quinta-feira, janeiro 10, 2013

9. Mena M.



Os muros separam, bem sei.
Roubam a libertade a muitos, dão a tantos outros a ilusão de segurança.
Também se derrubam, como tive o privilégio de testemunhar em novembro de 1989 em Berlim.
Ou podem ser simplesmente belos e mágicos como este.
Sobe o pano, desce o pano, imagino...

Mena

10 comentários:

Anónimo disse...

Fabuloso ensaio sobre o juro que
podemos despintar. Suna o pano, com
efeito.

Rocha de Sousa

M. disse...

Interessante esta referência que a Mena faz ao pano que sobe e desce. Não serão as mais das vezes os muros construídos nada mais do que artifícios usados neste teatro da Vida que é também uma fantasia a que as pessoas se agarram para fugirem da sua realidade? Tantas vezes os outros são bodes expiatórios das nossas próprias incoerências e dos muros que construímos à volta delas como refúgio de nós próprios.

agrades disse...

Um muro magico! Que bom, como precisamos de magia, de imaginação, de sorriso...

Licínia Quitério disse...

Como seria mais fácil se os muros fossem de subir, de descer, como o pano do teatro das sociedades humanas. Que original ideia e foto, Mena.

Luisa disse...

Belos estes muros que tão facilmente se podem desfazer.

Justine disse...

Um muro de brincar! Vamos lá subir o pano, Mena:))))))

do Zambujal disse...

Será o pano que se fecha e abre à boca do palco um muro? E, ao abrir-se, separa ou une dois mundos? O dos actores e os dos espectadores. Mas serão eles diferentes. E onde está a vida e qual é a sua representação...

Perdão, já ia embalar pelo Brecht.

mena maya disse...

Um muro de pedra aveludada, no Jardim da Paz,paraíso dos Buddhas.




Benó disse...

Linda cor para um muro. Transmite-nos alegria.

bettips disse...

Sobe um pano imaginário e dançam dançarinas. Nunca será um muro, dos feios e intransponíveis!
Belo efeito, Mena, belo desfazer em surpresa os tantos muros-feitos.

Por outro lado, as duas cores fizeram-me lembrar "a ditosa Pátria" que tão amarfanhada anda.

Traz um melro saltitante, traz uma flor amarela, Mena!