Dramaticamente,
logo pela manhã de 1988, o Chiado, em Lisboa, ardeu em larga
medida e com enormes perdas urbanas, económicas e de comércio
especializado. Ana, a rapariga da fotografia, protegeu-se num quarto
andar e arrastou tudo o que podia, roupas sobretudo, mantas e
lençóis, para o quarto que julgava salvo do sentido das chamas.
Quando os bombeiros lá chegaram, lá estava ela, esperando
esperançosamente. Em camisa de dormir, protegendo lençóis molhados
e olhando quem a achara.
Rocha
de Sousa