda para o homem o lugar donde ele tira força, consolação e esperança. A paisagem é feita por ele, a arte imita-o, os poetas cantam-no.»

(Obra de José Rodrigues, Convento San Payo, Vila Nova de Cerveira)

7. Luisa

6. Licínia



"cheio de nuvens eléctricas, enerva-nos."

5. Justine

4. Jawaa



«o lugar donde ele tira força, consolação e esperança» 

3. Bettips

2. Benó



O céu coberto de nuvens sobre o Pico, nos Açores. É uma boa indicação para os habitantes de S. Jorge como está o tempo no Pico. 
Benó

1. Agrades



E para não se falar só de céus, aqui vai um "burguês trivial". 
Agrades