É com esta sua bonita fotografia que a Agrades quer provocar o nosso olhar e as nossas palavras. Olhemo-la então com atenção!
Dia 2 - Provérbios Fotografados: «Antes embebedar que constipar»
Dia 9 - Reticências com a frase “Lindo o gesto” a iniciar o texto
Dia 16 - Com as palavras dentro do olhar sobre fotografia de Agrades
Dia 23 - Fotografando as palavras de outros sobre este poema belíssimo de José Gomes Ferreira
XVI
E para aqui estou a olhar para os espaços
sentado num banco da Avenida
com o tempo a dormir-me nos braços
como uma ninfa de sol apodrecida…
Poesia – II (Sonâmbulo), José Gomes Ferreira, Portugália Editora, Colecção Poetas de Hoje, Outubro de 1962
Mais abaixo, as 14 fotografias com os nomes dos seus autores exprimem o que cada um sentiu com a leitura do poema de David Mourão-FerreiraPEQUENA ODE A UM CARRO ELÉCTRICOColectivo sarcófago ambulante,conduzes centos de almas, dia a dia(ó morte desleal de cada instante!),para a conquista pávida, incessante, do envenenado pão do dia-a-dia.Por isso te ergo a símbolo quase eterno,ó provisória barca do Inferno!Obra Poética (Tempestade de Verão), David Mourão-Ferreira, Editorial Presença, 2ª edição, Julho de 1996
Dia 26 - Fotografando as palavras de outros. Desta vez é David Mourão-Ferreira o escolhido. Talvez, quem sabe, porque andei de eléctrico há pouco tempo. No conhecido 28 que atravessa uma parte de Lisboa, onde de certo modo senti, nas pessoas que nele viajavam nesse domingo de risos felizes em família, o desconforto que, suponho, será a sua realidade mais penosa nos outros dias da semana. PEQUENA ODE A UM CARRO ELÉCTRICOColectivo sarcófago ambulante,conduzes centos de almas, dia a dia(ó morte desleal de cada instante!),para a conquista pávida, incessante, do envenenado pão do dia-a-dia.Por isso te ergo a símbolo quase eterno,ó provisória barca do Inferno!Obra Poética (Tempestade de Verão), David Mourão-Ferreira, Editorial Presença, 2ª edição, Julho de 1996
Estão bem à vista a capacidade, e a subtileza, que temos para ultrapassar dificuldades.
É o que se chama, em linguagem popular, "Ter tomates".
(Que me desculpem os mais sensíveis se os choco com palavras mais ousadas do que as que habitualmente uso, mas "A ocasião faz o homem como o choco faz o pinto").